segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Confira 5 coisas que deixam você mais inteligente

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Aprender outro idioma, jogar sudoku ou palavra cruzada, blábláblá – tá, todo mundo sabe que isso deixa seu cérebro mais afiado. Mas a ciência já descobriu caminhos bem mais divertidos e fáceis para você ficar mais espertinho. Pode descartar a monotonia solitária do sudoku e apostar nestas outras dicas aqui para ficar mais inteligente:

Pode deixar seu lado ranzinza correr solto. Numa pesquisa australiana, alguns voluntários assistiram a filmes curtos que os deixavam, propositalmente, de mau ou bom humor. Em seguida, todos passaram por testes de raciocínio lógico. Os mau humorados se saíram melhor do que os outros: cometeram menos erros e ainda se comunicaram melhor. É que, de alguma forma, o mau humor potencializa os caminhos de processamento de informações no cérebro.

Capricha na cena imaginária antes de se preparar para aquela reunião chata. Quando você pensa em sexo, seu cérebro ativa uma área feita especialmente para facilitar o processo de reprodução. Aí você fica mais atento e se dá conta de alguns detalhes que antes passariam batidos. Palavra do pessoal da Universidade de Amsterdã. Eles entregaram problemas de lógica e matemática para homens e mulheres. E quem  estava pensando em sexo alcançou pontuações mais altas.
COMER CHOCOLATEComa sem medo. Os médicos da Universidade Harvard pediram a 60 idosos para tomarem, por um mês, duas xícaras de chocolate quente por dia. Ao fim do prazo, eles se saíram melhor em testes de memória e raciocínio. É que o chocolate melhora o fluxo sanguíneo no cérebro, aí ele trabalha melhor. Ainda não se convenceu? Bem, o cardiologista Franz Messerli descobriu que os países de onde saem mais vencedores do Prêmio Nobel coincidentemente são grandes consumidores de chocolate… E disse mais: quanto maior o consumo de chocolate por habitantes, maior o número de gênios premiados com o Nobel, a cada 10 milhões de pessoas.

Só tenho uma certeza: haters are gonna hate. Mas isso é ciência, gente. Pesquisadores da Universidade de Southamptonno Reino Unido, analisaram a dieta e o QI de 8 mil voluntários ao longo de 20 anos. E os vegetarianos levavam uma vantagem de cinco pontos nos testes de QI sobre os que comiam carne regularmente. Além disso, a turma da alface tinha os melhores empregos e mais diplomas de curso superior. Ainda não se sabe ao certo os motivos, mas eles desconfiam que a alimentação vegetariana possa aumentar a capacidade cerebral. Ou talvez a explicação seja mais simples: pessoas inteligentes se preocupam mais com o bem-estar dos animais. Aí deixam de comer carne.

Ok, essa depende do destino. Mas de qualquer forma, comemore se você for o primogênito da casa. Não adianta espernear. Um pesquisador da Universidade Estadual da Flórida analisou a relação entre as habilidades nos primeiros anos do colégio e a ordem de nascimento na família. E, olha só, entre os 12 mil entrevistados da pesquisa, os primogênitos demonstravam umdesenvolvimento cognitivo maior do que os filhos do meio. Mas, calma, a notícia não é tão ruim se você for o caçula: nem sempre os irmãos mais velhos levavam a melhor em cima deles.
Crédito da foto: cbs.com



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Aécio viaja para Maceió e critica descaso do PT com os nordestinos

Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, propõe para o Nordeste, por meio do Choque de Gestão, conquistar as melhorias que o povo mineiro conquistou.






O senador Aécio Neves viajará pelo país para conhecer as fragilidades e as demandas dos brasileiros de cada região. A primeira a ser visitada é o Nordeste. Neste sábado (17), Aécio desembarca em Maceió, onde acontece o primeiro encontro regional organizado pelo PSDB.

Assim como em outros cantos do país, o Nordeste da propaganda é muito melhor do que o real. Sem tirar as promessas do papel, o governo federal parece ter esquecido o povo mais pobre do Brasil. A paralisação das obras de transposição do Rio São Francisco é apenas um exemplo do descaso petista com os nordestinos. O orçamento inicial da obra, em 2007, era de R$ 4,5 bilhões. Atualmente o valor corresponde a quase o dobro: R$ 8,2 bilhões.

A situação dos nordestinos é desumana. Quatro estados da região enfrentam a maior seca dos últimos 40 anos e a transposição do rio seria um oásis para esses 12 milhões de sertanejos. Mas a obra não rende nem uma gota d’água. E se resume apenas a ferros retorcidos, dutos enferrujados, materiais espalhados e uma indiferença assustadora, por parte do governo federal. Sem a obra, não há serviço para a mão de obra local e nem água suficiente para irrigar plantações, para o consumo humano e dos animais.

Outro exemplo do desmazelo do governo com o Nordeste são os montes de materiais que ocupam o lugar onde deveria estar a Ferrovia Transnordestina. Prevista para ter 1.728 quilômetros de extensão, ela já deveria estar interligando o sertão ao litoral. Mas, ao invés disso, desassossega a vida dos nordestinos que agora, além de não contar com a ferrovia, são obrigados a conviver com os ladrões que costumam passar pelo local para roubar brita, ferro, blocos de concreto, cercas e material abandonado pela empreiteira que era encarregada da obra e que abandonou os seus canteiros.

O abandono do PT com o povo nordestino pode ter consequências irreversíveis ao projeto de poder do partido. A região, que demonstrava apoio e onde Dilma tinha o maior índice de popularidade, não está nada satisfeita com as promessas que não saíram do papel.

Durante a Convenção Nacional do PSDB, em maio deste ano, Aécio advertiu ao partido. “Esse governo (PT) vai ter um problema muito grande para explicar à população porque não concluiu dezenas de obras no semiárido, a Transnordestina, a transposição do São Francisco… Acho que o governo federal vai ter dificuldade para buscar apoio por lá”.

Aécio propõe para o Nordeste, por meio do Choque de Gestão, conquistar as melhorias que o povo mineiro conquistou. “O Nordeste do Brasil, por exemplo, precisa de investimentos planejados como foi o Proacesso, obras indutoras do crescimento como esse Centro de Convenções, dentre tantas outras obras de saneamento, a obra da Copanor que possibilita o acesso ao saneamento à populações de distritos mais pobres – e no Brasil temos hoje um déficit de mais de 50% de saneamento nas residências. Acho que o modelo de gestão dessa região implementado por nosso governo é, sim, um modelo que pode, de alguma forma, ser implementado e, obviamente, adaptado no Nordeste brasileiro”, disse.



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Após mais uma derrota de virada, Mano Menezes pede demissão do Flamengo

Ex-treinador rubro-negro afirmou que dificuldade em transmitir visão do jogo ao elenco foi motivo de sua saída


Fonte: Yahoo



A derrota por 4 a 2 para o Atlético-PR foi a gota d'água na paciência de muitos torcedores do Flamengo com o time e também do técnico Mano Menezes. Depois do apito final, o treinador era aguardado para conceder coletiva de imprensa. A demora pouco usual estranhou a todos e o fato incomum tinha uma explicação maior do que todos esperavam.

Em comunicado breve, o agora ex-comandante rubro-negro anunciou seu pedido de demissão. Escolhendo as palavras, Mano afirmou que a frustração pela estagnação do trabalho à frente do clube da Gávea era o principal motivo para sua "difícil decisão".

"Estamos fechando um ciclo de quatro meses por sentir que não consigo passar para esse grupo aquilo que penso sobre futebol e quando um técnico não consegue fazer isso, as coisas se repetem, é preciso sempre falar a mesma coisa. Foi com essa visão clara de como as coisas estavam andando que tomei essa difícil decisão", explicou-se Mano Menezes, que salientou o aspecto inédito de sua saída intempestiva.

Antes de dirigir o Flamengo, Mano, de 51 anos, havia comandado Grêmio (2005-07) e Corinthians (2008-10) por longos períodos até chegar à seleção brasileira, onde permaneceu de 2010 ao final do ano passado. Com a saída do treinador, a nova diretoria do Rubro-negro acumula sua terceira queda de técnico em nove meses. Dorival Júnior e Jorginho, hoje em Vasco e Ponte Preta, respectivamente, abriram a fila.

Em 21 jogos no comando do time carioca, o treinador venceu oito partidas, empatou seis e perdeu sete, totalizando aproveitamento de apenas 47,6%, bem abaixo do esperado em sua chegada ao clube.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Mensalão - Aécio: 'decisão não muda a essência daquilo que foi julgado'

O senador Aécio Neves afirmou em nota respeitar a decisão tomada pelo STF, que acatou os embargos infringentes. Ainda assim, como brasileiro, acredita que esse processo precisa ter um fim, e que esse fim precisa ser rápido, para que os brasileiros não pensem que resultado do julgamento será a impunidade.




Leia a nota do presidente do PSDB:

"O PSDB respeita a decisão tomada pelo STF que não altera a essência do julgamento, no qual a Corte Suprema definiu pela condenação de 25 dos 38 réus do chamado mensalão.

O PSDB está confiante que os recursos apresentados pela defesa dos réus não terão capacidade para mudar esse julgamento que todos nós temos acompanhado. A grande maioria dos brasileiros não só acompanhou, como aprovou, no ano passado, as condenações definidas pela Justiça brasileira.

Durante quatro meses e meio, os acusados foram julgados por crimes de corrupção ativa e passiva, evasão de divisas, formação de quadrilha, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e peculato.

O fato é que o Brasil não admite mais conviver com a impunidade, que se transformou em mola propulsora para ações criminosas, estimulando quadrilhas a saquear os cofres públicos e impedindo que os altos impostos pagos pelos brasileiros sejam usados em benefício do país.

Acreditamos que o STF agirá em defesa dos interesses do Brasil, respeitando o direito dos réus, mas garantindo a agilidade necessária para que recursos apresentados por eles não acabem se transformando em uma brecha para a prescrição das penas impostas aos autores de crimes contra o país
."

Presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves



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Futebol: São Paulo renasce com Muricy e aumenta sombra na crise do Timão

Com três vitórias seguidas, Tricolor salta da 18ª para 13ª colocação e fica a só três pontos do Corinthians, que não vence há cinco rodadas

Fonte: GloboEsporte

Em um passado não muito distante na atual edição do Campeonato Brasileiro, o Corinthians foi considerado por muitos um forte candidato ao título, enquanto o São Paulo estava praticamente entregue ao rebaixamento. O dinamismo dos pontos corridos, porém, reorganizou essas tendências neste início de segundo turno. Principalmente depois da derrota alvinegra por 2 a 0 para a Ponte Preta (veja os gols aqui) e do triunfo tricolor por 1 a 0 sobre o Atlético-MG (veja os gols aqui), na noite da última quarta-feira.
Há cinco jogos sem vencer, o Timão caiu para a sétima colocação, com 30 pontos, e se distanciou da briga pelo título – o Cruzeiro lidera isoladamente, com 49. Pior: ficou longe também da disputa por vaga na Libertadores. São cinco pontos para o quarto colocado Atlético-PR, que ainda encara o Flamengo nesta quinta-feira.
Principal rival do Corinthians nos últimos anos, o São Paulo chegou a amargar a penúltima colocação na tabela. Trocou Ney Franco por Paulo Autuori. Não deu certo. Contratou, então, Muricy Ramalho. Deu certo. Com três vitórias em três jogos, o treinador ajudou a alavancar o Tricolor da 18º para o 13º lugar.
Muricy Ramalho comemoração São Paulo contra Atlético-MG (Foto: Mauro Horita / Ag. Estado)Muricy Ramalho comemora vitória do São Paulo sobre o Atlético-MG (Foto: Mauro Horita / Ag. Estado)
O São Paulo ainda não jogou o que pode jogar. Então, não podemos olhar para o rival"
Muricy Ramalho, técnico do Tricolor
É verdade que ainda há uma distância de seis posições entre os rivais do Parque São Jorge e do Morumbi, mas em número de pontos essa diferença se reduz a três. O Timão tem 30 pontos, conquistados com sete vitórias e nove empates, e o Tricolor somou 27, com os mesmos sete triunfos e seis igualdades.
Na reta final do primeiro turno, encerrado há três rodadas, era difícil imaginar uma aproximação dessas entre as duas equipes paulistas. Afinal, o Corinthians terminou a primeira parte do Brasileirão na quinta posição, colado no G-4. E o São Paulo, em 18º lugar, agonizava na zona do rebaixamento.
– Eu tenho respeito e um trabalho a executar. Se eu pensar em todas as situações que envolvem isso (crise), eu não consigo nem imaginar o que é melhor para o Corinthians. Meu trabalho é tentar achar um ponto de equilíbrio, uma escalação... Esse é meu foco – disse Tite, após a derrota para a Ponte Preta.
Tite Corinthians e Ponte preta (Foto: Marcos Ribolli)Tite perdeu a direção com o Corinthians neste Campeonato Brasileiro (Foto: Marcos Ribolli)
Muito embora veja o rival seis posições à frente na tabela de classificação, o ambiente no São Paulo está muito mais animado do que no Corinthians. As três vitórias seguidas, contra Ponte Preta, Vasco e Atlético-MG, mudaram os ares no Morumbi e deram esperança de objetivos mais empolgantes aos tricolores.
Meu trabalho é tentar achar um ponto de equilíbrio, uma escalação... Esse é meu foco"
Tite, técnico do Corinthians
Por outro lado, os cinco jogos sem vitória do Timão (derrotas para Inter, Botafogo, Goiás e Ponte Preta e empate com o Náutico) instalaram de vez o clima de desconfiança no Parque São Jorge. A torcida cobra raça, Tite não consegue mais implantar sua filosofia e os jogadores não correspondem à altura do investimento.
– Não temos nada a ver com o Corinthians. É um time fortíssimo, que ganhou tudo. Temos de fazer a nossa parte aqui. O São Paulo ainda não jogou o que pode jogar. Então, não podemos olhar para o rival. O Corinthians tem de resolver os problemas dele – avaliou Muricy Ramalho, com 100% de aproveitamento no Tricolor.
Tanto o Corinthians quanto o São Paulo têm desafios complicados na próxima rodada. Mas com essa inversão de vento na vida dos rivais, certamente o Tricolor chega mais confiante para o duelo com o Goiás, fora de casa, do que o Timão para o desafio contra o líder Cruzeiro, no Pacaembu. Os dois jogos serão domingo, 16h.

Senador Aécio Neves participou de debate sobre mobilidade urbana

Aécio, participou, do debate sobre Mobilidade Urbana promovido pelo ITV, o senador criticou a falta de investimentos federais na implantação e ampliação de metrôs e a grave ausência de uma política pública no âmbito federal de apoio a estados e municípios na solução dos problemas de mobilidade.


Aécio Neves - Hoje, o Brasil é governado pelo improviso, pelo marketing


Mobilidade urbana - O presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves, participou, nesta quarta-feira (18/09), de debate sobre mobilidade urbana. Promovido pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), órgão de estudos do partido, o “Seminário Nacional Realidade e Futuro nas Cidades Brasileiras” foi realizado em Brasília. 

Presentes ao debate estavam o presidente do ITV, deputado federal Sérgio Guerra, e os prefeitos de Manaus, Arthur Virgílio; Belém, Zenaldo Coutinho; Maceió, Rui Palmeira, e Teresina, Firmino Filho, entre senadores e deputados.

Para Aécio, os investimentos federais na implantação e ampliação de metrôs têm sido insuficientes para atender a demanda nas grandes cidades, além da grave ausência de uma política pública no âmbito federal de apoio a estados e municípios na solução dos problemas de mobilidade.

Hoje, o Brasil é governado pelo improviso, pelo marketing. Se, a partir de 2001, sem entrar no mérito dessas decisões, o governo optou por subsidiar a gasolina, um estímulo à aquisição de carros, por dar sucessivamente isenções de IPI para a aquisição de carros, era necessário que, ao mesmo tempo, percebesse que, em um futuro próximo, teríamos um aumento extremamente expressivo da frota. Em dez anos, duplicamos nossa frota de automóveis, quadruplicamos a de motocicletas e não houve nenhum investimento estruturante em transporte de massa”, afirmou Aécio Neves

Obras que não saem do papel

Aécio Neves - O governo federal joga a responsabilidade em prefeituras e governos por não terem projetos

O tucano criticou o governo federal pelos constantes anúncios de obras em rodovias, sem que os investimentos sejam de fato realizados. De acordo com o senador, o governo tenta se eximir de suas responsabilidades transferindo-as para estados e municípios.

O governo federal joga a responsabilidade em prefeituras e governos por não terem projetos. Não. Faltou ao governo federal planejar e investir em projetos. Em Minas Gerais, no nosso primeiro mês de governo, mandamos elaborar projetos para asfaltamento em todas as cidades que não tinham ligação asfáltica. Eram 225 cidades. Feitos os projetos, começamos a licitar as obras. O governo federal não pode querer licitar uma obra sem que haja o projeto técnico. O governo anuncia e reanuncia os mesmos investimentos, adia sucessivamente obras, os preços aviltantes são sempre aumentados e as obras não são concluídas”, disse Aécio Neves.



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Mensalão: Por 6 a 5, Supremo decide dar nova chance a 12 réus

Último voto - Celso de Mello desempatou, e tribunal aceitou embargos infringentes. Com isso, José Dirceu e mais 11 réus serão julgados novamente.


Fonte: G1

Com o voto dado pelo ministro Celso de Mello nesta quarta-feira (18), o plenário doSupremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por seis votos a cinco, pela validade dos embargos infringentes, recurso que leva a um novo julgamento nas condenações em que o réu obteve ao menos quatro votos favoráveis.
A decisão dará uma nova chance nos crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha para 12 dos 25 condenados no processo do mensalão. Com isso, o encerramento da ação penal e o cumprimento das prisões – que poderiam ocorrer ainda neste ano – deve ficar para 2014.
Depois de decidir pela validade dos embargos infringentes, o tribunal negou por unanimidade pedido feito pela defesa do ex-deputado Pedro Corrêa para que todos os condenados com ao menos um voto favorável pudessem pleitear novo julgamento. O plenário negou por entender que o regimento do STF estabelece que são necessários quatro votos.
Como poderiam ficar as penas se réus obtiverem absolvições após análise dos embargos infringentes no mensalão (Foto: Editoria de Arte / G1)
O Supremo decidiu ainda que os condenados terão prazo em dobro para apresentação dos recursos. Por meio de sorteio eletrônico também definiu que Luiz Fux será o ministro relator dos embargos infringentes a serem apresentados pelos réus.
Celso de Mello
Em voto de duas horas, Celso de Mello desempatou o julgamento sobre a validade do recurso, iniciado há duas semanas com o voto do ministro Joaquim Barbosa.
Os embargos infringentes são recursos previstos no artigo 333 do Regimento Interno do Supremo, mas não constam na lei 8.038/1990, que regula as ações no STF.
Por isso, parte dos ministros defendia que a lei de 1990 revogou tacitamente (quando não há anulação explícita de um artigo) a existência dos infringentes. Votaram dessa forma Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello.
Mas, para a maioria do Supremo, a lei simplesmeste não tratou do recurso e, portanto, o regimento da Corte é válido para definir sua existência. Votaram de acordo com esse entendimento, além de Celso de Mello, os ministros Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski - confira a argumentação de cada um.
No voto de desempate, Celso de Mello afirmou que o regimento do Supremo "foi recebido [pela Constituição] com força, autoridade e eficácia de lei".
"Tenho para mim que ainda subsistem no âmbito do STF, nas ações penais originárias (que começam no Supremo), os embargos infringentes previstos no regimento que, ao meu ver, não sofreu no ponto revogação tácita em decorrência da lei 8038/1990, que se limitou a dispor sobre normas meramente procedimentais", afirmou o ministro Celso de Mello.
O magistrado disse, no início do seu voto, que o Supremo não pode ceder a pressões das ruas.
"[O STF] não pode se expor a pressões externas, como aquelas resultantes do clamor popular e da pressão das multidões, sob pena de abalar direitos e garantias individuais e [levar] à aniquilação de inestimáveis prerrogativas que a norma jurídica permite a qualquer réu diante da instauração em juizo do devido processo penal", frisou.
Durante o voto, Celso de Mello afirmou ainda que é dever do Supremo garantir a todos os acusados "um julgamento justo, imparcial e independente".
Para ele, se agisse sob pressão, o Supremo estaria "a negar a acusados o direito fundamental a um julgamento justo". "Constituiria manifesta ofensa ao que proclama a Constituição e ao que garantem os tratados internacionais", completou.
[O STF] não pode se expor a pressões externas, como aquelas resultantes do clamor popular e da pressão das multidões, sob pena de abalar direitos e garantias individuais e [levar] à aniquilação de inestimáveis prerrogativas que a norma jurídica permite a qualquer réu diante da instauração em juizo do devido processo penal."
Celso de Mello, ministro do Supremo
Regimes de prisão
A aceitação pelo Supremo dos embargos infringentes poderá levar à mudança do regime de prisão (do fechado para o semiaberto) de três réus (José Dirceu, Delúbio Soares e João Paulo Cunha), caso eles sejam absolvidos do crime no qual obtiveram quatro votos a favor.
Há possibilidade de isso ocorrer porque o tribunal tem dois novos ministros em relação aos que julgaram o processo no ano passado – Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso.
Prescrições
Mesmo que os condenados não consigam absolvições, mas obtenham diminuição das penas, isso pode levar a prescrições (situação em que o condenado não pode mais ser punido em razão do tempo decorrido do cometimento do delito).
Para dois dos 12 condenados (Breno Fischberg e João Cláudio Genu), que têm apenas uma condenação, há chance de que a punição se reverta para absolvição.
Ao analisar os infringentes, porém, o Supremo também pode decidir manter as penas de todos os condenados.
Pelo regimento, o prazo para publicação do acórdão (documento que resume as decisões do julgamento) é de 60 dias – a expectativa é de que seja publicado em novembro.
Trâmite no tribunal

Pelo regimento do Supremo, os embargos infringentes só devem ser apresentados depois da publicação da decisão dos embargos de declaração, que contestam omissões, contradições ou obscuridade e cujo julgamento foi concluído no começo de setembro.
O regimento prevê 15 dias após a publicação para apresentação do recurso, mas o Supremo dobrou o prazo.
Apesar de ser um recurso para fase posterior, a discussão sobre a validade dos infringentes foi antecipada porque o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares apresentou o recurso. Em decisão individual, Joaquim Barbosa negou por entender que não era cabível, e a defesa recorreu para que o plenário decidisse sobre a validade.
Novo relator
Como o Supremo decidiu que o recurso é válido, os embargos infringentes apresentados por Delúbio foram distribuídos para um novo relator por sorteio eletrônico. Ficaram de fora Joaquim Barbosa, que relatou a ação do mensalão, e Ricardo Lewandowski, que foi o revisor. O escolhido foi Luiz Fux.
Fux relatará também os recursos dos outros 11 quando eles apresentarem os infringentes. Isso porque há no Supremo a figura da distribuição "por prevenção". Ou seja, quando um ministro já é relator de um processo e chegam novas ações sobre o mesmo tema, ele passa a relatar todos os processos.
'Embargos dos embargos'
Além dos infringentes, os outros dez condenados no processo ainda poderão entrar com segundos embargos de declaração após a publicação da decisão sobre os primeiros recursos.
É somente no julgamento desses segundos embargos que deve ser determinada a prisão dos condenados.
Foi assim que o Supremo agiu no caso do deputado Natan Donadon. No entanto, caso a Procuradoria Geral da República peça a antecipação das prisões, o Supremo poderá decidir se aguarda ou não os recursos.
Leia abaixo o que pode mudar nas penas caso os condenados consigam decisões favoráveis na análise dos embargos infringentes.
José Dirceu
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi punido em 10 anos e 10 meses de prisão por corrupção ativa e formação de quadrilha. Sem a pena de quadrilha (2 anos e 11 meses), na qual obteve quatro votos favoráveis, passaria do regime fechado (em presídio de segurança média e máxima) para 7 anos e 11 meses de prisão, o que permitiria a ele cumprir a pena em regime semiaberto (quando se pode deixar o presídio para trabalhar).
Delúbio Soares
O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares foi punido em 8 anos e 11 meses no regime fechado por corrupção ativa e quadrilha. Sem a pena de quadrilha, passaria para 6 anos e 8 meses de prisão no semiaberto.
João Paulo Cunha
O deputado federal João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara, foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato em regime fechado. Sem a pena de lavagem, na qual obteve cinco votos favoráveis, passaria para 6 anos e 4 meses de prisão no semiaberto.
José Genoino
O ex-presidente do PT José Genoino, condenado a 6 anos e 11 meses no semiaberto pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha, mesmo se absolvido de quadrilha, no qual obteve quatro votos favoráveis, continuaria no semiaberto, mas teria pena de 4 anos e 8 meses de prisão. Com a pena baixa e em razão dos problemas de saúde, Genoino poderia obter prisão domiciliar.
Marcos Valério
Apontado como operador do mensalão, Marcos Valério foi condenado a 40 anos, 4 meses e 6 dias no regime fechado pelos crimes de corrupção ativa, formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Sem a quadrilha, crime no qual obteve quatro votos, a pena ficaria em 37 anos, 5 meses e 6 dias, ou seja, continuaria no regime fechado.
Ramon Hollerbach
O ex-sócio de Marcos Valério Ramon Hollerbach foi condenado por corrupção ativa, formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas em regime fechado a 29 anos, 7 meses e 20 dias. Se absolvido da quadrilha, continuaria no regime fechado com pena de 27 anos, 4 meses e 20 dias.
Cristiano Paz
Também ex-sócio de Marcos Valério, Cristiano Paz foi condenado por corrupção ativa, formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas em regime fechado a 25 anos, 11 meses e 20 dias. Se absolvido da quadrilha, continuaria no regime fechado com pena de 23 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão.
Kátia Rabello
Acionista do Banco Rural, Kátia Rabello foi condenada a 16 anos e 8 meses por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta em regime fechado. Sem a quadrilha, seria punida em 14 anos e 5 meses e permaneceria no regime fechado.
José Roberto Salgado
Ex-presidente do Banco Rural, José Roberto Salgado foi condenado a 16 anos e 8 meses por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta em regime fechado. Sem a quadrilha, seria punido em 14 anos e 5 meses e permaneceria no regime fechado.
João Cláudio Genu
O ex-assessor parlamentar João Cláudio Genu foi condenado a 4 anos pelo crime de lavagem de dinheiro em regime aberto. Ele ainda poderá pleitear a conversão para prestação de serviços. Como obteve quatro votos a favor na condenação, na reanálise do caso pode ser absolvido.
Breno Fischberg
Ex-dono da corretora Bônus Banval, Breno Fischberg foi condenado a 3 anos e 6 meses pelo crime de lavagem de dinheiro em regime aberto. Ele ainda poderá pleitear a conversão para prestação de serviços. Como obteve quatro votos a favor na condenação, na reanálise do caso pode ser absolvido.
Simone Vasconcelos
A ex-diretora das agências de Marcos Valério Simone Vasconcelos também obteve quatro votos favoráveis no crime de quadrilha, mas a punição prescreveu e ela não pode mais pagar por este crime. A quadrilha não foi considerada na soma total da pena, fixada em 12 anos, 7 meses e 20 dias pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. No entanto, ela ainda poderá recorrer porque nas penas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas ela obteve quatro votos favoráveis por uma pena menor.