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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Aécio diz que PSDB estuda processar a Caixa

O motivo é uma reportagem da revista Istoé, publicada neste fim de semana, que acusa a Caixa de transferir irregularmente mais de 525 mil contas poupança para o balanço do banco.

Fonte: Estadão

Aécio diz que PSDB estuda processar a Caixa
Aécio diz que PSDB estuda processar a Caixa


PSDB pedirá esclarecimentos formais, na segunda-feira, à Caixa Econômica Federal e diante das explicações apresentadas avaliará as medidas legais cabíveis, afirmou, em nota publicada no site do partido, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG). A Caixa foi acusada de encerrar, irregularmente, mais de 525 mil contas poupança e transferir o saldo dessas cadernetas para o balanço do banco.

Ainda de acordo com a nota, o partido fará essa avaliação "para garantir os direitos dos poupadores brasileiros, assegurar o fiel cumprimento da legislação em vigor e responsabilizar judicialmente os responsáveis por esta possível apropriação indevida e ilegal de recursos poupados por milhares de brasileiros", disse o senador.

Na mesma nota, Aécio também criticou o governo federal. "Se confirmada esta denúncia, de extrema gravidade, demonstrará, mais uma vez, a falta de limites do governo do PT em sua prática de manipulação contábil, que vem minando a credibilidade das contas públicas do país", afirmou.

A revista IstoÉ desta semana trouxe uma denúncia na qual afirma que uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) e relatórios do Banco Central (BC) mostram que a Caixa encerrou irregularmente mais de 525 mil contas poupança e usou o dinheiro para engordar seu lucro de 2012 em R$ 719 milhões.

A Caixa informou, em nota, que interrompeu a prática de cessar contas de poupança de clientes com CPF irregular e transferir o saldo dessas cadernetas para o balanço do banco. Seguindo determinação de novembro do BC, órgão responsável pela regulação do sistema financeiro, o banco estatal descontou do resultado do ano passado aproximadamente R$ 420 milhões, o que representa em torno de 7% do lucro líquido da instituição.

Sobre a incorporação do saldo das contas encerradas ao balanço do banco, a Caixa diz que o procedimento foi respaldado por auditorias independentes. Primeiro, segundo a instituição, os recursos foram alocados na rubrica de passivo. No entanto, como contabilmente não representavam uma saída provável, o banco transferiu os recursos para o resultado. A Caixa diz que a prática não tem impacto significativo no resultado da instituição. Também, de acordo com o banco, não houve descumprimento de normativos do BC.

Leia a nota:

"É estarrecedora a revelação, feita pela revista Isto É, de que a Caixa Econômica Federal confiscou mais de R$ 700 milhões das contas de poupança de cerca de meio milhão de pequenos correntistas para engordar seu lucro em 2012.

Se confirmada esta denúncia, de extrema gravidade, demonstrará, mais uma vez, a falta de limites do governo do PT em sua prática de manipulação contábil, que vem minando a credibilidade das contas públicas do país.

Nesta segunda-feira, o PSDB pedirá esclarecimentos formais à CEF e, diante das explicações apresentadas, avaliará as medidas legais cabíveis para garantir os direitos dos poupadores brasileiros, assegurar o fiel cumprimento da legislação em vigor e responsabilizar judicialmente os responsáveis por esta possível apropriação indevida e ilegal de recursos poupados por milhares de brasileiros." - Aécio Neves


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Aécio busca apoio em alianças regionais

Provável candidato do PSDB ao Planalto, senador apresenta proposta para que acordos locais sejam submetidos ao comando nacional do partido; já governadores terão autonomia.

Fonte: Estadão

Aécio busca apoio em alianças regionais
Aécio busca apoio em alianças regionais


O senador mineiro Aécio Neves, provável candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, decidiu promover uma intervenção no partido. Aécio, que também é presidente nacional da legenda, disse ontem que apresentará na próxima reunião da direção tucana, na primeira semana de fevereiro, uma resolução determinando que todos os acordos estaduais para as eleições deste ano sejam referendadas pelo comando partidário.

O plano de centralizar as decisões dos acordos estaduais tem o objetivo de obrigar que as campanhas locais do PSDB se engajem no projeto nacional de Aécio, garantindo seu palanque. A lógica local, afirmam os aliados do senador mineiro, não poderá se sobrepor à disputa pelo Planalto.

"Todas as alianças estaduais terão que passar pela aprovação da Executiva Nacional do partido. O PSDB é um partido que tem um projeto de País", disse o senador ontem, em Belo Horizonte, depois de um encontro com o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB).

Segundo o tucano, haverá delegação para que a condução dos acordos seja feita pelos diretórios estaduais, mas os dirigentes não terão poder para fazer a homologação. "Estamos já com um grupo de lideranças do partido responsável pela construção de nossas alianças estaduais. Porque elas se encaminham nesses próximos três meses." A decisão, disse, já foi comunicada "às diversas instâncias do partido".

Não ficou claro, porém, quais instâncias foram consultadas. Três membros da executiva nacional do partido ouvidos ontem pelo Estado negaram que tenham sido consultados sobre a medida, mas se disseram favoráveis à ela. "Em princípio acho a ideia correta. Temos que levar em conta o interesse nacional do partido", disse o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, vice-presidente do PSDB.

Sem resistência

A resolução, inédita no partido segundo Goldman, deve ser aprovada sem resistências na reunião da direção em fevereiro. Ela é vista por setores do partido como uma demonstração da força de Aécio.

Em campanhas presidenciais passadas, os acordos regionais eram acompanhados pelo comando nacional tucano de maneira informal e, em caso de impasse, costumava prevalecer a decisão local, dos Estados.

Segundo um aliado do senador mineiro, a proposta foi elaborada tendo em vista locais onde o PSDB não terá candidato a governador. Nos oito Estados comandados por tucanos atualmente, os governadores terão autonomia para definir suas alianças, afirma esse aliado.

Dessa forma, Aécio Neves tenta evitar ruídos em cenários delicados como São Paulo, onde o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tenta costurar uma chapa com o PSB, deixando em aberto inclusive a possibilidade de acolher um vice da legenda.

Apesar de manter boas relações com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, provável candidato do PSB ao Planalto, Aécio disputa com ele o posto de principal adversário da presidente Dilma Rousseff na sucessão presidencial de outubro e teme que, em alguns casos, a lógica local possa beneficiá-lo.

Na entrevista de ontem, Aécio ressaltou, porém, que os diretórios estaduais "não serão atropelados" pelo nacional. 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Aloysio Nunes aprova cartilha do PSDB proposta por Aécio Neves

Aloysio Nunes "ideias que correspondem aos valores da social democracia".

Fonte: PSDB Nacional

Aloysio Nunes aprova cartilha do PSDB proposta por Aécio Neves
Aloysio Nunes aprova cartilha do PSDB proposta por Aécio Neves


Para o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), o documento “Para mudar de verdade o Brasil – Confiança, cidadania e prosperidade”, texto com as bases da nova agenda que o partido pretende propor ao Brasil, contém ideias que correspondem às práticas do PSDB em 25 anos de vida pública.

Não são ideias lançadas a partir, simplesmente, de uma visão marqueteira da política, mas correspondem à nossa vivência dos valores da social democracia, à nossa experiência por ter governado o Brasil durante oito anos com Fernando Henrique, por ter dirigido e por dirigir atualmente estados importantíssimos do nosso país, e um sem número de prefeituras”, avaliou.

“São ideias que correspondem à nossa prática, nossa pregação no Congresso, nas câmaras municipais, nas assembleias legislativas”.

Iniciativa proposta pelo presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e lançada nesta terça-feira (17), em Brasília (DF), o texto reúne 12 temas discutidos durante os encontros regionais que a legenda promoveu ao longo do ano.

São ideias, a partir de três pilares fundamentais – cidadania, confiança e prosperidade –, que se desdobram em uma série de itens e são lançadas para o debate. Não será um programa apenas do PSDB, e nem tampouco do PSDB e das forças que nos apoiarão para a presidência da República”, disse Aloysio.

Nós queremos que seja um programa que mobilize a grande maioria dos brasileiros que querem mudar, e que querem mudar o Brasil para melhor. Nós acreditamos que os valores da social democracia fornecem um balizamento seguro para essa mudança”, completou.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Para mudar o Brasil - Aécio Neves para a Folha de S.Paulo

Aécio Neves diz que as grandes conquistas nacionais não foram suficientes para acolher todos os brasileiros e “grande parte dos nossos ficaram e continuam pelo caminho”.

Fonte: Folha de S.Paulo


Para mudar o Brasil - Aécio Neves para a Folha de S.Paulo



O PSDB apresenta amanhã, em Brasília, as primeiras ideias colhidas em encontros regionais, que, acreditamos, podem representar as bases de uma nova agenda para o Brasil.

Não se trata de um diagnóstico técnico ou um programa de governo, mas de reivindicações, cobranças, expectativas e sentimentos vindos dos quatro cantos do país, que constituem pontos de partida para o aprofundamento do diálogo com os brasileiros.

Nesse tempo, fomos honrados com a preciosa interlocução de cidadãos, profissionais e militantes das mais diversas causas. E mergulhamos em alguns dos grandes desafios das regiões. Constatamos que as urgências de dez anos atrás permanecem as mesmas de hoje. E vimos surgir novos desafios.

Testemunhamos a luta diária das famílias nordestinas, vítimas e reféns da seca e os limites do atual projeto de gerenciamento da pobreza extrema, sem horizonte concreto capaz de libertar e habilitar uma nova cidadania.

Fomos impactados pela tragédia de milhares de vidas perdidas impunemente nas grandes cidades, em um país que não tem sequer um arremedo de política nacional de segurança, e pelo desastre cotidiano de um sistema de saúde abandonado em macas pelos corredores de hospitais superlotados, em filas imensas, em demora, desvios e desrespeito.

Foi possível ver de perto, no Centro-Oeste, a contradição entre a alta produtividade brasileira da porteira para dentro e os gargalos da infraestrutura precária que se eternizaram da porteira para fora, travando nosso desenvolvimento.

É desolador constatar o declínio da indústria de transformação e a extinção dos melhores empregos e como fazem falta ao país o direito básico do cidadão de ter acesso a uma educação de qualidade, os anos perdidos em escolaridade e uma mão de obra mais qualificada.
Dos inúmeros fragmentos de esperanças irrealizadas foi possível modelar uma paisagem de desafios reais a serem vencidos. Nela, descobre-se que as grandes conquistas nacionais não foram suficientes para acolher todos os brasileiros e grande parte dos nossos ficaram e continuam pelo caminho.
Descortina-se um país inteiro ainda a ser construído, que demanda a superação do "nós e eles", estimulado pelo poder central, e a construção de uma inédita convergência em torno das grandes causas nacionais. Para isso, é preciso desprendimento, espírito público e generosidade. A formatação de um novo diálogo nacional tornou-se imprescindível para que a lógica das decisões do poder público, tantas vezes distante da realidade, ganhe legitimidade e efetiva participação da cidadania.

É hora de somar forças para a construção coletiva de um novo projeto para mudar de verdade o Brasil.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O senador Aécio Neves critica monólogo de Dilma Rousseff

Aécio disse que "Há uma diferença enorme de visibilidade entre aquela que está no poder e os candidatos de oposição. Quando houver uma diminuição dessa diferença, aí sim a campanha começa pra valer"

Fonte: PSDB Nacional

O senador Aécio Neves critica monólogo de Dilma Rousseff
O senador Aécio Neves critica monólogo de Dilma Rousseff

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), concedeu entrevista à imprensa nesta segunda-feira (2), em São Paulo. Leia abaixo.

Sobre a pesquisa Datafolha.

Deve preocupar muito o governo, porque 66% da população querem mudanças profundas. Esse é o dado consistente nesse momento. Faço uma analogia com o que ocorreu há quatro anos. No final de 2009 existia um sentimento de continuidade. As pesquisas mostravam isso. A economia crescendo, o emprego crescendo de forma muito vigorosa. O presidente curtindo popularidade. Nesse mesmo momento, a atual presidente tinha cerca de 17%, 18% das intenções de voto. Ela só começou a vestir o figurino da continuidade no momento em que teve visibilidade, que ela pode falar com as pessoas. E é o que não aconteceu ainda.

Nos grandes espaços da comunicação de massa há um monólogo da presidente da República, seja institucionalmente, seja através de uma bilionária propaganda de governo. Tenho muito tranquilidade. Acho que o sentimento é de mudança e cabe a nós, do PSDB, mostrar que podemos ser a mudança com segurança no Brasil. Por isso vamos começar a falar agora o que faríamos, quais são as etapas que o Brasil precisa vencer, quais são os desafios mais emergenciais que temos pela frente. Pretendo esse ano ainda colocar em discussão um conjunto de ideias que comece a escrever esse caminho que o PSDB percorreria se chegasse no governo.

Sobre resistência principalmente de Marina Silva a acordos de PSB e PSDB nos estados. Como estão as conversas com Campos?

Não sei se é resistência dela. Nós, do PSDB, temos palanques muito sólidos na maioria nos estados e vamos continuar a ter esses palanques. Da nossa parte, não há restrição alguma a que as alianças estaduais sejam mantidas em função da realidade local. Têm locais em que o PSB é nosso parceiro, têm locais em que não é, e isso não altera nossa relação nacional. O PSDB nisso está muito tranquilo. Estamos consolidando nossos palanques e acho que em praticamente todos os estados brasileiros seremos o principal adversário do PT.


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Senador Aécio estará em Franca e Bauru (SP) nesta sexta e sábado

Aécio - O objetivo é promover a integração da legenda, debatendo temas de interesse regional e fortalecendo a atuação do partido.

Fonte: PSDB Nacional

Aécio Neves: presidente do PSDB
Aécio Neves: presidente do PSDB

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), estará em Franca (SP) nesta sexta-feira (29/11) para participar de encontro com deputados, prefeitos, vereadores e lideranças da região.

O objetivo é promover a integração da legenda, debatendo temas de interesse regional e fortalecendo a atuação do partido.

Já no sábado (30/11), o senador se reúne com lideranças tucanas em Bauru (SP).

Para o presidente do diretório estadual do PSDB em São Paulo, deputado federal Duarte Nogueira (SP), a visita ao interior paulista representa um passo importante na construção de uma nova agenda.

É uma aproximação do presidente nacional do partido com a sociedade civil organizada de São Paulo, o estado mais populoso do país, que vai ao encontro do compromisso do PSDB de dialogar mais”, avalia.

O parlamentar considera fundamental o contato pessoal entre a dirigência do partido e os representantes de todas as regiões.

O Brasil precisa de uma nova agenda. Virar essa página do abuso da propaganda em detrimento de políticas públicas que melhorem a vida das pessoas. O país não cresce e perde oportunidades de melhorar a saúde, a educação, a segurança”, coloca.

E completa: “É importante poder ouvir as pessoas, fazer elas se sentirem parte desse projeto que o PSDB vai apresentar no ano que vem”.

SERVIÇO:

Encontro em Franca (SP)
Data: 29-11-13
Horário: 18h
Local: Hotel Dan Inn. Av. Alfredo Tozzi, 1088 – Núcleo Alpha

Encontro em Bauru (SP)
Data: 30-11-13
Horário: 9h
Local: Auditório da Instituição Toledo de Ensino (ITE). Praça 9 de Julho, 1-51 – Vila Falcão (próximo ao Estádio do Noroeste).



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Entrevista do senador Aécio Neves no Encontro Regional do PSDB do Centro-Oeste

Aécio falou sobre sua possível candidatura para as eleições de 2014, a importância do agronegócio no país e a prisão dos dirigentes do PT.

Fonte: PSDB



Entrevista do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves 
Local: Goiânia – Encontro Regional do PSDB do Centro-Oeste

Sobre o Encontro Regional do PSDB no Centro-Oeste

Em primeiro lugar, quero dizer da minha alegria em estar mais uma vez em Goiás, mais uma vez em Goiânia, ao lado do meu companheiro, amigo Marconi Perillo, extraordinário governador que é. Ao lado de algumas das principais lideranças do PSDB do país, que aqui hoje nos acompanham.

E o que estamos fazendo é aquilo que nos propusemos a fazer lá atrás, conversando com os brasileiros. Conversando para quê? Para construir uma proposta alternativa a essa que está aí. Tenho dito sempre, e falo isso como presidente nacional do PSDB, que ao PSDB não é uma opção, uma possibilidade ter um projeto alternativo a esse. É uma obrigação, é a nossa responsabilidade. Apresentar ao Brasil um projeto mais generoso com os municípios e com os estados brasileiros. Um projeto mais ético, um projeto mais eficiente do ponto de vista da gestão pública e, sobretudo, um projeto onde a gestão da economia seja feita com eficiência, com tolerância zero com a inflação, com transparência nos dados fiscais. O Brasil precisa iniciar um novo ciclo, onde eficiência e ética possam caminhar juntas.

E venho a Goiás, um estado irmão do meu, Minas Gerais. Costumo dizer que não existe fronteira a separar Goiás e Minas Gerais. Seja na questão cultural, na questão econômica e, até mesmo, no sentimento de nacionalidade. Minas e Goiás estão no coração do Brasil. Têm uma expectativa do ponto de vista do seu desenvolvimento muito parecida, mas têm um sonho. O sonho de ver esse Brasil realmente um Brasil de todos os brasileiros. Não apenas na propaganda oficial, mas nas ações cotidianas do governo.

O senhor já fala como pré-candidato do partido ou vai ter prévias? 

Você sabe que venho de Minas Gerais. Em Minas, assim como em Goiás também, a gente nunca coloca o carro na frente dos bois. Estou aqui como presidente nacional do partido, mas com responsabilidade, sim, de dizer o que pensamos.

Absolutamente injusto e inaceitável que o governo do PT, que há dez anos, quando assumiu o governo, via o governo federal participar com 56% de tudo que se gastava com saúde pública, hoje participar apenas com 45%. Acho inaceitável que na questão da criminalidade, que é hoje uma chega a corroer todas as regiões do Brasil, o governo federal, que é responsável pelo controle das nossas fronteiras, pelo tráfico de armas e drogas, participar apenas com 13% do conjunto de investimentos. 87% de tudo que se gasta em segurança pública vêm dos cofres estaduais e municipais.

Precisamos de um governo generoso, que cuide das pessoas, que se preocupe menos com a propaganda partidária, menos com as eleições, e mais em governar. Infelizmente, não temos hoje, me permitam dizer, uma presidente da República full time, temos uma candidata a presidente da República, trabalhando única e exclusivamente pela sua eleição, enquanto o Brasil perde credibilidade, os indicadores econômicos são terríveis, temos um crescimento extremamente baixo, vamos crescer apenas mais que a Venezuela esse ano, e inflação alta.

O Brasil perde credibilidade junto ao conjunto de nações que buscam investimentos. Do ponto de vista da gestão, a grande mãe do PAC deixou de existir. Aliás, filho feio não tem pai nem mãe. Ninguém ouve mais falar na mãe do PAC. Por quê? Porque o Brasil é um cemitério de obras inacabadas. Aqui na região, vocês sabem disso. Sabem como anda a Norte-Sul, prometida com seus trechos todos prontos. As hidrovias.

Você anda pelo Brasil, vai encontrar a transposição do rio São Francisco, que ia ser inaugurada em 2010, ia gastar R$ 3,5 bilhões, já gastou mais de R$ 4 bilhões e não sabe quando vai ficar pronta. O Brasil tem uma refinaria sendo construída hoje, em Pernambuco, a Abreu e Lima, orçada em R$ 4 bilhões. Já gastaram R$ 17 bilhões, não fica pronta por menos de R$ 30 bilhões. Posso ficar dias falando para vocês. A Transnordestina, a mesma coisa. O dobro do orçado já foi gasto, não se sabe quando vai ficar pronta. Isso não é normal.

O governo do PT quer fazer parecer que isso é do dia a dia da administração pública. Não é. O Brasil precisa iniciar rapidamente um novo ciclo, com as pessoas ocupando cargos públicos pela qualificação, não pela filiação partidária. Portanto, esta é a responsabilidade do PSDB. E estou absolutamente convencido de que vamos para o segundo turno, e quem for para o segundo turno vai vencer as eleições.

O presidente do PSDB-GO, Paulo de Jesus, disse que houve consenso já das 27 federações. E que seu nome foi escolhido. Está certo?

Tenho recebido manifestações de muito entusiasmo por onde ando. O próprio governador Marconi talvez tenha sido a primeira das mais expressivas lideranças do PSDB a, de forma muito clara, sinalizar nessa direção. Mas temos ainda conversas a fazer dentro do partido e o essencial é que o PSDB apresente ao Brasil as suas ideias, pelo menos as suas ideias-força, não um programa ainda acabado, isso será construído ao longo do processo eleitoral, para que no momento em que surgir, for oficializada a candidatura, as pessoas olhem para esse candidato e percebam que ali vai haver alguém ético, alguém que compreenda, como disse, a necessidade de fortalecermos municípios e estados.

Alguém que vai cuidar da segurança pública para fazer, com planejamento – aliás, essa palavra inexiste no governo do PT. Enfim, o que precisamos agora é detalhar essas que são as nossas primeiras grandes prioridades do PSDB. Anuncio aqui hoje em Goiânia que no próximo dia 10 de dezembro – anunciando pela primeira vez essa como a data oficial – ao lado do governador Marconi Perillo, que espero possa estar conosco, das principais lideranças nossas de Goiás e do Centro-Oeste, o PSDB vai lançar o seu decálogo.

O PSDB vai lançar a nova agenda, a agenda que precisamos enfrentar com urgência para que as conquistas que tivemos nos últimos anos, desde o governo do presidente Fernando Henrique, não se percam, porque muitas delas estão em risco. A grande verdade é que a agenda que superamos lá atrás, a agenda da inflação alta, da retomada da credibilidade do país, da modernização da economia voltou a ser a agenda de hoje. Infelizmente, o longo aprendizado do PT no governo tem custado muito caro ao Brasil.

Temos hoje no país um governo que demonizou, por exemplo, as concessões, as privatizações durante 10 anos, agora as faz de forma atabalhoada, improvisada. Na verdade o que a gente tem hoje, falando algo que as pessoas vão entender sobretudos os mais jovens vão entender, tem um software pirata em execução no Brasil.

Queremos recuperar o software original. Queremos eficiência na gestão pública, parceria com o setor privado e, sobretudo, um governo mais generoso com as pessoas, que cuide da saúde, que cuide da segurança, que melhore a educação. E ninguém tem melhores condições de fazer isso que o PSDB com suas experiências. Inclusive a experiência de Goiás que é pioneiro em inúmeras ações que hoje existem no governo federal e existem em outros governos estaduais.

Sobre importância do agronegócio no país 

Estive recentemente no Mato Grosso, estive recentemente em Sorriso (MT) e você sai encantado ao ver a força do produtor rural. Temos de dar é muito apoio e um agradecimento público a quem trabalha no campo. A quem tem ajudado o Brasil a superar indicadores terríveis. Se não fosse o agronegócio, a agropecuária, estaríamos talvez com um crescimento negativo.

Portanto, temos de tratar o produtor rural com decência e com muito respeito. E é isso o que o PSDB sempre fez e vai continuar fazendo. O Brasil, sobretudo esta região, o Centro-Oeste, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, da porteira para dentro somos os mais produtivos do mundo. Inovamos, temos hoje uma preocupação já cultural do produtor rural, em relação à necessidade da preservação ambiental, mas o problema é da porteira para fora. Da porteira para fora falta tudo.

Não tem estrada, não tem ferrovia, não tem portos. Por quê? Porque o governo federal não planejou. O governo federal improvisou. Por isso, tenho sentimento, por onde tenho andado, nos últimos meses andei por praticamente todo o Brasil, falando e ouvindo, portanto, conversando, na verdade eu venho hoje conversar com os companheiros do Centro-Oeste, porque eu percebo que este ciclo de governo do PT está no fim, em benefício do Brasil.

Sobre a prisão de dirigentes do PT 

Havia uma expectativa da sociedade brasileira para o desfecho deste processo. Esta é a grande realidade. Nunca apontei este deveria ser condenado, aquele não. O que eu sempre disse, como presidente do PSDB, repito aqui, aqueles que, na visão do Supremo Tribunal Federal, eram culpados, sobre quem as provas eram contundentes, deveriam ser punidos. E aqueles que sobre quem as provas não eram claras, deveriam ser absolvidos. Mas precisava haver um desfecho. E este desfecho ocorreu. Isso reduz um pouco o sentimento dos brasileiros. A sensação de impunidade à qual quase que nos acostumávamos, mesmo que indignados a conviver ultimamente. Portanto, foi o desfecho. É preciso que se respeite a decisão do Supremo. Não há nada de política nessa decisão. Falamos da Suprema Corte brasileira composta em três quartos nos governos do PT e esta decisão ser respeitada. E, ao mesmo tempo, eu disse ontem e quero repetir aqui, respeito a decisão do ministro Joaquim Barbosa que achou correto, a partir de uma avaliação dos médicos, sobre a necessidade do deputado José Genuíno cumprir a prisão domiciliar ou hospitalar. Se houver a confirmação desta necessidade, essa facilidade, essa benevolência deve ser dada até porque ela respeita aquilo que a lei prevê hoje no Brasil. Mas objetivamente, o Supremo fez a sua parte e acho que esta era a expectativa da população.



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Acompanhe o evento Federação Já! Poços de Caldas + 30 com a presença de Aécio Neves

PSDB celebra nesta segunda-feira os 30 anos da campanha pelas eleições diretas no país, assinada por Tancredo Neves e Franco Montoro, no "Poços de Caldas + 30". O senador mineiro e presidenciável tucano, Aécio Neves, propõe "um novo pacto", com defesa da "autonomia e fortalecimento" de Estados e municípios.
Fonte: PSDB Nacional

Federação Já! Poços de Caldas + 30
Federação Já! Poços de Caldas + 30 

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, governadores do partido em oito estados, senadores, deputados, prefeitos, vereadores e principais lideranças políticas tucanas no país se reunirão em Poços de Caldas (MG), na próxima segunda-feira (18), para o encontro Federação Já, Poços de Caldas + 30.

O encontro será transmitido ao vivo, pela web, por meio do site: www.psdb.org.br/ao-vivo. Internautas poderão acompanhar o evento a partir das 11h30.

Na ocasião, serão comemorados os trinta anos de lançamento da “Declaração de Poços de Caldas” – primeiro documento público do Movimento das Diretas Já, divulgado em 19 de novembro de 1983 pelos governadores Tancredo Neves (MG) e Franco Montoro (SP).

Também será reafirmado o compromisso do PSDB com os princípios da soberania, cidadania, dignidade e pluralismo da Federação brasileira.

SERVIÇO

Federação Já, Poços de Caldas + 30
Data: 18-11-13 (segunda-feira)

Transmissão ao vivo: 11h30, pelo link www.psdb.org.br/ao-vivo
Local: Palace Hotel Poços de Caldas. Praça Dr. Pedro Sanches, s/nº – Centro

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Aécio Neves: estou 'ligando motores' para as eleições

senador Aécio Neves, presidente do PSDB, discursou a membros do PSDB gaúcho, nessa segunda-feira, 11,em São Leopoldo (RS). Em seu discurso, Aécio afirmou estar ligando os motores para a campanha presidencial de 2014. Em palestra no encontro da sigla, Aécio Neves criticou Dilma e o governo do PT, lembrando das conquistas da gestão do PSDB na presidência.

Fonte: Estadão

Aécio: estou 'ligando motores' para as eleições
Aécio Neves diz estar 'ligando motores' para as eleições

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse na noite desta segunda-feira, 11, em São Leopoldo (RS), durante discurso a membros do PSDB gaúcho, que está "ligando os motores" para a campanha à presidência da República no ano que vem. Em participação no encerramento do encontro estadual da sigla no município da Região Metropolitana de Porto Alegre, Aécio criticou o governo Dilma Rousseff e lembrou de conquistas da gestão tucana na Presidência. Mas, mesmo com o discurso de campanha, evitou declarar-se candidato.

"Hoje nós estamos aquecendo as baterias, ligando os motores. Vamos nos ver muitas vezes nesta campanha. Eu quero vencer no Rio Grande do Sul", disse Aécio aos cerca de 500 membros do partido reunidos em um ginásio de esportes em São Leopoldo.

O senador usou o Trensurb (metrô de superfície gaúcho) para deslocar-se de Porto Alegre até a cidade, distante cerca de 40 quilômetros da capital. "Minha presença no Rio Grande do Sul não é apenas para motivação para a campanha. Nós temos a responsabilidade e a obrigação de apresentar para o Brasil um projeto de poder e de governo alternativo a este que está aí. Este ciclo de governo do PT tem que se encerrar no Brasil. O PT abandonou um projeto de país para se concentrar exclusivamente em um projeto de poder."

Além dos ataques ao PT, o senador elencou o que chamou de "conquistas" do PSDB no período de Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República (1995-2003). Citou a estabilidade econômica, o início de programas sociais e a "credibilidade do Brasilno cenário internacional", em discurso afinado com outras manifestações do senador em eventos em Porto Alegre também nesta segunda-feira e em outros estados nos últimos dias.

Aécio não mencionou seu principal adversário na disputa interna pela nomeação para a candidatura presidencial, o ex-governador de São Paulo José Serra, mas pediu "unidade de propósitos e de coração" dos colegas tucanos nas eleições de 2014. "Quem for para o segundo turno com a atual presidente vai vencer as eleições. Eu espero que sejamos nós."

O presidente estadual da sigla no Rio Grande do Sul, deputado estadual Adilson Troca, sinalizou no encerramento do evento de ontem que, no Estado, o PSDB prefere Aécio. "OPSDB no Rio Grande do Sul está unido em torno da sua candidatura", afirmou o deputado. E a ex-governadora Yeda Crusius deu o tom da campanha que está por vir. "Vamos fazer muito barulho: o Aécio está chegando!"



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Projeto de Aécio Neves estende a produtores de cana de açúcar em MG e no ES subsídio dado à área da seca

O projeto do senador do PSDB, Aécio Neves, corrige injustiça cometida pelo governo federal na Medida Provisória 615, que concedeu subsídios aos produtores atingidos pela seca, mas deixou de fora os municípios de Minas e do Norte do Espírito Santo que também integram a Sudene.

Aécio Neves, presidente do PSDB
Aécio Neves, presidente do PSDB

O senador Aécio Neves apresentou, nesta quinta-feira (07/11), projeto de lei que estende aos produtores de cana-de-açúcar atingidos pela seca nos municípios da Área Mineira da Sudene ajuda financeira dada aos estados do Nordeste. O projeto do senador Aécio corrige injustiça cometida pelo governo federal na Medida Provisória 615, que concedeu subsídios aos produtores atingidos pela seca, mas deixou de fora os municípios de Minas e do Norte do Espírito Santo que também integram a Sudene.

Aprovado o projeto do senador Aécio Neves, os produtores de cana em Minas e no Espírito Santo terão acesso a crédito de até R$ 75,8 milhões. Cada produtor terá direito a receber até o fim do próximo ano R$ 12,00 por tonelada da safra 11/12 comercializada. O limite é de 10 mil toneladas por produtor.

“Estamos garantindo benefícios para que os produtores de cana-de-açúcar das regiões mais pobres de Minas e do Espírito Santo possam ser atendidos e possam sobreviver. O que nos espanta é essa absoluta falta de critério do governo federal, que considera uns merecedores e outros não, mas todos estão na mesma situação”, afirmou Aécio Neves.

A MP 615 sancionada mês passado pela presidente Dilma Rousseff deixou de fora do programa de crédito municípios dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, do Norte de Minas, e Norte do Espírito Santo, sendo eles municípios do semiárido atingidos pelos mesmos danos causados pela seca e com baixos indicadores sociais.

“A gravíssima seca assolou o Nordeste brasileiro e também municípios de Minas e do Norte do Espírito Santo, mas o governo federal concedeu incentivos apenas para a região Nordeste. Os produtores merecem sim o apoio do governo federal, mas todos aqueles que sofreram prejuízos. Esse apoio, portanto, deve ser estendido a todo conjunto de municípios que fazem parte da Sudene”, disse Aécio Neves.

Os produtores de Minas responderam por 2,13 milhões de toneladas na safra nacional 2011/2012 e 4,18 milhões pelo Espírito Santo.