terça-feira, 9 de abril de 2013

Jovem holandês cria raia-robô para limpar lixo plástico dos oceanos


O problema do lixo plástico nos oceanos já é um velho conhecido nosso: a maior parte das embalagens que jogamos fora vai parar no mar (confira no infográfico A viagem do lixo), e toda essa poluição sobre as águas causa danos irreparáveis aos animais marinhos, aos pássaros –como já registramos no infográfico animado Mar de Lixo – e à humanidade.
Para você ter ideia da dimensão do problema, é no meio do oceano Pacífico que fica o maior lixão do mundo: são quatro milhões de toneladas de garrafas e embalagens que foram empurradas para lá pelas correntes marítimas e formam um amontoado de 700 mil km² – o equivalente a duas vezes o estado de São Paulo!
À frente de um projeto grandioso para reverter esta situação está um jovem holandês de 19 anos: o estudante Boyan Slat desenvolveu um protótipo de uma raia-robô que retira os resíduos plásticos da água.
Ela funcionaria como um funil: atrairia a sujeira para o ângulo formado por suas hastes e as encaminharia para suas plataformas de processamento. Nelas, o lixo seria filtrado, separado do plâncton e armazenado para reciclagem. O dispositivo seria capaz de analisar a quantidade e o tamanho das partículas de plásticos presentes nas manchas de sujeira do oceano.
Para minimizar os impactos ambientais da raia-robô, uma equipe de 50 engenheiros que trabalha na viabilidade da tecnologia e pretende utilizar placas solares e aproveitar a força das ondas e correntes marítimas para gerar energia, necessária para o funcionamento do sistema.
Ainda não há previsão de quando o aparelho estará pronto para o uso, mas a promessa é grande: “extraia 7.250.000 de toneladas de plástico dos oceanos em apenas cinco anos”, anuncia Slat em seu site, pedindo contribuição. Além disso, o projeto já foi premiado como o melhor Desenho Técnico de 2012 na Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda.
Assista à palestra de Slat no TEDxDelft (em inglês):
E o que fazer com o lixo plástico recolhido? Já existem vários projetos que unem sustentabilidade, criatividade e tecnologia, como aspiradores feitos com o plástico recolhido dos oceanos e até uma “ilha da reciclagem” do tamanho da cidade de Manaus, construída com o lixo flutuante dos oceanos. Você tem alguma ideia? Compartilhe com a gente pelos comentários.
Aliás, você pode ajudar de outras formas! Que tal mudar de hábito e reduzir o consumo de plásticos no dia a dia? Um exemplo fácil de colocar em prática: recuse as sacolinhas plásticas oferecidas pelos supermercados, opte por reutilizáveis e aproveite para registrar cada sacola recusada no nosso contador.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Entrevista da Folha: Dilma é leniente com a inflação, afirma Aécio

Aécio Neves: A presidente quer controlar até o lucro dos empresários. Eles têm de acompanhar é a qualidade do serviço e o que isso representa de bem estar da população. É natural, no capitalismo, goste ou não dele, que o lucro seja compatível ao risco do investimento.




Eleições 2014: Aécio Neves, Dilma, Campos e o pacto federativo
Senador Aécio Neves: entrevista ao jornal Folha de São Paulo



O senador Aécio NevesPSDB em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, na posição firme de líder da oposição, atacou a política macroeconômica da presidente Dilma , classificou o PAC como uma falácia e acusou o governo petista de ser leniente com a inflação. "Quando o dragão começa a colocar a cabeça para fora, sabemos que é difícil colocá-lo na caixa de novo", disse.


Folha - Qual sua receita para a economia?
Aécio Neves - Essa política nacional-desenvolvimentista, que acha que o Estado tem de ser o indutor do crescimento econômico, não deu certo. O câmbio flutuante, instrumento importante para suavizar impactos da variação externa de preços, já não existe, é um câmbio quase rígido.

Mas esse "cambio controlado" ajuda a industria exportadora, que o PT acusa o PSDB de praticamente destruir?
O problema da indústria exportadora se dá pelo custo Brasil, da logística inexistente. O Brasil, que já participou com cerca de 2,2% do comércio externo, hoje caiu para 1%. Se continuar assim, teremos 0,7% em dez anos.

Mas vocês não costumam dizer que o PT seguiu a política econômica tucana.
Desde a saída do [Antonio] Palocci, ex-ministro da Fazenda, os pressupostos macroeconômicos vêm se fragilizando. Há uma leniência do governo com a inflação, a presidente Dilma é leniente com a inflação.

No governo do PSDB, tolerância zero com a inflação. O PT nunca foi muito claro com isso, desde que votou contra o Plano Real. Nos dez anos de governo do PT, apenas em três anos o centro da meta foi alcançado. No governo Dilma, não será em nenhum dos anos. Isso é gravíssimo.

A população que recebe hoje dois salários mínimos e meio já tem inflação de alimentos de 14%. Quando o dragão começa a colocar a cabeça para fora, sabemos que é difícil colocá-lo na caixa de novo.

O sr. defende subir os juros para baixar a inflação?
Defendo que o Banco Central tenha total autonomia para fazer o que considerar necessário. Se avaliar que é preciso subir juros para conter a inflação que ele mesmo diz ser preocupante, então tem de subir os juros. O que não pode é haver uma interferência política, uma interferência com viés eleitoral.

Subir juros gera desemprego, como receitam economistas críticos do governo Dilma?
Acho que é possível controlar a inflação sem riscos maiores de desemprego. O Brasil tem gerado empregos, mas de baixa qualidade. A educação é uma herança maldita que o PT deixará e está comprometendo o futuro do crescimento do país.

Mas os indicadores de Minas em educação não são tão diferentes do Brasil.
Não, são melhores. Minas tem hoje no Ideb a melhor educação fundamental do Brasil. Estamos na frente em matemática, em todas as séries pesquisadas. Temos de adequar os currículos à realidade de cada região. Não se pode achar que as expectativas de um jovem do centro de São Paulo sejam as mesmas do que mora no Acre. Vejam, o tempo médio de escolaridade no Brasil é de 7,5 anos. Na Bolívia é de 9, Argentina, 12 anos. Não houve nenhum avanço na educação no governo do PT, continuamos na rabeira do continente.

Mas se acordasse hoje presidente da República e tivesse de tomar uma decisão entre controlar a inflação, mesmo que tivesse de diminuir o emprego, o que faria?
Ninguém vai tomar medida para aumentar o desemprego. É possível ser intolerante com a inflação sem gerar desemprego, garantindo competitividade ao Brasil, fazendo investimentos corretos.

O PT acusa o governo FHC de ser campeão dos juros altos.
São períodos diferentes, enfrentamos crises internacionais seguidas, e a agenda prioritária era o controle da inflação.

O sr. diz que o empresariado reclama da presidente...

A presidente quer controlar até o lucro dos empresários. Eles têm de acompanhar é a qualidade do serviço e o que isso representa de bem estar da população. É natural, no capitalismo, goste ou não dele, que o lucro seja compatível ao risco do investimento.

Mas eles acusam o PSDB de desmontar o Estado e fazer privatizações sem controle, rendendo lucros elevados ao empresariado?Olha, demoraram quase dez anos para fazer concessões ao setor privado. Fizeram isso lá atrás com uma visão equivocada, que deveriam ter a menor tarifa, no caso das concessões rodoviárias. Tudo bem, belo conceito, mas trágico para o Brasil. Resultado: as obras não foram feitas, os investimentos não foram feitos.

O PT diz que o governo tucano acabou com a capacidade de gerenciamento do Estado...
A lógica deles é criar uma nova estatal, é a quinta neste governo, sabe-se lá para o quê, é mais um ministério ali. Você sabe que, quando o governo FHC terminou, havia no âmbito na Presidência, um dado que mostra um pouco a lógica do PT, 1.200 cargos comissionados. Hoje são mais de 4.000 cargos comissionados. Isso é ilógico, é irracional; é, como diz o empresário Jorge Gerdau, uma burrice muito grande.

A dona de casa viu o governo anunciar luz mais barata e o sr. defender a Cemig. Não ficou do lado errado?
Não, nós também defendemos a diminuição das tarifas. Propusemos uma redução até maior, mais 6%, com diminuição do PIS/Cofins nas contas de luz. O governo do PT, com um populismo enorme, fez disso uma moeda eleitoral.
Dilma fez uma intervenção no setor e viu que foi equivocada. Hoje, todas as distribuidoras [de energia] estão pedindo financiamentos ao governo e vão receber dinheiro do Tesouro, o dinheiro da dona Maria, que tinha de ir para saúde, educação.

O sr. criticou a situação fiscal no governo...
Estão gerando uma bomba H, e não vejo ninguém com autoridade no governo para desarmar essa bomba. O governo estimulou o crescimento na base da expansão do crédito, pelo lado da demanda, mas 60% das famílias estão endividadas, 25% com contas atrasadas. Conversei com economistas brasileiros e estrangeiros, na presença do presidente FHC. Eles falam que hoje a crise está sendo superada, na Europa com mais lentidão, Estados Unidos já estão se recuperando. Mas o Brasil não é mais a bola vez, não é mais o queridinho do mundo. Os olhos do mundo voltados para o Brasil são de enorme desconfiança. Então, temos uma propaganda avassaladora em que conseguem o disparate de apresentar a Petrobras, que vive a maior crise da sua história, como a mais exitosa da história. A troca do sistema de concessões pelo de partilha se mostrou um equívoco. O sistema de concessões é muito mais acertado.

Não teme ser acusado de fazer uma política contra Petrobras?
Ao contrário, o momento em que a Petrobras atraiu mais investimento privado foi sob FHC. A Colômbia copiou o modelo de concessão do Brasil e passou a Petrobras em valores de mercado hoje. A política de subsídio de preços, como foi feita, assassinou o setor de etanol. Hoje estamos importando etanol dos Estados Unidos. O Brasil hoje é o Brasil da insegurança, do improviso, isenções e desonerações para determinados setores. Você abre o jornal de cada dia para saber quem são os beneficiados do dia, isso não é política macroeconômica responsável.

Quanto acha que a economia no governo tucano pode crescer?
Eu vou ousar aqui, repetindo o que disse outro dia o ex-presidente do BC Armínio Fraga, no governo do PSDB, com as medidas que deveriam ser tomadas rapidamente, o Brasil pode crescer acima de 4%, 5% de forma sustentada.

O sr. fala como candidato, age como candidato, assume um tom na entrevista de candidato, mas ainda não diz oficialmente que é candidato.
(Risos) O PSDB terá candidato, não tem direito de negar ao país um projeto alternativo a este que está aí, que tem levado o Brasil tanto do ponto de vista econômico quanto social a uma extrema preocupação. Mas não vamos nos antecipar em função da agenda de outros. Houve uma antecipação da agenda eleitoral por parte da presidente da República.

Por quê?
Acho que o fantasma da candidatura do ex-presidente Lula pairava em torno do Palácio do Planalto com muita consistência, e isso começava a incomodar. A antecipação ampliou muito as expectativas da base aliada por espaço no governo, que já era muito grande e hoje é quase que incontornável. Hoje o governo se move para atender e saciar o apetite por cargos e verbas da base do governo. A lógica é a da reeleição e não tem espaço para qualquer discussão de interesse real do país.

Essa não é uma lógica de todos os governos?
Não de forma tão prematura quanto agora. A base diz assim: ora, se a presidente já está em campanha, queremos saber qual é nosso espaço neste latifúndio de poder. Com isso, ela nos dá liberdade de caracterizar todas as ações dela como eleitorais. Alguém pode achar que essa chamada reforma ministerial em curso tem por objetivo melhorar a qualidade do governo? Claro que não, ela sequer conhece essas pessoas que está colocando lá! Ela busca é acrescentar alguns segundos a mais na propaganda eleitoral.

*Mas então o problema não é o toma lá da cá, mas sua antecipação? *

Sempre houve concessões a partidos aliados? Sim, mas jamais no nível atual. Acho que nem no período Sarney houve uma entrega tão grande dos espaços do poder sem qualquer critério. Teve no governo Lula e se ampliou com Dilma.

Está dizendo que Dilma é fisiológica?
Ela é vitima hoje de uma armadilha construída pelo próprio PT, chamado de governismo de coalizão. Lamentavelmente vejo uma presidente sem autonomia. E hoje temos crescimento medíocre e uma inflação fora de controle; industria paralisada. Tenho feito conversas por toda parte, e ouço muitas críticas, mas não coloco minhas conversas no Facebook ou no Twitter.

O sr. está dando recado para o governador Eduardo Campos (PSB-PE), que tem mostrado sua movimentação com empresários?
Não, não.

Alguns dizem que não assumir é dar margem para desistir. O senhor pode amarelar?
(Risos) Sou hoje candidato a presidente do partido, e estarei pronto para qualquer missão. Tudo a seu tempo. Não vamos estabelecer nossa estratégia a partir da dos outros. Eu venho de uma escola que diz que a arte da política é a administração do tempo.

Tempo esse que atropelou o PSDB nas últimas eleições.
Enfrentamos condições dificílimas de crescimento econômico e uma popularidade altíssima do presidente Lula. Numa eleição você não entra só para ganhar. Por isso não temos pressa, temos de ter consistência.

Faltou isso nas últimas campanhas do PSDB?

Talvez sim. Não por demérito dos candidatos, que todos apoiamos. Mas não conseguimos fazer com que parcela importante do Brasil voltasse a sonhar com um desenvolvimento social mais amplo. Se tivéssemos feito isso, teríamos ganhado as eleições.

Mas vocês só fizeram se distanciar dessa parte do eleitorado...

Nós tivemos problemas, mas, apesar das derrotas, sempre fomos para o segundo turno com votações expressivas, tanto do Serra como do Alckmin. O PSDB continua sendo a principal alternativa de poder a esse modelo que está aí.

A presidente, no início do governo, elogiou o ex-presidente FHC. Hoje, critica. O que ocorreu?

Acho que em ao menos um dos episódios ela não foi sincera.

Em qual deles?

Cabe a ela dizer.


Time de corintianos presos goleia 'Palmeiras' em torneio da prisão


Equipe formada pelos alvinegros fez 10 a 2 em adversário composto por bolivianos e que atua com o uniforme do principal rival corintiano



Os torcedores corintianos que estão presos em Oruro, na Bolívia, têm a chance de, mesmo que por alguns minutos, esquecer o tormento de estarem encarcerados longe de casa pela morte de Kevin Espada, fã do San José, atingido por um sinalizador que partiu de onde estavam os alvinegros. Eles formaram um time e participam do campeonato interno de futebol da Penitenciária San Pedro. Nesta segunda-feira, eles golearam uma equipe formada por bolivianos que usam o uniforme do Palmeiras: 10 a 2.

Os corintianos não têm camisas do Timão para vestir no campeonato, mas conseguiram uniformes alvinegros.

Nesta tarde, o grupo voltará ao estádio Jesús Bermúdez, local da tragédia, por solicitação do Ministério Público local e da polícia. Será uma espécie de reconstituição (a oficial ainda não foi feita porque os vídeos não foram analisados). Os torcedores serão posicionados no local em que estavam no momento do acidente. Falta definir a situação de cinco corintianos, que estavam do lado de fora do estádio quando o sinalizador foi disparado. Esse grupo aguarda um posicionamento do seu advogado para saber como proceder.
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torcedores do corinthians prisão de San Pedro Oruro (Foto: Agência Reuters)Torcedores formaram time para disputar campeonato interno (Foto: Agência Reuters)


Aécio Neves - Causa Federativa

Senador Aécio: Como explicar a derrubada, por parte da bancada governista no Congresso, do patamar mínimo de 10% de investimentos do governo federal na saúde, enquanto Estados e municípios, já tão sobrecarregados, assumem, respectivamente, o compromisso de investimento de 12% e 15%?

Fonte: Queremos Aécio Neves Presidente

Senador Aécio Neves: lider da oposição
Senador Aécio Neves: lider da oposição




Federação é um conceito nem sempre bem compreendido. Temas aparentemente tão distantes como a mudança da legislação do ICMS, a revisão do Fundo de Participação dos Estados, a renegociação das dívidas dos Estados com a União, a partilha dos royalties ou o novo marco sobre a exploração mineral podem impactar profundamente a vida dos brasileiros, embora nem todo mundo se dê conta.

Por trás de títulos complexos, siglas estranhas e leis quase ininteligíveis, há uma encruzilhada entre um país centralista, concentrador e vertical e um modelo mais solidário, participativo, movido à responsabilidade compartilhada entre as esferas de governança. Por isso seria tão importante, no momento em que o Congresso discute temas tão centrais, que o debate ultrapassasse o limite dos espaços oficiais e alcançasse os cidadãos, para que cada brasileiro pudesse ter uma melhor compreensão sobre como funciona o país e a origem dos problemas do dia a dia.

A concentração de poderes, recursos e de mando na esfera federal tem imposto a Estados e municípios graves dificuldades para executar políticas públicas nas áreas essenciais e prejuízos enormes à população. Para que se tenha uma dimensão da distorção, apesar de o governo central reter grande parte do que é arrecadado no país, a União responde por apenas 13% das despesas em segurança. Nos transportes, 63% são recursos estaduais e municipais. Em educação, os recursos federais representam 24%, contra 76% dos Estados e municípios.

Na saúde, a participação federal nos gastos públicos totais está em queda livre --Estados e municípios se responsabilizam por 64%, enquanto a União aloca 36%. Em 2000, respondia por 48%. O retrato dessa área talvez seja o que mais evidencia o modelo que vivemos hoje no país: aumenta o desafio, diminui o compromisso do governo federal. Ou será que a diminuição do compromisso federal é que faz aumentar o desafio?

Como explicar a derrubada, por parte da bancada governista no Congresso, do patamar mínimo de 10% de investimentos do governo federal na saúde, enquanto Estados e municípios, já tão sobrecarregados, assumem, respectivamente, o compromisso de investimento de 12% e 15%?

A esse cenário somam-se o crescimento das obrigações transferidas e as benemerências com o chapéu alheio --a redução, pela União, de impostos compartilhados, sem que haja correta compensação aos entes federados.

Federação não é mais um conceito abstrato. É um alicerce para a construção de um país menos desigual. Recuperar os valores que a sustentam e equalizar direitos e deveres entre as esferas de governo é mais que uma tarefa política. É uma inadiável causa nacional.


Homens são mais felizes do que mulheres


A ciência adora dizer e desdizer. Lembra quando a gente contou por aqui sobre um estudo, com base na genética e nos hormônios, que dizia que as mulheres tinham mais chances de ter uma vida feliz? Bem, apareceu outra pesquisa pra dizer exatamente o contrário: os homens são mais felizes do que as mulheres.
Uma pesquisa feita pela Benenden Health, uma empresa britânica que oferece serviços de saúde, perguntou a homens e mulheres quão felizes estavam em 12 aspectos da vida: salário, amor, família, vida sexual, saúde, carreira, aparência física, peso, como os outros os veem, estabilidade no trabalho, finanças em geral, e lugar ondem moram. E os homens se diziam mais satisfeitos do que elas em 7 aspectos.
Eles se sentem mais felizes, principalmente, com a vida profissional e a aparência física. Pontuaram mais nestes aspectos aqui: salário, carreira, peso, aparência, como outras pessoas os veem, finanças, e estabilidade no trabalho. Já as mulheres ganharam só quando o assunto era amor, família, sexo, saúde e lugar onde vivem.
Aliás, o estudo também concluiu que a maior barreira para a felicidade, claro, é o dinheiro.Quase 50% dos entrevistados tinham preocupações financeiras. Mas não seria tão difícil assim resolver esse problema. Segundo a pesquisa, um aumento de 132 libras (uns 500 reais) é suficiente para melhor consideravelmente sua satisfação com a vida.
Depois dizem que dinheiro não traz felicidade. Mas, voltando ao foco: e aí, você concorda com essa pesquisa ou com a outra?
(Via Telegraph)
Crédito da foto: flickr.com/carbonnyc

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Governo Federal age como agiota com estados e municípios por Nilson Leitão


Artigo do líder da Minoria na Câmara, deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT)
George Gianni / PSDBChegou o momento de estados e municípios se unirem para que não haja mais adiamentos por parte do governo federal em relação à discussão de um novo pacto federativo. A equação fiscal não fecha mais e recai sobre os ombros de prefeitos e governadores a cobrança da população das cidades pelos serviços básicos que o estado já consegue oferecer.
Fonte: PSDB

Não seria exagero afirmar que o governo federal age como agiota com estados e municípios.
Hoje, quase 60% de tudo que se arrecada no Brasil vão para os cofres da União, restando pouco mais de 30% para ser dividido entre municípios e estados. O pior nisto tudo é que, ao se analisar a divisão das obrigações constitucionais em relação aos serviços prestados, a proporção é inversamente igual.
Bem lembrou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), no Congresso Paulista de Municípios, como essa concentração de recursos foi aumentando ao longo dos anos, muito em função da falta de regulamentação em relação a algumas decisões da Constituição de 1988:
“Quando cheguei à Constituinte, ao lado do governador Geraldo Alckmin, as contribuições, que são impostos arrecadados exclusivamente pelo governo central, sem que sejam divisíveis com estados e municípios, representavam não mais que 20% de tudo que se arrecadava com IPI e Imposto de Renda, os impostos que compõem a cesta a ser compartilhada com estados e municípios. Passaram-se os anos, as contribuições foram crescendo. Em razão de inúmeras desonerações e outros fatores conjunturais, IPI e Imposto de Renda foram perdendo proporcionalmente peso na arrecadação. Hoje o que se arrecada com contribuições e Imposto de Renda mais ou menos se equivale”.
O ciclo é histórico, mas a falta de interesse do governo federal em contribuir para uma mudança é atual. Os últimos governos do PT se especializaram no modelo econômico chamado popularmente de “fazer bondade com o chapéu alheio”. Corta impostos compartilhados com estados e municípios sem diminuir também o peso das obrigações que seriam pagas com estes repasses.
Politicamente, uma equação perfeita para um partido que tem a obsessão de se perpetuar no poder, custe o que custar. Disto isto, pois é o que fica: os louros para o governo federal e as mazelas e cobranças para estados e municípios.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Chiclete pode deixar você mais gordo

Você já ouviu dizer que mascar chiclete engana a fome? Tem gente que leva a “técnica” tão a sério que a considera como uma boa ferramenta para perder peso. Tudo errado. Segundo umapesquisa da Universidade do Estado de Ohio, mascar chiclete, principalmente de menta, desperta sua vontade de comer doces.

Fonte: SuperInteressante





Eles fizeram o teste com 44 voluntários. Todos foram convidados a participar de um jogo e o prêmio era algum tipo de comida (frutas ou doces ou salgadinhos tipo chips). Antes do início da brincadeira, eles ganharam chicletes (metade recebeu de menta e a outra de frutas). E eles perceberam que os participantes que haviam mascado chiclete de menta se animavam muito menos com os jogos quando a recompensa era uma fruta. Os outros, óbvio, também – mas “os resultados não foram tão conclusivos”.
Os pesquisadores dizem que a preferência por doces, depois de mascar chicletes, tem uma explicação científica. O mentol muda o sabor dos alimentos, deixando frutas e vegetais com um sabor desagradável. “É uma mudança química. Do mesmo jeito, se você escovar os dentes e tomar suco de laranja, o gosto não vai ser bom”, explica Christine Swoboda, nutricionista e autora do estudo.
Chocolate então esta liberado?