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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Aécio Neves 2014: “Segurança pública será questão prioritária na agenda do PSDB”

O senador Aécio Neves disse que, se for eleito, pretende reproduzir a experiência do AfroReggae (que trabalha em programas de apoio e integração de jovens e combate a criminalidade) pelo país.

Aécio Neves 2014
Aécio Neves 2014
O senador Aécio Neves se reuniu nesta segunda-feira (10) com integrantes do Grupo Cultural AfroReggae, em visita à sede da organização não governamental (ONG), no Rio de Janeiro. A parceria da entidade com o governo de Minas em programas de apoio e integração de jovens completa 10 anos.


Em 2004, durante a gestão Aécio Neves, o governo de Minas e o AfroReggae deram início ao programa “Juventude e Polícia”, implantado em batalhões da Polícia Militar e voltado para jovens em situação de vulnerabilidade social. Os resultados do programa foram reconhecidos internacionalmente.


O objetivo do programa “Juventude e Polícia” é oferecer serviços de segurança pública ao segmento juvenil, por meio de atividades musicais, dramatúrgicas, desportistas, de artes gráficas e de dança, estabelecendo uma ação transformadora da relação Polícia Militar e Juventude.


Durante a visita, Aécio Neves afirmou que experiências do AfroReggae podem ser incorporadas às ações de segurança pública em todo país, com projetos que criem oportunidades e afastem o cidadão da criminalidade. O senador também garantiu que a segurança pública será tratada de forma prioritária pelo PSDB na agenda que o partido apresentar à sociedade brasileira este ano, durante a campanha eleitoral.


“A questão da segurança pública será absolutamente prioritária na nossa proposta, e por isso conversas como a que estou tendo hoje com o AfroReggae serão importantes. Queremos incorporar algumas experiências, não digo nem que sejam heterodoxas, mas elas fogem àquele receituário tradicional de segurança pública”. disse Aécio Neves.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Aécio Neves: "PSDB se prepara para um grande debate"

Eleições 2014 - De acordo com o senador mineiro do PSDB, o ciclo de governo do PT exauriu-se.

Fonte: PSDB Nacional


O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou, nesta quinta-feira (06), que o partido se prepara para um grande debate durante as eleições presidenciais desse ano. A afirmação foi dada após reunião com o presidente do Democratas, senador Agripino Maia, em que foi discutida a aliança entre os partidos nos estados.

Aécio Neves criticou a falta de solidariedade do governo federal junto a estados e municípios em saúde, educação e segurança pública. O senador também lamentou o uso do Estado brasileiro para atender aos interesses do PT, e não da sociedade brasileira.

O que me anima nessa aliança com o Democratas é que o nosso discurso é muito afinado, muito convergente. Somos contra o aparelhamento da máquina pública, contra essa visão ideológica que conduz a política externa brasileira. Somos contra esse centralismo absurdo do governo federal que impede uma ação mais solidária na segurança pública com estados e municípios, na saúde, onde o governo federal a cada ano vem se omitindo em relação aos anos anteriores, e até na qualidade da educação. O PSDB se prepara para um grande debate e para dizer aos brasileiros que esse ciclo de governo do PT exauriu-se”, disse o senador.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Aécio Neves 2014: “Apagão é resultado da má gestão do governo”

Eleições 2014 - Falha no Sistema Interligado Nacional afetou o fornecimento de energia em diversos municípios na tarde desta terça-feira.

Fonte: O Globo

Aécio Neves 2014: “Apagão é resultado da má gestão do governo”
Aécio Neves 2014: “Apagão é resultado da má gestão do governo”

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), lamentou nesta terça-feira o apagão que atingiu quatro regiões do país. Em nota, Aécio Neves responsabilizou o governo federal pela “má gestão e pela falta de investimentos no setor elétrico”.

Essa excessiva intervenção do governo federal vai certamente custar muito caro a todos os brasileiros que são afetados por esses apagões, e que, se não chover rapidamente, poderão ser maiores ainda no futuro. Tudo isso fruto da incompetência e da má gestão do governo federal nesse setor fundamental para a vida dos brasileiros”, afirmou o senador.

Uma falha no Sistema Interligado Nacional afetou o fornecimento de energia em diversos municípios na tarde desta terça-feira. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o problema interrompeu o fluxo de 5 mil MW para essas regiões.

Segundo Aécio, “Estamos agora colhendo, infelizmente, os frutos da má gestão do governo federal na área de energia. O governo federal afugentou os investimentos. Ele poderia ter simplesmente tirado os impostos federais da conta de luz para alcançar o objetivo da sua redução”, afirmou.

O governo ainda não identificou as causa da falha de energia. O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse que o problema não foi causado por sobrecarga no sistema, mas não apontou os motivos do apagão.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O senador Aécio critica viagem de Dilma e promete governar com metade dos ministérios

O senador mineiro criticou nesta segunda-feira, 3 de fevereiro, a recente viagem a Portugal da presidente Dilma Rousseff (PT), afirmando o episódio serve como uma amostra da falta de transparência do governo federal. Aécio também criticou a reforma ministerial em andamento.

Fonte: O Globo

O senador Aécio critica viagem de Dilma e promete governar com metade dos ministérios
Senador Aécio Neves

Na primeira entrevista coletiva concedida em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato à Presidência da República, criticou nesta segunda-feira recente viagem a Portugal da presidente Dilma Rousseff (PT), afirmando o episódio serve como uma amostra da falta de transparência do governo federal. Aécio esteve em Cascavel (PR), onde prestigiou, ao lado do governador Beto Richa (PSDB) e do senador Alvaro Dias (PSDB), a abertura do Show Rural Coopavel, evento direcionado à difusão da tecnologia do agronegócio.

"O que faltou ali é o que tem faltado em várias áreas do governo, mas dessa vez a situação foi retratada de forma caricata: é transparência. A ausência (de transparência) causou mais danos do que a verdade causaria. O que é mais grave é que isso não se restringe a esse episódio. O governo tem omitido várias informações, como o acinte do BNDES e a forma com que foram concedidos os recursos para financiamento do porto cubano. Foi a inauguração da primeira grande obra de seu governo. Poderia ser no Brasil, como no Porto de Paranaguá, que precisa de tantos investimentos, mas não foi", disse o senador mineiro.

Aécio disse ainda que, caso eleito, vai reduzir pela metade o número de ministérios; hoje são 38 os ministérios. "É um número acintoso e vergonhoso", disse o senador.

O pré-candidato tucano criticou a reforma ministerial em andamento: "Ninguém reforma para piorar. Infelizmente, a lógica que rege as ações do governo não é do interesse nacional, é do interesse eleitoral. Não temos uma presidente da República full time. Nós temos uma candidata a presidente da república full time, com a agenda quase toda focada a reeleição."

Ele afirmou também que vai redirecionar o papel do Ministério da Agricultura, no sentido que recupere a capacidade de influenciar nas decisões da política econômica: "O Brasil tem sido pouco ousado em seu comércio exterior e na busca por novos mercados. Vamos ter uma safra recorde, mas parte dela será perdida pela falta de capacidade de armazenamento e pela ausência de um seguro agrícola que garanta a tranquilidade e o estímulo ao setor produtivo", afirmou Aécio.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Jeitinho - Aécio Neves para a Folha de S.Paulo

Aécio Neves 2014
Aécio Neves 2014
Artigo do senador Aécio Neves para a Folha de S.Paulo. O presidenciável criticou recentes ações governo Dilma Rousseff. Aécio questiona ainda todas as restrições impostas para a divulgação das condições do financiamento do BNDES a Cuba.

Fonte: Folha de S.Paulo


O governo federal fez uma grave opção política ao abandonar a referência da legitimidade para atuar nas brechas da legalidade, onde vale tudo o que não é expressamente proibido.


Com isso, veste com nova roupagem aquele velho "jeitinho" do brasileiro que gosta de levar vantagem em tudo, imagem injustamente alardeada sobre a nossa gente que traduz um comportamento baseado na esperteza e nas artimanhas, quase sempre relacionado à burla das regras e das leis.


O "jeitinho" oficial, estimulado pelo governo, ganha contornos mais nítidos nas transgressões éticas cometidas reiteradamente, no dia a dia. Quando, e com base em que, o governo decidiu que não precisa prestar contas do que faz aos brasileiros? A semana passada foi pródiga em exemplos.


A ida a Lisboa não precisaria ter tomado a dimensão que tomou se o governo tivesse se posicionado com transparência e clareza. A afirmação da presidente, "eu pago a minha conta", ao tentar tirar o foco do debate e reduzir uma questão ética ao valor de uma despesa de restaurante, só fez piorar a situação.


Por que, afinal, os brasileiros não podem saber onde está a maior autoridade do país e quanto custam suas viagens?


O episódio fez o país passar pelo constrangimento de ver o seu chanceler ser publicamente desmentido e a sua presidente deixar um hotel pela porta dos fundos, remetendo a imagem do Brasil à de uma republiqueta.


Esse, aliás, seria um momento oportuno para que a presidente explicasse por que, em maio passado, decidiu impor sigilo sobre as informações das suas viagens ao exterior que, agora, só poderão ficar públicas após o término do seu mandato.


E por que todas as restrições impostas para a divulgação das condições do financiamento do BNDES a Cuba? O que há nessa transação que incomoda tanto o PT? Na prática, a falta de transparência gera efeito contrário –alimenta teorias e suposições e acaba fazendo mais mal ao governo do que a verdade faria.


Na mesma linha, a propaganda virou a alma do governo. O exemplo da presidente, ao convocar redes oficiais de rádio e TV, de acordo com a sua conveniência eleitoral, parece ter estimulado o ministro da Saúde a também buscar a sua exposição como candidato às custas da máquina pública. Nos anos anteriores, ele ocupou esse espaço sempre na véspera das campanhas de vacinação para mobilizar a população para o dia seguinte.


Dessa vez, sob o mesmo pretexto, aproveitou seus últimos dias no cargo para anunciar, em janeiro, uma campanha de vacinação que só vai começar em março. O conjunto da obra é acintoso.


Pode ser que um dia chegue a conta por toda essa arrogância. E ela não poderá ser paga com cartão corporativo.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Aécio Neves 2014: "Dilma faz mais por Cuba do que pelo Brasil"

Aécio criticou o financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para o Porto de Mariel, em Cuba. A obra foi inaugurada pela presidente Dilma Rousseff (PT) na segunda-feira (27).

Fonte: Queremos Aécio Neves Presidente

O senador Aécio Neves disse, nesta terça-feira (28), ver com preocupação as crises econômicas na Argentina e Venezuela e criticou o financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para o Porto de Mariel, em Cuba. A obra foi inaugurada pela presidente Dilma Rousseff na segunda-feira (27).

"Finalmente a presidente Dilma inaugurou a primeira grande obra de seu governo, pena que em Cuba", disse o senador a aliados. Ele fez o comentário durante o almoço na capital paulista.

O Brasil forneceu um crédito de US$ 802 milhões (R$ 1,92 bilhão) para a construção do porto, que custou US$ 957 milhões. Após o lançamento da primeira parte do empreendimento, Dilma anunciou, ao lado do ditador cubano Raul Castro, um investimento adicional de US$ 290 milhões (R$ 701 milhões) na zona econômica especial do porto de Mariel, dos quais 85% virão de crédito do BNDES e os restantes 15% serão a contrapartida do governo cubano.

O que deixa os brasileiros indignados é saber que a presidente Dilma está empregando o dinheiro público para erguer um moderno porto em Cuba, enquanto no Brasil falta dinheiro para realizar obras de infraestrutura, em especial as de mobilidade urbana nas nossas metrópoles.

O dinheiro do BNDES, que é dinheiro de todos os brasileiros, deve ser aplicado dentro do país, com o intuito de melhorar nossa infraestrutura e as condições de vida nas metrópoles.

Infelizmente, sob o governo petista, o BNDES se transformou numa caixa-preta: ninguém sabe quais são os critérios e as condições para financiamentos, nem tampouco os objetivos estratégico dessas operações.

Vale ressaltar que toda operação que envolve recursos públicos precisa ser transparente, e não embalada numa caixa-preta para beneficiar ditaduras camaradas e empresas amigas, como faz o governo da presidente Dilma Rousseff.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

"A oposição deve governar o Brasil" - Aécio Neves

Eleições 2014 - Citando dados de inflação e uma "maquiagem" do governo nas contas públicas, Aécio disse que a oposição deve voltar a governar o país.


Aécio Neves diz que oposição deve governar o Brasil
Aécio Neves e Geraldo Alckmin participam do aniversario do Paulinho da Força

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato à Presidência, criticou neste sábado a condução da economia do governo Dilma Rousseff, responsável por gerar um clima de desconfiança no país na avaliação do tucano.

Citando dados de inflação e uma "maquiagem" do governo nas contas públicas, Aécio disse que a oposição deve voltar a governar o país.

"Infelizmente o que estamos assistindo hoje no Brasil é uma desconfiança generalizada. Por isso, acredito que é hora da oposição voltar a governar o Brasil".

Aécio Neves esteve em São Paulo para a festa de aniversário do deputado Paulinho da Força (SP). No evento, Paulinho fez críticas à presidente Dilma Rousseff e declarou apoio à candidatura do tucano.

"O meu candidato à Presidência é o Aécio Neves. Nosso partido vai decidir oficialmente o apoio à sua campanha", disse. Paulinho comanda o recém-criado partido Solidariedade.

Ele citou projetos que pregam mudanças no pagamento do seguro-desemprego, a resistência ao fim do fator previdenciário e a uma reforma no cálculo das aposentadorias como exemplos de malefícios promovidos pelo governo Dilma.

Aécio, por sua vez, se comprometeu a estabelecer já no programa de governo compromissos com a pauta dos sindicatos. Ele, que era presidente da Câmara doa Deputados quando o fator previdenciário foi aprovado no governo de Fernando Henrique Cardoso, disse agora que o assunto precisa ser debatido "politicamente".

"A minha posição pessoal não importa. Vamos fazer um debate político sobre o assunto".

Dilma em Davos

Aécio aproveitou o encontro para criticar o discurso da presidente Dilma Rousseff em Davos. Segundo ele, a declaração de Dilma mostra um país que não tem conexão com o Brasil real.

"A presidente fala que o Brasil sempre busca alcançar o centro da meta inflacionária. Ela vai terminar o mandato lutando e contendo preços como de combustíveis, como de transportes, como de tarifas de energia, para não ultrapassar o teto da meta".

O tucano usou dados sobre a evolução dos preços da cesta básica para afirmar que a "propaganda oficial não consegue mascarar a realidade". Criticou ainda a "maquiagem" para alcançar o superavit primário e um saldo mínimo na balança comercial.

"Hoje, infelizmente o Brasil está no final da fila daqueles que querem investir e a situação interna se agrava a cada dia".

O governador Geraldo Alckmin também participou do evento e saudou Aécio como um político "inspirado em JK". 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Senador Aécio quer fazer uma reforma política se for eleito presidente

Eleições 2014 - O assunto foi um dos pontos mais discutidos durante os movimentos populares do ano de 2013.

Aécio Neves quer fazer uma reforma política se for eleito presidente
Aécio Neves quer fazer uma reforma política se for eleito presidente

O presidenciável pelo PSDBAécio Neves, revelou, durante entrevista a uma rádio nacional nesta quarta-feira (22), que vai encaminhar proposta ao Congresso Federal de reforma política caso seja eleito.
Atual senador pelo Estado de Minas Gerais, o parlamentar e pré-candidato garante que tomará essa decisão já nos primeiros dias após assumir o Palácio do Planalto. O assunto foi um dos pontos mais discutidos durante os movimentos populares do ano de 2013. 

Outros assuntos que Aécio vem ressaltando com frequência estão relacionados a omissão do governo com a segurança pública do país e o baixo desempenho econômico obtido pelo governo no ano passado.

Na proposta, estão pontos como o fim da reeleição, mandatos de cinco anos, fim do voto de legenda e voto distrital.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Truques & riscos - Artigo do senador Aécio Neves para a Folha de S.Paulo

Em seu artigo pela Folha de S.Paulo o senador Aécio Neves critica o governo federal de “usar jeitinho brasileiro como estratégia de repaginação dos indicadores macroeconômicos para melhorar a performance das contas públicas”.

Fonte: Folha de S.Paulo

Truques & riscos - Artigo do senador Aécio Neves para a Folha de S.Paulo
Aécio Neves: presidente do PSDB

O conhecido "jeitinho brasileiro" ameaça ganhar status de política de Estado, tal a frequência com que tem sido usado como estratégia de repaginação dos indicadores macroeconômicos. Os exemplos vão se acumulando, dia a dia.

Para calcular a inflação, nada melhor que contar com o controle político sobre preços administrados em setores estratégicos. E por que não atrasar a transferência de R$ 7 bilhões a Estados e municípios, inclusive recursos voltados para a saúde pública, prejudicando milhões de brasileiros, para dar a impressão de que cumpriu-se o superavit primário?

A inventividade do governo parece não ter limites.

É preciso reconhecer a habilidade dos truques contábeis e o uso de artifícios para melhorar a performance das contas públicas. Se há brechas legais, parece que a ordem é aproveitá-las.

Neste campo instalou-se um autêntico vale-tudo, como a estarrecedora operação da Caixa Econômica Federal, ainda sob grave suspeição, na transferência de recursos de contas de caderneta de poupança pretensamente inativas para engordar o seu balanço. É a velha tática: "se colar, colou"...

O resultado da economia brasileira certamente seria melhor se o esforço gasto em maquiar números fosse efetivamente aplicado no aperfeiçoamento da gestão. Instituições que guardam histórico compromisso com o rigor, a transparência e o profissionalismo, como o Banco Central, estão cada vez mais isoladas diante do descontrole fiscal generalizado e, não por acaso, patinam na implementação do ajuste necessário para amenizar o ambiente inflacionário.

"Estamos no limiar de um novo ciclo econômico do Brasil", disse o ministro da Fazenda, para justificar o injustificável. A verdade é que, infelizmente, o Brasil está perdendo oportunidades preciosas de ativar o seu crescimento, como a Copa, pródiga em promessas de realizações e pífia em resultados, até o momento.

Os investimentos em infraestrutura são praticamente inexistentes, em face ao que foi prometido. Em termos de desempenho, o que temos a mostrar à comunidade internacional, para nossa vergonha, é o segundo pior crescimento na América do Sul, atrás apenas da Venezuela.

A desconfiança generalizada da sociedade não é uma peça ficcional criada pelos críticos do governo, mas o resultado de uma gestão ineficaz, pouco transparente e incapaz de reintegrar o país a uma rota de desenvolvimento e de ampliação das conquistas sociais.

É urgente agir, com coragem e responsabilidade, para não permitir que o país retroceda e coloque em risco as conquistas que nos trouxeram até aqui.

Uma das principais, a credibilidade, nem mesmo o "jeitinho brasileiro" foi capaz de assegurar. Esta, infelizmente, já perdemos.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Em entrevista Aécio diz que Governo Federal é irresponsável com segurança pública

Sem fazer menção direta ao caso da rebelião no presídio de Pedrinhas (MA), que culminou com dezenas de mortes, o senador do PSDB, Aécio, disse que o governo não investe o que deveria em segurança prisional e que 87% dos gastos com a área saem dos bolsos de estados e municípios.

Fonte: Folha de S.Paulo

Em entrevista Aécio diz que Governo Federal é irresponsável com segurança pública
Aécio Neves


O senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato dos tucanos à Presidência da República, criticou na tarde desta quinta-feira (16) a política de segurança pública do governo federal. Ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), com quem almoçou no Palácio dos Bandeirantes, o mineiro disse que o governo Dilma Rousseff (PT) "empurra para os ombros dos estados" os problemas da área, numa postura "absolutamente irresponsável".

Sem fazer menção direta ao caso da rebelião no presídio de Pedrinhas (MA), que culminou com dezenas de mortes, Aécio disse que o governo não investe o que deveria em segurança prisional e que 87% dos gastos com a área saem dos bolsos de estados e municípios.

"Historicamente nós temos um governo que lava as mãos, que empurra a responsabilidade para os ombros dos estados" disse Aécio.

ROLEZINHO

Questionado sobre o fenômeno dos rolezinhos, Aécio disse que "os rolês" ainda não se tratam de um caso de segurança. "É um fenômeno natural, como muitos que ainda teremos".

Embora tenha sido o principal assunto do encontro, Alckmin e Aécio evitaram falar publicamente sobre alianças. O governador despistou quando perguntado sobre o impasse com o PSB, do pernambucano Eduardo Campos. O partido hoje tem cargo no governo paulista, mas ameaça romper o acordo com Alckmin para contemplar a ex-senadora Marina Silva, cotada para ser vice da chapa de Campos na disputa presidencial.

Já o senador afirmou que o PSB terá "candidaturas competitivas", com tucanos ou aliados na cabeça de chapa, em cerca de 20 estados. Ele ainda alfinetou integrantes do PSB que o criticaram por ter dito que, se optar por obedecer o veto de Marina Silva a alianças em alguns estados, o PSB será o maior prejudicado.

"A minha interlocução com o PSB é feita prioritariamente com o presidente do partido, o governador Eduardo Campos. Minha relação com ele precede candidaturas", afirmou.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Eleições 2014 - Anastasia coordenará propostas de Aécio Neves

Anastasia, concorrerá ao Senado, deverá apresentar até o fim de junho o documento que norteará a proposta tucana.

Fonte: Folha de S.Paulo

Eleições 2014 - Anastasia coordenará propostas de Aécio Neves
Eleições 2014 - Anastasia coordenará propostas de Aécio Neves

Anastasia coordenará propostas de Aécio Neves




O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), será o coordenador do programa de governo que seu padrinho político e aliado, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), apresentará durante a campanha à Presidência da República. Aécio é hoje o único nome dos tucanos para disputar o Planalto.


Anastasia, que deixará o Palácio da Liberdade no fim de março deste ano para lançar candidatura ao Senado, deverá apresentar até o fim de junho o documento que norteará a proposta tucana.


"Se vier a ser eu o candidato, já que essa é uma decisão que o partido deverá tomar em março, o governador Anastasia assumirá a coordenação do programa de governo", disse Aécio na quarta-feira (15), em São Paulo.


Anastasia é o terceiro nome confirmado na composição da campanha de Aécio.


Semana passada, a jornalista Andréa Neves, irmã e braço direito do senador, deixou o cargo que ocupava em uma associação mineira para ingressar na campanha do tucano. Segundo ele, ela atuará como assessora junto à equipe de comunicação. Xico Graziano, diretor do Instituto FHC, muito ligado ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, coordenará a ação nas redes sociais.


"Não estou com pressa em relação a essa questão [nomear a equipe da campanha]. Vamos ter os nomes, da área de comunicação e da área administrativa, no momento em que tivermos candidatura oficializada", afirmou Aécio.


O senador se encontrará nesta quinta-feira (16) com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Os dois conversarão sobre a formação dos palanques estaduais.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Senador Aécio acusa Dilma de omissão sobre problemas no sistema penitenciário do país


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), durante entrevista em Brasilía
Foto: Ailton de Freitas / O Globo

Pré-candidato do PSDB, Aécio Neves, diz que presidente não pode transferir responsabilidade aos estados após represar recursos para o setor.

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG) acusou a presidente Dilma Rousseff de omissão na crise penitenciária não somente no Maranhão, mas em vários estados brasileiros. O pré-candidato tucano à Presidência da República disse que, ao segurar os recursos do orçamento do Fundo Penitenciário e investimentos no setor prisional para fazer caixa, a presidente não tem autoridade para transferir responsabilidades aos governos estaduais para tentar resolver o caos com medidas de improviso.

Em entrevista coletiva nesta terça-feira, Aécio disse que o governo federal repassou apenas 10,8% dos orçamentos do setor aos estados nos últimos três anos. De um orçamento total de R$ 1,4 bilhão, ele disse que apenas R$ 156 milhões foram pagos. Para o tucano, são alarmantes os dados da Execução Orçamentária do governo federal.

Segundo Aécio, "Esse governo não tem autoridade para transferir responsabilidades ou cobrar dos estados investimentos nessa grave crise do setor prisional. A presidente Dilma apenas reage quando estoura a crise, sem assumir sua parcela de responsabilidade. O que vemos é a omissão do governo federal e os estados sufocados por esse hiper presidencialismo."

Ele lembrou que o governo de Minas Gerais saiu na frente ao fazer a primeira Parceria Público Privada do sistema prisional e que esse é o caminho a ser seguido.

"A falta de transparência, a ineficiência e o improviso serão o principal legado desse governo, que não priorizou recursos para o sistema prisional para fazer superavit e agora reage com paliativos. O governo federal fala agora de medidas duras, medidas reativas, mas infelizmente, a ausência de planejamento do governo impediu que essas obras de ampliação do sistema prisional pudessem ter avançado ao longo desses últimos anos", disse o senador mineiro.




terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Aécio Neves defende reformulação no Itamaraty

O senador Aécio Neves, presidenciável em 2014, foi o primeiro a apresentar suas ideias sobre áreas que considera prioritárias para discussão durante a campanha, como reintegrar o Brasil no mundo e aumentar sua projeção externa.

Fonte: O Globo

Aécio Neves defende reformulação no Itamaraty
Aécio Neves defende reformulação no Itamaraty

Um dos temas que mais suscitaram controvérsia dos últimos 12 anos foi o da formulação e execução da política externa e a condução do Itamaraty, que era considerado uma das instituições de excelência na vida pública brasileira. Aécio Neves, candidato provável da oposição em outubro, foi o primeiro a apresentar suas ideias sobre áreas que considera prioritárias para discussão durante a campanha. Como reintegrar o Brasil no mundo e aumentar sua projeção externa são os desafios.

Segundo Aécio, “O viés ideológico imposto à nossa política externa nos últimos anos está isolando o Brasil do mundo. É necessário abandonar a política externa de alinhamento ideológico adotada nos últimos anos e resgatar a tradição de competência e a atuação independente da diplomacia brasileira. O Itamaraty deve servir ao Brasil e defender o interesse nacional, acima de todo e qualquer interesse partidário. A partidarização da política externa tem consequências severas na política de comércio exterior. Especificamente em relação ao Mercosul, o bloco precisa voltar a ser o que era quando da sua concepção: uma área voltada à liberalização do comércio e à abertura de mercados. A negociação de um acordo abrangente e equilibrado entre Mercosul e União Europeia deve ser concluída, mesmo que, para tanto, o Brasil avance mais rapidamente que outros membros do bloco, para deles não ficar refém”.

A cartilha, em três parágrafos, lança o debate envolvendo questões que interessam aos empresários, aos trabalhadores e à sociedade em geral. O principal objetivo é a recuperação do prestígio do Itamaraty e de sua centralidade no processo decisório interno. O trabalho da chancelaria deveria ter como meta apenas o interesse nacional, acima de plataformas de partidos políticos. 

Entre outros temas, caberia discutir como aperfeiçoar sua gestão para evitar situações equívocas e para responder aos desafios atuais; como voltar a projetar o Brasil no mundo por meio de políticas sem preconceitos ideológicos; como ampliar o relacionamento com nossos vizinhos sul-americanos e a integração regional, hoje os maiores problemas da política externa; como voltar a dar prioridade às relações com os países desenvolvidos, de onde poderá vir a cooperação para a inovação e tecnologia; como reexaminar a estratégia de negociação comercial externa, paralisada pelo isolamento do Brasil, que em 12 anos negociou apenas três acordos de livre comércio; como aprofundar os acordos de comércio com Peru, Colômbia e México; como iniciar conversações tendentes a associar o Brasil aos acordos regionais e bilaterais com países desenvolvidos para integrar as empresas nacionais nas cadeias produtivas globais; como completar a negociação com a União Europeia, que se arrasta há mais de 12 anos; como aperfeiçoar o processo decisório interno para fortalecer a Camex e dar mais relevância e apoio ao setor externo, que só conseguiu apresentar superávit em 2013 em virtude de manobras petroleiras contábeis.

Esses são alguns dos temas que o futuro governo deverá enfrentar e que em boa hora começamos a debater.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Aécio diz que PSDB estuda processar a Caixa

O motivo é uma reportagem da revista Istoé, publicada neste fim de semana, que acusa a Caixa de transferir irregularmente mais de 525 mil contas poupança para o balanço do banco.

Fonte: Estadão

Aécio diz que PSDB estuda processar a Caixa
Aécio diz que PSDB estuda processar a Caixa


PSDB pedirá esclarecimentos formais, na segunda-feira, à Caixa Econômica Federal e diante das explicações apresentadas avaliará as medidas legais cabíveis, afirmou, em nota publicada no site do partido, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG). A Caixa foi acusada de encerrar, irregularmente, mais de 525 mil contas poupança e transferir o saldo dessas cadernetas para o balanço do banco.

Ainda de acordo com a nota, o partido fará essa avaliação "para garantir os direitos dos poupadores brasileiros, assegurar o fiel cumprimento da legislação em vigor e responsabilizar judicialmente os responsáveis por esta possível apropriação indevida e ilegal de recursos poupados por milhares de brasileiros", disse o senador.

Na mesma nota, Aécio também criticou o governo federal. "Se confirmada esta denúncia, de extrema gravidade, demonstrará, mais uma vez, a falta de limites do governo do PT em sua prática de manipulação contábil, que vem minando a credibilidade das contas públicas do país", afirmou.

A revista IstoÉ desta semana trouxe uma denúncia na qual afirma que uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) e relatórios do Banco Central (BC) mostram que a Caixa encerrou irregularmente mais de 525 mil contas poupança e usou o dinheiro para engordar seu lucro de 2012 em R$ 719 milhões.

A Caixa informou, em nota, que interrompeu a prática de cessar contas de poupança de clientes com CPF irregular e transferir o saldo dessas cadernetas para o balanço do banco. Seguindo determinação de novembro do BC, órgão responsável pela regulação do sistema financeiro, o banco estatal descontou do resultado do ano passado aproximadamente R$ 420 milhões, o que representa em torno de 7% do lucro líquido da instituição.

Sobre a incorporação do saldo das contas encerradas ao balanço do banco, a Caixa diz que o procedimento foi respaldado por auditorias independentes. Primeiro, segundo a instituição, os recursos foram alocados na rubrica de passivo. No entanto, como contabilmente não representavam uma saída provável, o banco transferiu os recursos para o resultado. A Caixa diz que a prática não tem impacto significativo no resultado da instituição. Também, de acordo com o banco, não houve descumprimento de normativos do BC.

Leia a nota:

"É estarrecedora a revelação, feita pela revista Isto É, de que a Caixa Econômica Federal confiscou mais de R$ 700 milhões das contas de poupança de cerca de meio milhão de pequenos correntistas para engordar seu lucro em 2012.

Se confirmada esta denúncia, de extrema gravidade, demonstrará, mais uma vez, a falta de limites do governo do PT em sua prática de manipulação contábil, que vem minando a credibilidade das contas públicas do país.

Nesta segunda-feira, o PSDB pedirá esclarecimentos formais à CEF e, diante das explicações apresentadas, avaliará as medidas legais cabíveis para garantir os direitos dos poupadores brasileiros, assegurar o fiel cumprimento da legislação em vigor e responsabilizar judicialmente os responsáveis por esta possível apropriação indevida e ilegal de recursos poupados por milhares de brasileiros." - Aécio Neves


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Aécio busca apoio em alianças regionais

Provável candidato do PSDB ao Planalto, senador apresenta proposta para que acordos locais sejam submetidos ao comando nacional do partido; já governadores terão autonomia.

Fonte: Estadão

Aécio busca apoio em alianças regionais
Aécio busca apoio em alianças regionais


O senador mineiro Aécio Neves, provável candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, decidiu promover uma intervenção no partido. Aécio, que também é presidente nacional da legenda, disse ontem que apresentará na próxima reunião da direção tucana, na primeira semana de fevereiro, uma resolução determinando que todos os acordos estaduais para as eleições deste ano sejam referendadas pelo comando partidário.

O plano de centralizar as decisões dos acordos estaduais tem o objetivo de obrigar que as campanhas locais do PSDB se engajem no projeto nacional de Aécio, garantindo seu palanque. A lógica local, afirmam os aliados do senador mineiro, não poderá se sobrepor à disputa pelo Planalto.

"Todas as alianças estaduais terão que passar pela aprovação da Executiva Nacional do partido. O PSDB é um partido que tem um projeto de País", disse o senador ontem, em Belo Horizonte, depois de um encontro com o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB).

Segundo o tucano, haverá delegação para que a condução dos acordos seja feita pelos diretórios estaduais, mas os dirigentes não terão poder para fazer a homologação. "Estamos já com um grupo de lideranças do partido responsável pela construção de nossas alianças estaduais. Porque elas se encaminham nesses próximos três meses." A decisão, disse, já foi comunicada "às diversas instâncias do partido".

Não ficou claro, porém, quais instâncias foram consultadas. Três membros da executiva nacional do partido ouvidos ontem pelo Estado negaram que tenham sido consultados sobre a medida, mas se disseram favoráveis à ela. "Em princípio acho a ideia correta. Temos que levar em conta o interesse nacional do partido", disse o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, vice-presidente do PSDB.

Sem resistência

A resolução, inédita no partido segundo Goldman, deve ser aprovada sem resistências na reunião da direção em fevereiro. Ela é vista por setores do partido como uma demonstração da força de Aécio.

Em campanhas presidenciais passadas, os acordos regionais eram acompanhados pelo comando nacional tucano de maneira informal e, em caso de impasse, costumava prevalecer a decisão local, dos Estados.

Segundo um aliado do senador mineiro, a proposta foi elaborada tendo em vista locais onde o PSDB não terá candidato a governador. Nos oito Estados comandados por tucanos atualmente, os governadores terão autonomia para definir suas alianças, afirma esse aliado.

Dessa forma, Aécio Neves tenta evitar ruídos em cenários delicados como São Paulo, onde o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tenta costurar uma chapa com o PSB, deixando em aberto inclusive a possibilidade de acolher um vice da legenda.

Apesar de manter boas relações com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, provável candidato do PSB ao Planalto, Aécio disputa com ele o posto de principal adversário da presidente Dilma Rousseff na sucessão presidencial de outubro e teme que, em alguns casos, a lógica local possa beneficiá-lo.

Na entrevista de ontem, Aécio ressaltou, porém, que os diretórios estaduais "não serão atropelados" pelo nacional. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Aécio Neves sugere e senado realizará homenagem aos 20 anos do Plano Real

Aécio Neves - FHC - A homenagem deve ocorrer no dia 25, mas ainda depende de confirmação, podendo ser alterada pelo Plenário.

Aécio Neves sugere e senado realizará homenagem aos 20 anos do Plano Real
Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves

O Senado realizará em fevereiro uma sessão especial para celebrar os 20 anos do lançamento do Plano Real. A homenagem deve ocorrer no dia 25, mas ainda depende de confirmação, podendo ser alterada pelo Plenário.

O Plano Real, lançado em 27 de fevereiro de 1994, no governo de Itamar Franco, com a edição da Medida Provisória 434/1994, foi um amplo programa de estabilização econômica que teve como principal objetivo o controle da hiperinflação que assolava o país.

Elaborado a partir de 1993 por uma equipe de economistas formada pelo então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, utilizou-se de diversos instrumentos econômicos e políticos para a redução da inflação que chegou a 46,58% ao mês em junho de 1994, quando do lançamento da nova moeda, o Real.

Na avaliação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que sugeriu a sessão especial, desde a implantação do Plano Real renasceu no Brasil a esperança da construção de um futuro planejado. Antes da medida, segundo Aécio, a inflação e a desordem nas finanças públicas colocaram o Brasil, por várias ocasiões, à beira do caos.

Para o senador, a celebração da criação do Plano Real é uma forma de permitir, às novas gerações, o conhecimento do que representou para o desenvolvimento do país a iniciativa empreendida no governo Itamar Franco.

Os princípios do Plano Real foram apropriados por nossa sociedade de tal forma que, desde então, os sucessivos governos não abriram mão de sua defesa. Entretanto, o tempo passa e uma nova geração de brasileiros, aqueles que eram muito jovens em 1994 e os que hoje têm menos de 20 anos, não viveram o horror da inflação, como seus pais. Mesmo a nossa memória se relativiza com o passar dos anos.”, disse Aécio.



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Presidente Nacional do PSDB, Aécio Neves, critica veto de Dilma na LDO

Dilma abriu uma brecha para afrouxar o controle sobre custos de obras públicas em 2014, ano de eleição, e que pretende acelerar a entrega dos serviços antes de ser impedida pela lei eleitoral de participar de inaugurações.

Fonte: Estadão


Presidente Nacional do PSDB, Aécio Neves, critica veto de Dilma na LDO
Presidente Nacional do PSDB, Aécio Neves, critica veto de Dilma na LDO


Após a presidente Dilma Rousseff vetar pontos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que ajudavam a controlar os custos de obras, editando-os em decreto, o senador Aécio Neves, que deve disputar o Planalto pelo PSDB, criticou o que chama de “improviso” do governo.

A presidente vetou da LDO aprovada pelo Congresso trechos que definiam tabelas oficiais da Caixa Econômica Federal e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) que são usadas como referências de preços para projetos de construção civil (chamada Sinapi) e de rodovias (Sicro).

Os valores são baseados em pesquisas de mercado e servem para orientar licitações e contratações públicas, além de fiscalização de órgãos de controle. Editadas em decreto presidencial, em vez de lei, as regras valem só para o Executivo e podem ser mudadas sem precisar de aval do Congresso. O Judiciário e o Legislativo podem adotar outros parâmetros, a seu critério.

Presidente nacional do PSDB, Aécio evitou criticar a medida em si, mas queixou-se da falta de debate para a tomada da decisão por parte do governo Dilma. “A principal crítica que faço é com relação ao improviso com que regras importantes têm sido alteradas pelo governo federal sempre com o propósito de remediar sua falta de planejamento e sua incapacidade executiva“, disse o tucano.

Para Aécio, “a substituição das bases utilizadas nos cálculos das obras devia ter merecido um amplo debate, incluindo setores da sociedade, os órgãos de controle e fiscais públicos. Não simplesmente a edição de um decreto presidencial“, afirmou. “São mudanças que preocupam exatamente porque é um governo que administra mal e que soma à má gestão uma baixa transparência.”