terça-feira, 3 de setembro de 2013

Para vencer Dilma no Nordeste, Aécio começa campanha em Maceió

Senador Aécio Neves viaja pelo Brasil consolidando seu nome como candidato do PSDB à presidência em 2014, nordeste é a primeira parada.

Fonte: Terra

Os tucanos preparam uma chegada de rei ao senador Aécio Neves (PSDB/MG) para o dia 21- quando uma festa em Alagoas dá início à campanha do senador no Nordeste à presidência da República. O governador Teotônio Vilela Filho (PSDB)- duas vezes ex-presidente nacional do partido- será o anfitrião. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso “deve vir”, adiantou Vilela. “Não sei se José Serra virá”, afirmou.

O Nordeste ainda é a região de maior popularidade da presidente Dilma Rousseff. E Alagoas será o “start” dos tucanos porque o Bolsa Escola- programa social da era FHC- foi implantado na cidade de São José da Tapera, então o lugar mais pobre do Brasil na década de 90.

A tentativa de Vilela é testar a popularidade de Aécio e aproximar ainda mais o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), do ninho tucano. Um dia antes, Campos vai estar em Alagoas para filiar o deputado federal Alexandre Toledo (PSDB) e o estadual, Inácio Loyola (PSDB) ao PSB. O governador alagoano tenta agradar aos socialistas e aos tucanos:

“Minha opinião é que o Aécio e o Eduardo são dois ótimos candidatos à Presidência da República por isso devem se unir apenas no segundo turno” analisa. “Eles dizem que não abrem mão. Então, juntam-se os dois lá na frente”.

O governador de Alagoas quer disputar o Senado no próximo ano, mas pode desistir dos planos. Isso porque ele vai enfrentar o senador Fernando Collor (PTB/AL) e a vereadora Heloísa Helena (PSB), na campanha chamada do “tostão contra o milhão”.

Piauí só recebe 2 dos 23 médicos esperados

No Recife, metade não comparece; em AL, 2 recusam jornada de 40 horas e são afastados

Fonte: MSN



Piauí só recebe 2 dos 23 médicos esperados
Em alguns Estados, mais da metade dos profissionais brasileiros do Mais Médicos não compareceu no primeiro dia. No Piauí, por exemplo, só 2 dos 23 bolsistas esperados foram aos postos escolhidos. Ali, 121 municípios se cadastraram no programa.

Nem na capital, Teresina, que tem dois cadastrados, houve apresentação. Apenas em Parnaíba, segunda maior cidade piauiense, com 141 mil habitantes, dois médicos estavam a postos. Mas o prefeito Florentino Neto já afirmou que vai pedir mais dois profissionais.

No Recife, metade dos 12 selecionados não se apresentou ontem. Duas médicas comunicaram a desistência à Secretaria Municipal de Saúde, à tarde, e outro profissional avisou que se apresentará amanhã. Outros três não foram localizados. Pelas regras, quem não comparecer ao local escolhido com a devida documentação até o dia 12 será excluído. Dias parados devem ser compensados.

Pernambuco terá 62 bolsistas em 33 municípios. Recife precisará de 43 médicos para completar as equipes de saúde da família. Dos seis brasileiros que se apresentaram na capital, quatro foram à recepção do Ministério da Saúde em um hotel na Praia de Boa Viagem.

Entre eles estava a alagoana Adeísa Toledo Lyra, de 57 anos, sanitarista com experiência em atenção básica que cuida de uma mãe doente, cadeirante, e não pode trabalhar no Recife, cidade para onde foi lotada. Ela fez opção por cinco cidades do seu Estado e, como última alternativa, colocou o Recife. Maceió não aderiu ao programa. "Foi uma grande frustração", afirmou. Seu caso será levado pelo secretário executivo de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, para Brasília - na tentativa de remanejamento.

RECUSAS


Na terra natal de Adeísa ocorreram os dois primeiros afastamentos de bolsistas. Os profissionais, que deveriam atuar no Programa de Saúde da Família de Penedo (a 171 km de Maceió) e Branquinha (a 64 km) teriam se negado a cumprir a carga horária semanal de 40 horas.

De acordo com a presidente do Colegiado de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems/AL), Normanda Santiago, os dois profissionais - um de Alagoas e outro do Rio - alegaram que só poderiam cumprir 16 horas. Diante do impasse, os secretários de saúde exigiram que os dois assinassem um termo desistindo do programa.

Já em Imperatriz, no Maranhão, dos 4 inscritos, 1 compareceu e já se falou abertamente em boicote. "Está claro que essa ausência em massa é fruto do boicote dos médicos. Eles se inscreveram, mas sem interesse verdadeiro em integrar o programa", disse o coordenador de atenção básica local, Anderson Nascimento.

Houve problemas de adesão também nas Regiões Sul, Norte e Centro-Oeste do País. Dos 13 brasileiros esperados pela Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre, apenas oito compareceram e cinco faltaram ao dia de acolhimento. Em Curitiba, um dos sete médicos que se apresentaram desistiu do programa. Já em Santa Catarina, 24 se apresentaram em 16 municípios - eram esperados 29.

Em Brasília, dos 15 inscritos, apenas 9 se apresentaram. "A leitura que se faz é que eles se inscreveram sem convicção sobre se, de fato, gostariam de integrar o programa", disse a subsecretária de Atenção Primária, Rosalina Aratani Sudo,

Na cidade de Araguaina, Tocantins, a estreia do programa também foi frustrada. Dos quatro médicos esperados, apenas um se apresentou. Dois disseram que não viriam e outro, que perdera o avião. "Vamos esperar esta semana. Mas a esperança que eles apareçam é quase nula", afirmou o superintendente de Atenção Básica, Osmar Negreiro Filho. "O mais provável é que, em um segundo momento, as vagas sejam ocupadas por cubanos."

MAIS FORMAÇÃO


Pelo menos dois Estados ainda dão um "curso preparatório" para os bolsistas federais. Em Salvador, só houve atividade ontem para 18 dos 34 selecionados, que já moram na Região Metropolitana e terão aulas para atuar na periferia. Os demais vêm de outros Estados e devem chegar até sexta-feira. Há duas desistências confirmadas até agora.

Já Minas receberá 72 médicos, mas, em Belo Horizonte, a Secretaria de Saúde informou que eles deverão passar por uma capacitação de 40 horas. E só vão clinicar na próxima semana.



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Caso Donadon: Sérgio Guerra e Marcus Pestana usados para atacar Aécio Neves.

Para atacar o senador Aécio Neves vale até usar nome de políticos como Sergio Guerra e Marcus Pestana



Tem gente por aí rasgando a biografia. Usar Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Marcus Pestana (PSDB-MG) para atacar Aécio Neves é se igualar a petralhas na desqualificação do adversário. É jogar baixo na ânsia de defender amigos. Estão sendo acusados de serem "aecistas" e de não terem ido à votação de ontem, que não cassou o deputado Donadon. Deveriam se informar antes de espalhar lama pela internet.

Aécio Neves


Marcus Pestana perdeu um cunhado em acidente de trânsito e estava no enterro. Veja abaixo.




Sérgio Guerra estava em São Paulo, fazendo exames médicos de rotina, pois vem lutando para controlar um câncer. Baixaria tem limite. Principalmente, por parte de pessoas que já passaram por isso. É inadmissível o jogo que está sendo feito. E não tentem me calar!

A posição de Aécio Neves e do PSDB, dada por ele, o Presidente, em entrevista:


Absolutamente lamentável a posição da Câmara dos Deputados. O PSDB teve uma posição clara, como partido, a favor não apenas da condenação, porque eu não conheço nem o mérito do processo, mas cabe ao Poder Legislativo cumprir a decisão em última instância do Poder Judiciário. É uma demonstração de que, urgentemente, precisamos ter o voto aberto para cassação de mandatos.

O voto do eleitor, este sim, deve ser secreto. Para preservar a liberdade do eleitor de fazer opções sem qualquer tipo de coação. Mas ontem, vimos a demonstração cabal e definitiva de que o voto para este tipo de decisão tinha de ter sido aberto.

Lamento profundamente a decisão da Câmara porque, a meu ver, e falo isso inclusive como parlamentar de muitos anos, como presidente da Câmara dos Deputados no passado, é um desrespeito à população brasileira. É incompatível você ter alguém exercendo o mandato parlamentar e, ao mesmo tempo, estar condenado sem mais possibilidade de recurso pela Corte Suprema.

Lamentei profundamente e acho que foi um dia triste para o Congresso Nacional. A posição do meu partido, o PSDB, foi pelo respeito à decisão do Supremo Tribunal Federal e continuará ser em todas as outras decisões do gênero.


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Hayao Miyazaki anuncia aposentadoria em Veneza

Hayao Miyazaki (A Viagem de Chihiro; Princesa Mononoke), mestre do cinema de animação, pode dizer adeus à Sétima Arte. Aproveitando que seu novo filme, The Wind Rises, está em competição no 70º Festival de Veneza, o presidente da Ghibli (estúdio fundado por Miyazaki), Koju Hoshino, confirmou que o cineasta pretende se aposentar.
Sem divulgar mais detalhes, em coletiva de imprensa, Hoshino disse apenas: "Miyazaki quer dizer adeus para todos nós”. Com 72 anos e um Oscar na estante, por A Viagem de ChihiroMiyazaki não foi ao festival. Ele pode encerrar sua carreira de 50 anos com 25 títulos dirigidos.
The Wind Rises conta a história do criador do principal avião usado pelo Japão na Segunda Guerra Mundial. O longa ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Aécio Neves aprova médicos cubanos, porem pede salários iguais e realização do Revalida

Em almoço com seus correligionários de São Paulo, na última quinta-feira [25], o senador Aécio Neves afirmou que não pode haver discriminação aos médicos cubanos que estão chegando ao Brasil, fruto do programa Mais Médicos, do Governo Federal. Para Aécio, que ainda assim pondera o programa, remunerações diferentes aos profissionais ferem a Constituição.

Aécio aprova médicos cubanos

Veja matéria publicada no R7:

Aécio defende médicos cubanos, mas pede salários iguais e realização de prova técnica

Senador tucano diz que remunerações diferentes dadas aos profissionais fere a Constituição

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse na última quinta-feira (29) que não pode haver discriminação em relação aos médicos cubanos que estão chegando ao País para participar do programa Mais Médicos, do governo federal.

Entretanto, o provável candidato ao Palácio do Planalto em 2014 disse ser necessário checar se a diferença de salário a que esse profissionais estrangeiros são submetidos, comparada com o que recebem médicos vindos da Europa, não é inconstitucional.

— Não tenho qualquer reparo a fazer sobre a origem dos médicos e vejo a necessidade de levarmos mais médicos para regiões mais remotas do Brasil. Mas temos de garantir que eles recebam a mesma remuneração dos outros. Eu temo que essa discriminação de alguma forma possa afrontar a Constituição.

O tucano disse ainda que os médicos deveriam passar pelo Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos). A vinda dos médicos estrangeiros causa polêmica desde o último final de semana, quando cerca de 650 profissionais chegaram ao País.

— A indagação que faço é essa. No momento em que eles terão remuneração menor que médicos vindos de outros países, mas exercendo a mesma função, a partir do ponto de vista que não podem trazer suas famílias... Isso não pode acontecer.





Marcadores: Aécio Neves 2014, Aécio Neves Choque de Gestão, Aécio Neves gestão de qualidade, Aécio Neves gestão eficiente, Aécio Neves presidente, Senador Aécio Neves

Oscar revela admiração mútua por Mourinho: 'Ele gosta muito de mim'

Na expectativa por primeiro título na temporada, brasileiro fica encantado com técnico: 'Os treinos dele são muito bons. Vai me ajudar muito a crescer'




Houve quem temesse pelo futuro de Oscar no Chelsea após a volta de José Mourinho ao Stamford Bridge. Mas o começo da relação do meia brasileiro com o técnico português está sendo ótimo. Há uma admiração mútua. E quem confirma é o próprio jogador, antes de disputar seu primeiro título na temporada, da Supercopa da Europa, contra o Bayern de Munique, nesta sexta-feira, às 15h45m (de Brasília), no estádio Eden, em Praga -
- Tenho a certeza de que eu e muitos jogadores do Chelsea vamos melhorar e crescer muito com Mourinho. É um grande treinador, ele gosta de mim e do meu trabalho. E eu gosto dele - afirmou Oscar em entrevista pelo telefone.
Mourinho Oscar Chelsea (Foto: Reuters)Mourinho orienta Oscar em jogo do Chelsea: conversa na mesma língua (Foto: Reuters)
O armador da Seleção chegou ao Chelsea no meio do ano passado, foi campeão da Liga Europa e agora sob o comando do treinador luso parece ter se firmado de vez. Destaque no início da temporada do time inglês, é considerado fundamental pelo chefe. Contra o Manchester United na última segunda-feira, foi um dos únicos de sua equipe que se salvaram no empate decepcionante por 0 a 0 no clássico. Na final desta sexta, Oscar terá a chance de conquistar o título que perdeu logo em sua estreia pelos Blues.
- Tenho a certeza de que vai ser um grande jogo. O Bayern e o Chelsea são duas grandes equipes. No ano passado, perdemos, mas depois fomos campeões europeus. Apesar da derrota para o Atlético de Madri, eu me recordo que estava muito contente por jogar meu primeiro título. Foi um jogo especial.
GLOBOESPORTE.COM: Há um ano, sua primeira disputa de título como jogador do Chelsea foi exatamente a Supercopa da Europa, que vocês perderam por 4 a 1. O que você lembra da sua primeira final?
Nós perdemos, é verdade, mas eu me lembro que estava muito contente por seu meu primeiro jogo. Foi especial, entrei no início do segundo tempo, mas não vencemos. O futebol é assim, depois ganhamos outros títulos.
Oscar Chelsea Atlético de Madri (Foto: Reuters)Oscar na disputa da última Supercopa, contra o Atlético de Madri: jogo especial na estreia (Foto: Reuters)
O Chelsea enfrenta o Bayern de Munique, que mudou de treinador e tem sentido dificuldades para vencer na Bundesliga. Você acha o time do Bayern mais frágil do que na temporada anterior?
A temporada acabou de começar, não dá para falar ainda do Bayern de Munique. Mas tenho a certeza de que vai ser um grande jogo, são duas grandes equipes europeias.
O que é que o Chelsea mudou desde esse jogo até agora?
Eu acho que melhorou bastante, a maioria dos jogadores tinha acabado de ganhar a Champions e não é fácil. Houve uma quebra, depois não nos classificamos para as oitavas da Liga dos Campeões. Foi triste, mas o título europeu veio no fim da temporada e voltamos a sorrir. Este ano, vamos melhorar ainda mais.
Quem vê como favorito ao título europeu nesta temporada?
Os mesmos da passada: Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique e eu coloco o Chelsea também entre os favoritos. Fomos campeões da Europa em dois anos consecutivos. Tenho a certeza de que vamos vencer a Liga dos Campeões novamente.
Mourinho é um grande técnico. Os treinos dele são muito bons. Acho que o Chelsea vai crescer muito e melhorar em muitos aspectos com ele"
Oscar
Foi Mourinho quem trouxe essa confiança ao time?
Mourinho é um grande técnico. Os treinos dele são muito bons. Acho que o Chelsea vai crescer muito e melhorar em muitos aspectos com ele.
O que é que ele mudou no time?
Ele chegou agora, é difícil falar, porque está apenas começando o trabalho dele. Mas vamos ver o que vai mudar na equipe. Comigo está bem tranquilo, ele gosta muito de mim e do meu trabalho, e eu dele. Ele vai me ajudar muito a crescer, assim como os outros jogadores.
Você já entende o inglês ou vocês falam em português nos treinos?
Eu entendo o inglês, mas não falo muito bem. Mas depende, ele fala em inglês com o grupo, mas a maioria das vezes comigo fala em português.
Você acha que voltou mais maduro para o Chelsea depois da responsabilidade de ser o armador da Seleção na Copa das Confederações?
Depois da Copa das Confederações, eu joguei só três jogos. Joguei bem na Seleção, espero fazer mais um belo ano pelo Chelsea e chegar em grande forma ao Mundial no Brasil. Esses são os meus grandes objetivos.
A impressão de seus colegas europeus sobre a seleção brasileira mudou depois da vitória na Copa das Confederações? Eles respeitam mais?
A seleção brasileira está passando por uma fase de reformulação, demora um pouco, tem que dar tempo e apoiar. Acho que nós mostramos a todos que podemos vencer o Mundial. Em qualquer campeonato que dispute, o Brasil pode ser campeão, é uma seleção respeitada. Agora, todos nos respeitam ainda mais.
Todo mundo acha que você é tímido, mas dentro de campo não demonstra essa timidez, pelo contrário.
É, o futebol é o que gosto de fazer, é no gramado onde me sinto mais à vontade. Mas as pessoas falam que eu sou tímido porque as entrevistas não são meu forte, não gosto muito. Então, eu me retraio um pouco. Mas, quando estou com os meus amigos, estou mais à vontade.
Às vezes, o torcedor inglês pede para tirar foto, mas sempre pergunta se pode ser naquele momento ou após o jantar. São muito educados"
Oscar
Você já disse várias vezes que gosta de Londres. Como é sua vida na capital inglesa fora dos gramados?
Eu sou casado, saio muito com a minha mulher, saímos para jantar para visitar alguns pontos turísticos. Londres é uma cidade incrível, tem muita coisa para fazer mesmo, e os torcedores também respeitam muito nossa privacidade, é bem tranquilo.
Como reage o torcedor inglês quando te encontra na rua?
Às vezes pede para tirar foto, mas sempre pergunta se pode ser naquele momento ou após o jantar. São muito educados. No campo, eles incentivam muito o time, gritam, cantam. Mas, fora do futebol, eles nos tratam quase como pessoas normais. No Brasil, há mais fanatismo. Na Inglaterra, é diferente.
E como será o confronto em campo entre Oscar e Dante?
Vamos ver. Na Copa das Confederações, brincamos com isso várias vezes. Mas depois disso não chegamos a conversar novamente.


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Aécio Neves: “Lamento profundamente a decisão da Câmara”

Brasília - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), lamentou a não cassação do mandato do deputado federal Natan Donadon (Sem partido-RO).



Senador Aécio Neves


O deputado, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por desvio de recursos públicos, cumpre pena no presídio da Papuda, em Brasília.

“O voto do eleitor, este sim, deve ser secreto. Para preservar a liberdade do eleitor de fazer opções, sem qualquer tipo de coação. Mas ontem [quarta-feira, 28], vimos a demonstração cabal e definitiva de que o voto para este tipo de decisão tinha de ter sido aberto”, disse o tucano, em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (29).

O pedido de cassação de Donadon foi a plenário na noite desta quarta-feira. Não alcançou o mínimo de 257 votos: recebeu aprovação de apenas 233 parlamentares.

Na entrevista, Aécio Neves também abordou outros temas, como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e orçamento, orçamento impositivo e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Confira os principais pontos da entrevista coletiva do senador Aécio Neves:

Sobre LDO e orçamento

O orçamento no Brasil tem virado uma peça de ficção. O governo não cumpre o orçamento. Temos dois orçamentos paralelos no Brasil hoje. Um dos restos a pagar, que é, na verdade, um desrespeito do Poder Executivo àquilo que o Congresso determina. Na verdade, o Congresso existe, os parlamentos ao redor do mundo existem fundamentalmente para discutir e aprovar o orçamento. No Brasil, o poder do governo federal, portanto, da União, vem sendo tão avassalador que há um desrespeito crônico e permanente a tudo que é aprovado aqui, reproduzido nos restos a pagar. Inclusive, com diminuição dos investimentos na saúde, por exemplo.

E existe, tenho alertado para isso, um outro orçamento que é feito através do BNDES, que é uma grande caixa-preta que ninguém sabe exatamente a que serve, feito pelo governo federal às custas de endividamento do Tesouro, que aporta recursos no BNDES, que empresta de forma subsidiada para empresas mais próximas. É preciso que aprofundemos essa discussão aqui no Congresso.

A LDO, as diretrizes do orçamento, e a própria lei orçamentária têm que passar a ser respeitadas pelo Executivo. Mas isso só vai acontecer quando o Congresso Nacional deixar de estar curvado às vontades do Poder Executivo, quando readquirirmos as nossas prerrogativas. Quando defendermos as nossas prerrogativas. Digo sempre que defender as prerrogativas não é uma opção nossa, é um dever. Somos eleitos para isso.

Infelizmente, o que vejo no Brasil é um Congresso Nacional, através da maioria governista, cada vez mais curvado às vontades do Poder Executivo. Lamentavelmente, vamos votar agora uma LDO e depois um orçamento que mais uma vez vai ser ignorado pelo poder central.

Seria um orçamento impositivo para tudo, não só para as emendas?

Acho que o orçamento impositivo em relação às emendas, desde que direcionado para determinados setores, para não contrariar muito aquilo que a Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê, é um avanço. Estamos sendo levados à discussão do orçamento impositivo porque o governo federal não cumpre o orçamento. Tivesse havido ao longo do tempo um respeito maior àquilo que se aprova no Congresso Nacional, sequer essa discussão do orçamento impositivo estaria ocorrendo.

Hoje, o Poder Executivo formula suas políticas, manda uma peça de ficção para o Senado, que produz uma outra peça de ficção, muitas vezes sem compromisso inclusive com receitas que venham a garantir a execução dos programas e o governo se vê no direito de ignorá-las sem qualquer contestação formal da maioria governista. A democracia pressupõe o equilíbrio entre os poderes, mas para isso é preciso que os poderes sejam altivos e independentes. Infelizmente, o Parlamento não tem sido nem altivo nem independente.

Sobre a não cassação do deputado Natan Donadon

Absolutamente lamentável a posição da Câmara dos Deputados. O PSDB teve uma posição clara, como partido, a favor não apenas da condenação, porque eu não conheço nem o mérito do processo, mas cabe ao Poder Legislativo cumprir a decisão em última instância do Poder Judiciário. É uma demonstração de que, urgentemente, precisamos ter o voto aberto para cassação de mandatos.

O voto do eleitor, este sim, deve ser secreto. Para preservar a liberdade do eleitor de fazer opções sem qualquer tipo de coação. Mas ontem, vimos a demonstração cabal e definitiva de que o voto para este tipo de decisão tinha de ter sido aberto.

Lamento profundamente a decisão da Câmara porque, a meu ver, e falo isso inclusive como parlamentar de muitos anos, como presidente da Câmara dos Deputados no passado, é um desrespeito à população brasileira. É incompatível você ter alguém exercendo o mandato parlamentar e, ao mesmo tempo, estar condenado sem mais possibilidade de recurso pela Corte Suprema.

Lamentei profundamente e acho que foi um dia triste para o Congresso Nacional. A posição do meu partido, o PSDB, foi pelo respeito à decisão do Supremo Tribunal Federal e continuará ser em todas as outras decisões do gênero.

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