quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Aécio Neves: Presidente Dilma privilegia marketing ao cancelar ida aos EUA

Para o senador Aécio Neves, O presidente nacional do PSDB, o cancelamento da viagem aos Estados Unidos, marcada para outubro, da presidente Dilma Rousseff se trata mais de uma ação de marketing.


Fonte: PSDB


Senador Aecio Neves 17 09 2013  Foto George Gianni
Aécio Neves critica atitude de Dilma



Aécio Neves considerou a decisão, anunciada hoje pelo Planalto, como uma nova ação de marketing em prejuízo de interesses do país, sobretudo na área econômica. Para o senador, a presidente deveria aproveitar a oportunidade para cobrar providências sobre a crise diplomática provocada pelas denúncias de espionagem de autoridades e empresas brasileiras.

Todos nós já demonstramos a nossa indignação em relação à espionagem. Ela é inadmissível. Mas seria muito mais adequado que a presidente dissesse isso objetiva e claramente ao presidente americano e aproveitasse esta viagem não apenas para enfrentar esta questão, mas para defender os interesses da economia e até mesmo de determinadas empresas brasileiras. Era a oportunidade de a presidente ter uma agenda afirmativa em defesa dos interesses do país. Ela opta, mais uma vez por privilegiar o marketing. E o curioso é que, ao que parece, a decisão foi tomada não em reunião com o ministro das Relações Exteriores – ele me parece ter sido comunicado –, mas em reunião com aqueles que formulam a estratégia eleitoral da presidente”, disse o senador.

Aécio Neves também considerou inaceitável o baixo investimento por parte do governo federal em defesa cibernética, que busca proteger o país de espionagens e ataques virtuais. Para Aécio, a proteção ao país é assunto que interessa a toda a nação.

Neste instante, não existe governo e oposição. Existe uma nação que não aceita ser espionada. Da mesma forma, é inaceitável que o governo brasileiro não tenha gasto sequer 10% de uma verba orçamentária aprovada com defesa cibernética. Era uma demonstração de que o governo teria de estar dando também de preocupação com estas questões. Parece muito mais uma jogada de marketing porque se cria uma ideia de uma eventual independência, uma eventual valentia, e amanhã depois remarca esta viagem. É um gesto, a meu ver, de pouca consequência”, afirmou Aécio Neves.

Confira a íntegra da fala de Aécio Neves:

Todos nós já demonstramos a nossa indignação em relação ao que ocorreu, a espionagem havida. Ela é inadmissível. Mas na nossa avaliação, seria muito mais adequado que a presidente dissesse isso objetiva e claramente ao presidente americano e aproveitasse esta viagem não apenas para enfrentar esta questão, mas para defender os interesses da economia e, até mesmo, de determinadas empresas brasileiras. Era a oportunidade de a presidente ter uma agenda afirmativa em defesa dos interesses do país. Ela opta, mais uma vez por privilegiar o marketing. E o curioso é que, ao que parece, a decisão foi tomada não em reunião com o ministro das Relações Exteriores – ele me parece ter sido comunicado –, mas em reunião com aqueles que formulam a estratégia eleitoral da presidente.

O evento corrido é inadmissível e dissemos isso de forma absolutamente clara. Neste instante, não existe governo e oposição. Existe uma nação que não aceita ser espionada. Da mesma forma é inaceitável que o governo brasileiro não tenha gasto sequer 10% de uma verba orçamentária aprovada com defesa cibernética. Era uma demonstração de que o governo teria de estar dando também de preocupação com estas questões. Fica aqui uma sugestão à presidente da República para que façam investimentos previstos no Orçamento. Nem 10% foram feitos.

O correto seria que a presidente mantivesse esta viagem porque nelas estão ou estariam previstas reuniões de interesse do Brasil, de setores importantes da economia brasileira, que diz respeito ao nosso saldo da balança comercial, à superação do déficit existente hoje em relação aos Estados Unidos. Estas são questões reais que deveriam estar sendo tratadas pela presidente da República. Inclusive à questão do acesso indevido às informações, seja de empresas, seja de pessoas. Ela deveria estar usando isso, neste momento, para conversar frente a frente com o presidente americano.

Eu vou usar um termo, talvez uma frase, que sintetiza o que estou querendo dizer: abdica-se mais uma vez a defesa de interesses reais do Brasil para privilegiar uma ação de marketing eleitoral
”.


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Governo consegue manter todos os vetos presidenciais

O governo conseguiu reeditar a vitória do mês passado e garantiu, no final da noite desta terça-feira, 17, a manutenção de todos os vetos analisados na sessão conjunta do Congresso Nacional. 

Fonte: Yahoo

Dessa forma, o Planalto viu preservado o veto ao fim da multa adicional de 10% sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nos casos de demissão sem justa causa, o mais importante dentre as sete matérias votadas.

Caso este veto fosse rejeitado pelo Congresso, a União perderia mais de R$ 3 bilhões por ano, montante arrecadado com a cobrança extra e que a oposição acusa de ser usado para engordar o superávit primário. O resultado foi divulgado na madrugada desta quarta-feira, 18, pela Secretaria Geral da Mesa do Senado Federal.

Além da multa do FGTS, outros seis projetos foram analisados à noite pelo Congresso. A apuração terminou por volta das 2h10 da manhã desta quarta-feira e todos os vetos a 95 dispositivos foram preservados. Por apenas um voto o fim da multa extra sobre o FGTS não foi derrubado pelo Senado: 40 senadores votaram contra o veto presidencial, mas eram necessários 41. Mesmo que fosse rejeitado pelo Senado, ainda precisariam ser contabilizados os votos dos deputados, uma vez que um veto só é derrubado quando cai nas duas Casas do Legislativo.

Superman Vs Batman: Ben Affleck fala pela primeira vez sobre filme

Batman Vs. Superman: Ben Affleck fala pela primeira vez sobre filme


Menos de um mês após ser anunciado como o novo homem-morcego no longa Batman Vs. Superman, Ben Affleck (Argo) finalmente resolveu se pronunciar sobre a polêmica em torno de sua contratação para viver o herói. Em entrevista ao talk show Late Night With Jimmy Fallon na última segunda-feira, 16, o ator abriu o jogo sobre o novo projeto e contou o que sentiu ao ver as críticas sobre sua entrada no elenco.

"Eles (produtores) me chamaram e perguntaram se eu estava afim de pegar o papel. Bem, eu não tenho mais 25 anos, né? Perguntei se tinham certeza do que estavam fazendo e então aceitei o papel", revelou o ator, que se sentiu mais confortável com o personagem quando ouviu a versão do diretorZack Snyder (300) para o herói, que não deve seguir a mesma linha interpretada por Christian Bale (Psicopata Americano) na trilogia dirigida por Christopher Nolan (A Origem). No novo filme, Affleck viverá um Batman mais velho e quase aposentado.

Depois de assumir o compromisso, o ator recordou as conversas que teve com os produtores do filme, que fizeram questão de prepará-lo para as críticas que começaram a surgir. "Eles me disseram para ficar alguns dias sem ligar o computador, mas quis ver o que saiu sobre o anúncio do elenco do filme, sou durão! Quando olhei o primeiro comentário, era um grande 'não' para minha escalação. Então preferi ficar longe da internet por alguns dias", relembrou o ator.

Ben Affleck foi anunciado pela Warner Bros. Pictures como o novo Batman no dia 22 de agosto, provocando uma reação imediata dos fãs do super-herói com direito até a petição online para destituí-lo do papel. O longa Batman Vs. Superman trará o homem-morcego ao lado do Super-Homem de Henry Cavill (O Homem De Aço) e tem lançamento previsto para 17 de julho de 2015.

Fonte: Yahoo

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Senador Aécio diz 'pressentir' união com Serra

Presidente nacional do PSDB e possível nome do partido para à Presidência da República, o senador Aécio Neves disse nesta segunda-feira (16) "pressentir" que estará junto ao ex-governador José Serra nas eleições de 2014.

Fonte: Folha de S.Paulo

Serra e Aécio

O senador do PSDB, Aécio Neves, tem usado nos últimos dias expressões mais enfáticas sobre a permanência de Serra no PSDB. À colunista da Folha Mônica Bergamo, por exemplo, disse ter a "convicção" de que Serra não deixará o partido, a despeito de rumores sobre a saída do ex-governador da legenda.

Aécio voltou a ser questionado em Belo Horizonte sobre o futuro de Serra e mais uma vez voltou a elogiar o companheiro de sigla e afirmou ser bom para o partido que ele apresente seu nome na disputa interna pela candidatura ao Planalto.

"No que depender não apenas de mim, mas de todo o partido, ele [Serra] continuará conosco. Ele tem todas as condições de colocar o seu nome, é legítimo que coloque o seu nome, eu diria até bom para o partido ter uma alternativa do calibre e da qualidade de José Serra", disse o tucano.

"O que eu posso pressentir neste instante, para frustração dos nossos adversários, é que nós estaremos juntos construindo um projeto inovador, transformador para o Brasil e que coloque fim a esse ciclo do governo do PT que muito mal tem feito ao Brasil e aos brasileiros", completou Aécio.

Serra defendeu publicamente a realização de prévias no PSDB, mas o grupo de Aécio trabalha internamente para que isso não aconteça. Paralelamente, Aécio promove um trabalho intenso de aproximação com o PSDB paulista.

Na semana passada, em Diamantina (MG), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, fez elogio público a Aécio, que classificou como "exímio conciliador".

Aécio visita os estados


Aécio tem ainda atuado na formação de palanques estaduais para 2014. Segundo ele, o PSDB e seus aliados terão "palanques sólidos em praticamente todos os Estados, inclusive mais do que toda a base governista".

Com relação ao Rio, o tucano disse que alternativas estão sendo "testadas" e que o cenário ficou "absolutamente aberto" desde a mudança do quadro eleitoral fluminense e a queda de popularidade do governador Sérgio Cabral (PMDB).

"Tenho absoluta certeza de que no Rio estaremos competitivos, com aliança mais ampla do que hoje se ensaia", disse Aécio.


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Daniel Alves quis doar fígado no transplante, diz Abidal

O defensor Eric Abidal revelou neste domingo que o lateral-direito brasileiro Daniel Alves, seu antigo companheiro no Barcelona, chegou a se oferecer para doar para ele parte de seu fígado para um transplante. 


O caso ocorreu no ano passado, quando o jogador francês, atualmente no Monaco, lutava contra um tumor hepático e precisou ser operado.
Em entrevista a uma rádio espanhola, Abidal contou que Daniel Alves "queria me dar seu fígado, mas não podia" - não houve compatibilidade entre os dois para o transplante. No fim, o doador acabou sendo um primo do jogador francês.

Atualmente com 34 anos, Abidal enfrentou uma longa luta para se livrar do problema hepático. Com tumor no fígado, ele passou por uma cirurgia em março de 2011. Voltou a jogar alguns meses depois, mas precisou sofrer um transplante em março de 2012. Seu retorno ao futebol aconteceu já em 2013, jogando um pouco no final da temporada do Barcelona.

Com o fim do seu contrato com o Barcelona, onde tinha chegado em 2007, Abidal se transferiu nesta temporada para o Monaco. Jogando novamente com regularidade, e em alto nível, ele também já voltou a ser convocado pela seleção francesa.

Recentemente, Abidal chegou a reclamar da falta de apoio do Barcelona quando esteve doente, chegando a dizer que ficou sem receber salários durante um período. Neste domingo, porém, ele descartou qualquer mal-estar com o clube espanhol. "Não tenho nenhuma problema com o Barcelona. Vou voltar para lá com a mesma alegria de sempre", afirmou.

Fonte: Yahoo


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Concessões – Artigo do senador Aécio Neves para Folha de S.Paulo

Aécio Neves - Na última semana, com o fracasso do leilão do primeiro lote de rodovias a serem concedidas à iniciativa privada --o trecho da BR-262 não teve sequer um interessado, a gestão petista recebeu um duro recado: o mercado gosta de regras claras e desconfia do governo.



Aécio Neves

Para quem estava prestes a celebrar o sucesso do primeiro dos muitos leilões previstos no setor de transportes, foi uma lição inesperada. A rendição do PT à realidade de uma governança pública mais responsável com os destinos do país requer ainda longo aprendizado.

Em entrevista publicada ontem no jornal "O Globo", o ministro Guido Mantega afirmou que os investimentos em infraestrutura vão alavancar o crescimento do país. A aposta no programa de concessões revela uma guinada e tanto no receituário do partido governista.

Ao longo de sua história, o PT fez do combate ferrenho às privatizações uma de suas bandeiras mais ostensivas. Nos pleitos, vendeu ao eleitorado, com hipocrisia, a certeza de que as privatizações seriam um crime de lesa-pátria, uma entrega do patrimônio nacional a preços aviltantes.

Assumido o poder, a ação do partido se descolou do discurso. Agora, para assegurar o sucesso dos leilões, o governo não poupa esforços na concessão de incentivos. Grande parte dos financiamentos das obras virá do BNDES, com empréstimos concedidos a taxas subsidiadas pelo Tesouro Nacional.

O grau de comprometimento do BNDES é tão elevado que o ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore declarou ontem, nesta Folha, que "o leilão de Dilma visa mais o eleitor que a sociedade".

Mas o uso de tais anabolizantes não tem sido suficiente para sensibilizar o mercado como o governo gostaria. Armadilhas jurídicas e constantes mudanças de regras parecem também ameaçar as futuras concessões.

A verdade é que pagamos um alto preço pela ineficiência dos últimos anos. Com a infraestrutura deteriorada, o país vem perdendo competitividade no cenário internacional. Por questões ideológicas, o PT impôs um calendário de atraso ao país.

É preciso agora correr contra o tempo. O programa de concessões para desenvolver o setor de infraestrutura parece ser a única carta que o governo tem nas mãos para mudar o rumo da economia. Mais uma carta, aliás, que o PT tomou de empréstimo ao programa do PSDB.

Não tenho dúvida de que a abertura ao investimento privado é o caminho certo para a recuperação da nossa combalida infraestrutura. É nessa trilha que o governo deve perseverar. Mas é necessário que o programa seja mais transparente, equilibrado e, sobretudo, livre de ideologia e preconceitos. Assim ele pode dar certo, como todos esperamos, e o país precisa.

Sírio conhece cariocas na web e se refugia no Rio após tortura e bomba

Farmacêutico Abdullah, há 3 semanas no Brasil, faz aula de português.
'Quero vida simples', diz jovem que teve casa bombardeada em Aleppo.

Fonte: G1


Nascido em Aleppo, no norte da Síria, o jovem Abdullah Alharoun é um sobrevivente da guerra civil que atinge a Síria há dois anos e meio. Em entrevista ao portal G1, o farmacêutico de 30 anos conta que foi capturado e torturado por membros do regime de Bashar al-Assad, foi sequestrado pela oposição sob um resgate de US$ 20 mil e teve a casa e a farmácia bombardeadas. Após conhecer uma família brasileira na internet, Abdullah desembarcou no Rio há três semanas e busca refúgio no país.
"A revolução começou com os estudantes nas mídias sociais, como o Twitter e o Facebook. Por causa disso, nós fizemos o que fizemos, para dar suporte à revolução. Nós estávamos apenas reivindicando nossos direitos. Por causa disso, eu e outros estudantes fomos pegos pela inteligência do governo."Ele diz que viveu os primeiros momentos de terror quando, na universidade, postava nas redes sociais comentários que criticavam a postura do regime do ditador sírio. Ele conta que foi sequestrado e torturado durante três dias por integrantes da inteligência do governo. E dá detalhes do drama vivido no país (assista no vídeo acima).
A revolução começou com os estudantes nas mídias sociais, como o Twitter e o Facebook. Por causa disso, nós fizemos o que fizemos, para dar suporte à revolução"
Abdullah Alharoun, um dos sobreviventes da guerra civil na Síria
Uma vez liberado, um grupo da oposição, que Abdullah não consegue afirmar se eram integrantes da organização fundamentalista islâmica Al-Qaeda ou se militares desertores, o capturou e o manteve em cativeiro por mais três dias, conta. Eles exigiram US$ 20 mil da família para libertá-lo, de acordo com Abdullah.
“Eles queriam forçar as pessoas a concordar com eles. Mas era contra os meus princípios. Eles me colocaram uma venda, eu não sei para onde me levaram, não sei quem eram eles, se eram integrantes da Al-Qaeda, mas minha família conseguiu juntar a quantia e eles me libertaram”, explica.
Casa destruída
Mas os dissabores da guerra civil que atinge a Síria não haviam terminado na vida de Abdullah. Ele conta que os radicais [opostositores do governo] tomaram conta da região terrestre. O espaço aéreo, no entanto, ainda era do governo.
Aleppo sendo bombardeada (Foto: Gabriel Chaim/G1)Aleppo sendo bombardeada (Foto: Gabriel
Chaim/G1)
"No dia 16 de janeiro, nossa casa foi atacada. Durante esse ataque, estavam minha mãe, minha irmã e minha tia. Minha tia morava conosco e era uma mulher idosa. Ela tinha 65 anos e morreu nesse ataque porque o telhado desabou no quarto em que ela estava. A farmácia também ficou destruída, porque ficava no primeiro andar do prédio e o apartamento era no segundo andar."
Abrigo no Rio
O sorridente Abdullah diz que quem deu abrigo a ele quando chegou ao Brasil foi uma família de Rocha Miranda, no Subúrbio do Rio, que ele conheceu pela internet. “Ganhei um irmão novo”, declara, ao se referir a Jonatan, de 18 anos.
Eu disse a eles que não tinha pra onde ir e Patrícia, mãe de Jonatan, falou que eu poderia ficar na sua casa. Essa família tem sido muito boa para mim desde o dia que desembarquei"
Abdullah Alharoun, que está na casa de família de cariocas que conheceu na web
“Eu disse a eles que não tinha pra onde ir e Patrícia, mãe de Jonatan, falou que eu poderia ficar na sua casa. Essa família tem sido muito boa para mim desde o dia que desembarquei. Eles estavam esperando por mim no aeroporto e me levaram para casa”, explica Abdullah, que continua hospedado com os "novos" familiares em Rocha Miranda.
Países da Europa negaram visto
Antes de vir para o Brasil, o farmacêutico procurou alguma opção de refúgio na Europa. A Grécia foi a sua primeira opção, mas nenhum país que ele procurou concedeu visto, afirma. De Istambul, na Turquia, onde também foi recebido por amigos que fez na internet, Abdullah tentou visto para diversos países, entre eles, o Brasil.
"Primeiro, minha ideia era ir para São Paulo, porque eu sei que eles têm uma grande comunidade árabe por lá. Mas depois essa família [que ele conheceu pela internet] disse para eu vir ao Rio que eles iriam me ajudar", revela.
Edifício destruido em Aleppo (Foto: Gabriel Chaim/G1)Edifício destruído em Aleppo; Abdullah também
teve residência bombardeada (Foto: Gabriel
Chaim/G1)
Quando chegou ao Brasil, há três semanas, Abdullah foi recebido pela Polícia Federal, que o encaminhou à Cáritas Arquidiocesana do Rio, onde atualmente faz aulas de português. No dia 24 de setembro, ele fará uma entrevista na PF. Segundo Aline Thuller, coordenadora do Programa de Atendimento a Refugiados do órgão, a entrevista faz parte do processo de pedido de refúgio.
A família síria e o futuro
Os familiares de Abdullah continuam morando na Turquia. Segundo ele, os parentes não pretendem vir ao Brasil. No entanto, ele espera conseguir a cidadania brasileira, encontrar uma mulher e se casar em terras brasileiras.
Eu adoraria ter uma cidadania brasileira e encontrar uma esposa. E também casar aqui. Esse é o plano"
Abdullah Alharoun, sobre o futuro no novo país
"Muita gente procura uma vida de luxo. Eu quero uma vida simples. Quero apenas uma rotina. Poder alugar um apartamento ou dividir com alguém. Depois penso em trazer minha família, mas não sei se isso vai acontecer, porque minha mãe já é uma senhora. Acho difícil ela vir e se adaptar a outra cultura, a outro país. Ela ainda está na Turquia. Essa família que está com ela é síria. Ela está vivendo bem por lá. Eu não acredito que ela aceitaria viver no Brasil. Eu adoraria ter uma cidadania brasileira e encontrar uma esposa. E também casar aqui. Esse é o plano", conta, rindo.
Mais de 200 refugiados sírios no Brasil
A Síria enfrenta, desde março de 2011, uma guerra que já deixou pelo menos 110 mil mortos. Por conta da rebelião armada que tenta derrubar o presidente Bashar al-Assad, mais de 2 milhões de sírios já deixaram o país em busca de refúgio em nações vizinhas. De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), há 255 sírios refugiados no Brasil. Destes, 242 pediram abrigo após março de 2011.
Ainda de acordo com a Acnur, em agosto deste ano, a Síria ultrapassou o Iraque entre os países com o maior número de refugiados, ocupando o quarto lugar da lista liderada pela Angola. Em segundo lugar, de acordo com a Acnur, está a Colômbia, seguida pela República do Congo.