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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O senador Aécio critica viagem de Dilma e promete governar com metade dos ministérios

O senador mineiro criticou nesta segunda-feira, 3 de fevereiro, a recente viagem a Portugal da presidente Dilma Rousseff (PT), afirmando o episódio serve como uma amostra da falta de transparência do governo federal. Aécio também criticou a reforma ministerial em andamento.

Fonte: O Globo

O senador Aécio critica viagem de Dilma e promete governar com metade dos ministérios
Senador Aécio Neves

Na primeira entrevista coletiva concedida em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato à Presidência da República, criticou nesta segunda-feira recente viagem a Portugal da presidente Dilma Rousseff (PT), afirmando o episódio serve como uma amostra da falta de transparência do governo federal. Aécio esteve em Cascavel (PR), onde prestigiou, ao lado do governador Beto Richa (PSDB) e do senador Alvaro Dias (PSDB), a abertura do Show Rural Coopavel, evento direcionado à difusão da tecnologia do agronegócio.

"O que faltou ali é o que tem faltado em várias áreas do governo, mas dessa vez a situação foi retratada de forma caricata: é transparência. A ausência (de transparência) causou mais danos do que a verdade causaria. O que é mais grave é que isso não se restringe a esse episódio. O governo tem omitido várias informações, como o acinte do BNDES e a forma com que foram concedidos os recursos para financiamento do porto cubano. Foi a inauguração da primeira grande obra de seu governo. Poderia ser no Brasil, como no Porto de Paranaguá, que precisa de tantos investimentos, mas não foi", disse o senador mineiro.

Aécio disse ainda que, caso eleito, vai reduzir pela metade o número de ministérios; hoje são 38 os ministérios. "É um número acintoso e vergonhoso", disse o senador.

O pré-candidato tucano criticou a reforma ministerial em andamento: "Ninguém reforma para piorar. Infelizmente, a lógica que rege as ações do governo não é do interesse nacional, é do interesse eleitoral. Não temos uma presidente da República full time. Nós temos uma candidata a presidente da república full time, com a agenda quase toda focada a reeleição."

Ele afirmou também que vai redirecionar o papel do Ministério da Agricultura, no sentido que recupere a capacidade de influenciar nas decisões da política econômica: "O Brasil tem sido pouco ousado em seu comércio exterior e na busca por novos mercados. Vamos ter uma safra recorde, mas parte dela será perdida pela falta de capacidade de armazenamento e pela ausência de um seguro agrícola que garanta a tranquilidade e o estímulo ao setor produtivo", afirmou Aécio.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

No palanque, em Davos - Aécio Neves para a Folha de S.Paulo

Segundo Aécio, a ausência de sincronia entre o discurso da presidente Dilma no Fórum e a realidade termina por alimentar a crescente desconfiança nas relações entre agentes econômicos e governo.


Aécio Neves: líder da oposição
Aécio Neves: líder da oposição


Quem acompanhou o discurso da presidente Dilma em Davos achou que não estava entendendo bem. Do ponto de vista político, a presidente tinha dois caminhos corretos para seguir. O primeiro, defender, com coragem, as escolhas que fez e as decisões que tomou nos últimos três anos. Mesmo que não obtivesse a concordância de quem a ouvia, poderia ganhar o respeito pessoal pela coerência e firmeza de suas convicções. O segundo seria o da autocrítica, o de reconhecer, ainda que tardiamente, os inúmeros erros cometidos e assumir o compromisso com a mudança de rumos ainda no pouco tempo que lhe resta de governo.

Mas ela não fez uma coisa nem outra. Diante de uma plateia de especialistas ela descreveu uma realidade que não é a nossa e um governo que não é o dela, fazendo de Davos uma extensão dos palanques eleitorais em que vem transformando suas viagens pelo país. Fez de Davos mais uma escala em sua turnê pela ilha da fantasia em que o governo parece estar instalado, deixando muita gente intrigada.

O que seria mais grave: a presidente ter apresentado em importante fórum internacional um retrato do país que sabe não ser verdadeiro ou, após, repeti-lo à exaustão, ter convencido a si mesma de que se trata da realidade?

Afirmou que a inflação está controlada, quando sabemos –Davos também– que nos últimos três anos a taxa esteve sempre prestes a romper o teto da meta –e defendeu sua política fiscal, hoje conhecida pela "criatividade" de sua contabilidade. Chegou ao cúmulo de dizer que diminuiu a dívida pública bruta de 60,9% do PIB para 58,4%. Inspirada na criatividade que tão mal tem feito à nossa política fiscal, a presidente buscou o ponto mais alto da dívida no auge da crise de 2009 esquecendo-se sutilmente que, quando assumiu, ela era de 53,35%. Portanto houve, na verdade, crescimento da dívida em seu governo.

Mas, como a realidade costuma se impor, pesquisa realizada pela Bloomberg com 500 participantes do fórum apontou o Brasil como a região que oferece menos oportunidades de negócios entre as pesquisadas. Isso depois de o FMI ter divulgado estudo reduzindo as previsões de crescimento do Brasil para 2014. E da Price Waterhouse ter mostrado que o país perde espaço como opção para investimentos de grupos internacionais, e do Banco Central ter reafirmado a necessidade de continuar aumentando os juros para frear a inflação.

A presidente foi a Davos para enviar uma mensagem de segurança a investidores. Mas a ausência de sincronia entre o discurso e a realidade que todos conhecem termina por alimentar a crescente desconfiança nas relações entre agentes econômicos e governo. O Brasil continua perdendo o mais precioso de todos os ativos: o tempo.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Em entrevista Aécio diz que Governo Federal é irresponsável com segurança pública

Sem fazer menção direta ao caso da rebelião no presídio de Pedrinhas (MA), que culminou com dezenas de mortes, o senador do PSDB, Aécio, disse que o governo não investe o que deveria em segurança prisional e que 87% dos gastos com a área saem dos bolsos de estados e municípios.

Fonte: Folha de S.Paulo

Em entrevista Aécio diz que Governo Federal é irresponsável com segurança pública
Aécio Neves


O senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato dos tucanos à Presidência da República, criticou na tarde desta quinta-feira (16) a política de segurança pública do governo federal. Ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), com quem almoçou no Palácio dos Bandeirantes, o mineiro disse que o governo Dilma Rousseff (PT) "empurra para os ombros dos estados" os problemas da área, numa postura "absolutamente irresponsável".

Sem fazer menção direta ao caso da rebelião no presídio de Pedrinhas (MA), que culminou com dezenas de mortes, Aécio disse que o governo não investe o que deveria em segurança prisional e que 87% dos gastos com a área saem dos bolsos de estados e municípios.

"Historicamente nós temos um governo que lava as mãos, que empurra a responsabilidade para os ombros dos estados" disse Aécio.

ROLEZINHO

Questionado sobre o fenômeno dos rolezinhos, Aécio disse que "os rolês" ainda não se tratam de um caso de segurança. "É um fenômeno natural, como muitos que ainda teremos".

Embora tenha sido o principal assunto do encontro, Alckmin e Aécio evitaram falar publicamente sobre alianças. O governador despistou quando perguntado sobre o impasse com o PSB, do pernambucano Eduardo Campos. O partido hoje tem cargo no governo paulista, mas ameaça romper o acordo com Alckmin para contemplar a ex-senadora Marina Silva, cotada para ser vice da chapa de Campos na disputa presidencial.

Já o senador afirmou que o PSB terá "candidaturas competitivas", com tucanos ou aliados na cabeça de chapa, em cerca de 20 estados. Ele ainda alfinetou integrantes do PSB que o criticaram por ter dito que, se optar por obedecer o veto de Marina Silva a alianças em alguns estados, o PSB será o maior prejudicado.

"A minha interlocução com o PSB é feita prioritariamente com o presidente do partido, o governador Eduardo Campos. Minha relação com ele precede candidaturas", afirmou.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Senador Aécio acusa Dilma de omissão sobre problemas no sistema penitenciário do país


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), durante entrevista em Brasilía
Foto: Ailton de Freitas / O Globo

Pré-candidato do PSDB, Aécio Neves, diz que presidente não pode transferir responsabilidade aos estados após represar recursos para o setor.

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG) acusou a presidente Dilma Rousseff de omissão na crise penitenciária não somente no Maranhão, mas em vários estados brasileiros. O pré-candidato tucano à Presidência da República disse que, ao segurar os recursos do orçamento do Fundo Penitenciário e investimentos no setor prisional para fazer caixa, a presidente não tem autoridade para transferir responsabilidades aos governos estaduais para tentar resolver o caos com medidas de improviso.

Em entrevista coletiva nesta terça-feira, Aécio disse que o governo federal repassou apenas 10,8% dos orçamentos do setor aos estados nos últimos três anos. De um orçamento total de R$ 1,4 bilhão, ele disse que apenas R$ 156 milhões foram pagos. Para o tucano, são alarmantes os dados da Execução Orçamentária do governo federal.

Segundo Aécio, "Esse governo não tem autoridade para transferir responsabilidades ou cobrar dos estados investimentos nessa grave crise do setor prisional. A presidente Dilma apenas reage quando estoura a crise, sem assumir sua parcela de responsabilidade. O que vemos é a omissão do governo federal e os estados sufocados por esse hiper presidencialismo."

Ele lembrou que o governo de Minas Gerais saiu na frente ao fazer a primeira Parceria Público Privada do sistema prisional e que esse é o caminho a ser seguido.

"A falta de transparência, a ineficiência e o improviso serão o principal legado desse governo, que não priorizou recursos para o sistema prisional para fazer superavit e agora reage com paliativos. O governo federal fala agora de medidas duras, medidas reativas, mas infelizmente, a ausência de planejamento do governo impediu que essas obras de ampliação do sistema prisional pudessem ter avançado ao longo desses últimos anos", disse o senador mineiro.




sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Aécio é a salvação para os ambientalistas

Na bronca com Dilma, ambientalistas procuram Aécio Neves e Eduardo Campos. Grupo de defesa ao meio ambiente prepara uma plataforma de compromissos que querem ver assumidos pelos candidatos na campanha.

Fonte: Brasil 247
Aécio Neves é a salvação para os ambientalistas
Aécio Neves é a salvação para os ambientalistas

Sem um candidato para chamar de seu, como ocorreu em 2010, quando a ex-ministra Marina Silva foi candidata, os ambientalistas agora tentam criar ligação com os dois principais candidatos de oposição, o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador Eduardo Campos (PSB). Insatisfeitos com a presidente Dilma Rousseff, ela até será procurada pelo setor, mas a sua candidatura à reeleição será combatida.

"Dilma não tem pontes com o movimento ambiental. O setor está mais próximo do Eduardo Campos, mas Aécio Neves ainda tem tempo de manobra para recuperar terreno", afirma Mário Mantovani, diretor executivo da ONG SOS Mata Atlântica, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo. Mantovani e o ex-secretário de Meio Ambiente de São Paulo Fábio Feldmann estão coordenando a elaboração de uma plataforma de compromissos que querem ver assumidos pelos candidatos na campanha. 

Entre elas devem constar uma tributação maior para empresas que provocarem impacto ambiental; uma legislação nos moldes da Lei Rouanet, que ofereça desconto no Imposto de Renda para empresas que doarem recursos para ONGs ambientalistas; investimentos para reforçar o Ibama e a Funai; e uma indicação clara sobre qual será a posição do Brasil na COP 21, a Conferência Anual do Clima. Programado para 2015 em Paris, o evento é considerado o mais importante desde a Conferência de Kioto.

Convidado para concorrer à Presidência em 2014 pelo PV e tentar ocupar o espaço de Marina na campanha, o jornalista Fernando Gabeira não parece disposto a entrar na disputa, mas continua sendo uma voz ativa entre os ambientalistas. Ele concorda que "majoritariamente" os votos do setor vão para a oposição, mas relativiza seu poder de unidade política. "Os ambientalistas se dividem de várias maneiras. Uns estão mais à esquerda, outros mais à direita. Tem ambientalista em todos os partidos e espectros", afirma.