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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Aécio busca apoio em alianças regionais

Provável candidato do PSDB ao Planalto, senador apresenta proposta para que acordos locais sejam submetidos ao comando nacional do partido; já governadores terão autonomia.

Fonte: Estadão

Aécio busca apoio em alianças regionais
Aécio busca apoio em alianças regionais


O senador mineiro Aécio Neves, provável candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, decidiu promover uma intervenção no partido. Aécio, que também é presidente nacional da legenda, disse ontem que apresentará na próxima reunião da direção tucana, na primeira semana de fevereiro, uma resolução determinando que todos os acordos estaduais para as eleições deste ano sejam referendadas pelo comando partidário.

O plano de centralizar as decisões dos acordos estaduais tem o objetivo de obrigar que as campanhas locais do PSDB se engajem no projeto nacional de Aécio, garantindo seu palanque. A lógica local, afirmam os aliados do senador mineiro, não poderá se sobrepor à disputa pelo Planalto.

"Todas as alianças estaduais terão que passar pela aprovação da Executiva Nacional do partido. O PSDB é um partido que tem um projeto de País", disse o senador ontem, em Belo Horizonte, depois de um encontro com o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB).

Segundo o tucano, haverá delegação para que a condução dos acordos seja feita pelos diretórios estaduais, mas os dirigentes não terão poder para fazer a homologação. "Estamos já com um grupo de lideranças do partido responsável pela construção de nossas alianças estaduais. Porque elas se encaminham nesses próximos três meses." A decisão, disse, já foi comunicada "às diversas instâncias do partido".

Não ficou claro, porém, quais instâncias foram consultadas. Três membros da executiva nacional do partido ouvidos ontem pelo Estado negaram que tenham sido consultados sobre a medida, mas se disseram favoráveis à ela. "Em princípio acho a ideia correta. Temos que levar em conta o interesse nacional do partido", disse o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, vice-presidente do PSDB.

Sem resistência

A resolução, inédita no partido segundo Goldman, deve ser aprovada sem resistências na reunião da direção em fevereiro. Ela é vista por setores do partido como uma demonstração da força de Aécio.

Em campanhas presidenciais passadas, os acordos regionais eram acompanhados pelo comando nacional tucano de maneira informal e, em caso de impasse, costumava prevalecer a decisão local, dos Estados.

Segundo um aliado do senador mineiro, a proposta foi elaborada tendo em vista locais onde o PSDB não terá candidato a governador. Nos oito Estados comandados por tucanos atualmente, os governadores terão autonomia para definir suas alianças, afirma esse aliado.

Dessa forma, Aécio Neves tenta evitar ruídos em cenários delicados como São Paulo, onde o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tenta costurar uma chapa com o PSB, deixando em aberto inclusive a possibilidade de acolher um vice da legenda.

Apesar de manter boas relações com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, provável candidato do PSB ao Planalto, Aécio disputa com ele o posto de principal adversário da presidente Dilma Rousseff na sucessão presidencial de outubro e teme que, em alguns casos, a lógica local possa beneficiá-lo.

Na entrevista de ontem, Aécio ressaltou, porém, que os diretórios estaduais "não serão atropelados" pelo nacional. 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Presidente Nacional do PSDB, Aécio Neves, critica veto de Dilma na LDO

Dilma abriu uma brecha para afrouxar o controle sobre custos de obras públicas em 2014, ano de eleição, e que pretende acelerar a entrega dos serviços antes de ser impedida pela lei eleitoral de participar de inaugurações.

Fonte: Estadão


Presidente Nacional do PSDB, Aécio Neves, critica veto de Dilma na LDO
Presidente Nacional do PSDB, Aécio Neves, critica veto de Dilma na LDO


Após a presidente Dilma Rousseff vetar pontos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que ajudavam a controlar os custos de obras, editando-os em decreto, o senador Aécio Neves, que deve disputar o Planalto pelo PSDB, criticou o que chama de “improviso” do governo.

A presidente vetou da LDO aprovada pelo Congresso trechos que definiam tabelas oficiais da Caixa Econômica Federal e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) que são usadas como referências de preços para projetos de construção civil (chamada Sinapi) e de rodovias (Sicro).

Os valores são baseados em pesquisas de mercado e servem para orientar licitações e contratações públicas, além de fiscalização de órgãos de controle. Editadas em decreto presidencial, em vez de lei, as regras valem só para o Executivo e podem ser mudadas sem precisar de aval do Congresso. O Judiciário e o Legislativo podem adotar outros parâmetros, a seu critério.

Presidente nacional do PSDB, Aécio evitou criticar a medida em si, mas queixou-se da falta de debate para a tomada da decisão por parte do governo Dilma. “A principal crítica que faço é com relação ao improviso com que regras importantes têm sido alteradas pelo governo federal sempre com o propósito de remediar sua falta de planejamento e sua incapacidade executiva“, disse o tucano.

Para Aécio, “a substituição das bases utilizadas nos cálculos das obras devia ter merecido um amplo debate, incluindo setores da sociedade, os órgãos de controle e fiscais públicos. Não simplesmente a edição de um decreto presidencial“, afirmou. “São mudanças que preocupam exatamente porque é um governo que administra mal e que soma à má gestão uma baixa transparência.”

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Senador Aécio Neves: O Brasil merece um governo mais justo e eficiente

No Encontro Regional da Amazônia Oriental, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), ressaltou, nesta quinta-feira (05/12), que os tucanos tratam e respeitam o Brasil de forma justa e sem discriminação.

Fonte: PSDB Nacional

Senador Aécio Neves: O Brasil merece um governo mais justo e eficiente
Senador Aécio Neves: O Brasil merece um governo mais justo e eficiente

O senador Aécio Neves deu uma resposta aos apelos feitos por lideranças de que a região tem isso desprezada pelo governo federal. Para um público de cerca de três mil pessoas, Aécio destacou que as mudanças, que o Brasil deseja, devem começar com a inauguração de um novo ciclo.

O Brasil merece um governo mais justo e eficiente”, afirmou Aécio. “Política é para quem tem coragem, espírito público e dignidade. Venho de uma história de homens públicos. Nós temos a responsabilidade de apresentarmos uma alternativa a um modelo que fracassou”, afirmou em discurso.

O presidente do PSDB destacou que há exemplos dentro do próprio partido que servem como referência para uma nova etapa política para o país. “Os brasileiros precisam readquirir a confiança nos seus governantes. Se vocês estão descrentes na política, deem um Google e olhem o que está acontecendo no Pará”, disse ele.

Aécio lembrou que os tucanos dispõem de aliados especiais. “Temos aliados extraordinários. O Brasil quer de nós a postura que sempre tivemos de respeito ao dinheiro público. O nosso desafio é fazer renascer, do fundo da alma, a esperança”, ressaltou.

Políticas públicas

O senador afirmou que as políticas públicas a serem propostas ao país pelo PSDB serão preparadas com o apoio e a ajuda da população. “As políticas não devem ser formuladas em gabinetes fechados em Brasília. Quem vai desenvolver essa região são vocês”, disse.

Respondendo aos apelos dos paraenses que se queixaram de discriminação por parte do poder central, Aécio disse que falta generosidade ao governo federal para com os estados e municípios brasileiros.

O Brasil vai ser tratado de forma justa”, afirmou. “Queremos fazer uma convocação definitiva da luta com decência e dignidade”, disse.

Novo código mineral

Ao lado do governador do Pará, Simão Jatene, de deputados, vereadores e lideranças como prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, e os senadores Flexa Ribeiro e Mário Couto, o presidente do PSDB criticou a decisão do governo federal de adiar para o ano que vem a votação do novo código mineral. Reivindicação histórica de estados e municípios que sofrem exploração de recursos naturais, o novo código estabelece mudanças nas leis e no cálculo dos royalties minerais.

Há muito anos, temos lutado por um novo marco regulatório do setor mineral. Infelizmente o governo do PT vem adiando isso sucessivamente. Apenas agora, há pouco tempo, enviou uma proposta ao Congresso e voltou a adiar a votação dessa proposta. Infelizmente, mais uma vez, a maioria governista já parece que manda para o ano que vem. Já há um novo período de perdas para os nossos estados. Enquanto os royalties de petróleo beneficiaram estados e municípios produtores de petróleo no ano passado R$ 35 bilhões no ano passado, os royalties minerais distribuíram apenas R$ 1,8 bilhões, sendo que apenas 500 e poucos milhões vieram para o Estado do Pará. Isso é injusto, isso é inaceitável. E essa é uma questão que, para o PSDB, é crucial”, afirmou.