terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O senador Aécio critica viagem de Dilma e promete governar com metade dos ministérios

O senador mineiro criticou nesta segunda-feira, 3 de fevereiro, a recente viagem a Portugal da presidente Dilma Rousseff (PT), afirmando o episódio serve como uma amostra da falta de transparência do governo federal. Aécio também criticou a reforma ministerial em andamento.

Fonte: O Globo

O senador Aécio critica viagem de Dilma e promete governar com metade dos ministérios
Senador Aécio Neves

Na primeira entrevista coletiva concedida em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato à Presidência da República, criticou nesta segunda-feira recente viagem a Portugal da presidente Dilma Rousseff (PT), afirmando o episódio serve como uma amostra da falta de transparência do governo federal. Aécio esteve em Cascavel (PR), onde prestigiou, ao lado do governador Beto Richa (PSDB) e do senador Alvaro Dias (PSDB), a abertura do Show Rural Coopavel, evento direcionado à difusão da tecnologia do agronegócio.

"O que faltou ali é o que tem faltado em várias áreas do governo, mas dessa vez a situação foi retratada de forma caricata: é transparência. A ausência (de transparência) causou mais danos do que a verdade causaria. O que é mais grave é que isso não se restringe a esse episódio. O governo tem omitido várias informações, como o acinte do BNDES e a forma com que foram concedidos os recursos para financiamento do porto cubano. Foi a inauguração da primeira grande obra de seu governo. Poderia ser no Brasil, como no Porto de Paranaguá, que precisa de tantos investimentos, mas não foi", disse o senador mineiro.

Aécio disse ainda que, caso eleito, vai reduzir pela metade o número de ministérios; hoje são 38 os ministérios. "É um número acintoso e vergonhoso", disse o senador.

O pré-candidato tucano criticou a reforma ministerial em andamento: "Ninguém reforma para piorar. Infelizmente, a lógica que rege as ações do governo não é do interesse nacional, é do interesse eleitoral. Não temos uma presidente da República full time. Nós temos uma candidata a presidente da república full time, com a agenda quase toda focada a reeleição."

Ele afirmou também que vai redirecionar o papel do Ministério da Agricultura, no sentido que recupere a capacidade de influenciar nas decisões da política econômica: "O Brasil tem sido pouco ousado em seu comércio exterior e na busca por novos mercados. Vamos ter uma safra recorde, mas parte dela será perdida pela falta de capacidade de armazenamento e pela ausência de um seguro agrícola que garanta a tranquilidade e o estímulo ao setor produtivo", afirmou Aécio.

Esquizofrenia - Realidade partida

Vozes imaginárias, delírios. Esse distúrbio já foi sinônimo de loucura, mas não deveria. Com tratamentos que reintegram pacientes à sociedade, falta apenas vencer o estigma de doença


Cena do filme "Uma mente brilhante", que conta a história de John Nash / Reprodução
Cena do filme "Uma mente brilhante", que conta a história de John Nash / Reprodução

O matemático americano John Forbes Nash foi um gênio precoce. Em 1949, aos 21 anos, escreveu uma tese de doutorado de apenas 27 páginas sobre a Teoria dos Jogos, que revolucionou a economia. Mas sua chama criativa se apagou aos 30 anos, quando começou a ouvir vozes e perdeu contato com a realidade. A mulher o internou num hospital psiquiátrico, onde lhe diagnosticaram esquizofrenia. "Eu me sentia perseguido. Achava que o presidente, o papa e outras pessoas conspiravam contra mim", recordou Nash ao canal americano PBS em 1995, após ganhar o Nobel de Ciências Econômicas pelas ideias que desenvolveu na juventude. 

Aos 82 anos, Nash está há mais de 5 décadas lutando contra o transtorno, numa história que inspirou o filme Uma Mente Brilhante (2001). A esquizofrenia não ataca de uma vez. Em vez disso, envia sinais. A pessoa começa a mudar o jeito de ser entre o final da adolescência e o início da idade adulta: fica mais retraída, isolada. Depois, tem delírios - ou seja, ideias incompatíveis com a realidade-, alucinações, como vozes comentando sobre seus atos e pensamentos, e fala e comportamento desorganizados. O trabalho, a relação com os outros e o cuidado de si são gravemente afetados, caso a pessoa não seja tratada. 

Se não fosse um gênio precoce, Nash certamente padeceria o transtorno no anonimato, como ocorre com a imensa maioria dos esquizofrênicos. E eles são muitos: 2 milhões no Brasil e 70 milhões no mundo. Esse transtorno não tem cura, mas pode ser tratado, apesar de ainda ser incompreendido tanto pela população geral como por suas vítimas. 

O primeiro passo para entendê-lo é se livrar do preconceito. "Durante muito tempo, a esquizofrenia e outros transtornos mentais foram tratados como loucura. Os doentes chegavam a ser internados a vida toda sem dispor de tratamentos adequados", diz Mario Louzã, coordenador do Projeto Esquizofrenia do Instituto de Psiquiatria do Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. 

Hoje, os remédios são muito mais eficientes e as internações, mais breves, necessárias apenas para controlar as crises. "Quando são adequadamente diagnosticados e tratados, os portadores de esquizofrenia convivem normalmente com a sociedade, perfeitamente integrados, como qualquer pessoa sem a doença", afirma Louzã. Mas não era assim nos tempos da escultora Camille Claudel, nascida na França em 1864. 

Depois de ser aluna, confidente e amante do mestre escultor Auguste Rodin, ela o acusou de querer roubar suas obras para expô-las como dele. Seus surtos se manifestaram em 1905, quando Camille já era famosa por moldar blocos de pedra. Ela destruiu diversas estátuas e sumiu por longos períodos. Morreu em 1943, após 30 anos num asilo. 

O que se passa pela cabeça do portador da doença? Isso varia conforme o paciente. Ele é tomado por delírios, que são sempre pensamentos. Mas também pode ter alucinações, ou seja, percepções irreais dos órgãos dos sentidos. Na esquizofrenia, as alucinações são tipicamente auditivas. Alguns relatam ouvir vozes quando estão sozinhos. Podem também achar que estão sendo vigiados pela polícia, pela máfia ou por uma organização secreta. Nash acreditava que comunistas e não-comunistas estavam em seu encalço, armando contra ele enquanto disputavam o xadrez da Guerra Fria. 

Sim: a esquizofrenia prega peças em suas vítimas. Muitas suspeitam que os vizinhos escutam atrás da porta, que o telefone está grampeado ou que o rádio envia mensagens secretas. Outras acham que o jornalista da TV está falando sobre elas - o que os médicos chamam de interpretação delirante. 

Alucinações, delírios e desorganização do pensamento fazem parte dos chamados "sintomas positivos" da esquizofrenia. Eles ficam mais intensos nas crises agudas - os surtos psicóticos -, que são intercaladas por períodos de remissão. Mas também existem os "sintomas negativos", como diminuição de expressão das emoções, apatia, isolamento social e uma desesperança profunda. Tanto que o índice de suicídio entre esquizofrênicos é maior que o da população em geral. Médicos ainda consideram um 3º grupo de sintomas, os "cognitivos", que incluem dificuldade de abstração, déficit de memória, comprometimento da linguagem e falhas no aprendizado. "Às vezes, a pessoa entra na faculdade, tem o primeiro surto e depois não consegue obter o rendimento de antes", diz Louzã. 

Isso também acontece no trabalho. A pessoa ascende na carreira, sofre o primeiro surto e jamais retorna à posição que tinha. Que o diga o russo Vaslav Nijinski, um dos bailarinos mais virtuosos da história. Aos 10 anos, entrou na lendária Escola de Balé Imperial da Rússia. Aos 18, já era famoso por dar saltos que desafiavam a lei da gravidade. Mas sua carreira acabou aos 29, quando a esquizofrenia o abateu em pleno voo. A partir daí, Nijinski vagou entre hospitais psiquiátricos - e nunca voltou aos palcos.


Genética e ambiente A doença golpeou Nijinski em 1919, quando pouco se sabia sobre ela. Fazia apenas 11 anos que o psiquiatra suíço Paul Bleuer havia cunhado seu nome para diferenciá-la de outros transtornos. Bleuer chegou a examinar Nijinski, mas não tinha o conhecimento nem os remédios antipsicóticos necessários para tratá-lo. 

Desde então, o diagnóstico e o manejo da esquizofrenia avançaram muito. Mesmo assim, a origem da doença ainda intriga os especialistas. 

Ao que tudo indica, ela tem um componente genético e neurodesenvolvimental. Ou seja: já no útero, o feto começa a sofrer uma alteração em seu sistema nervoso. Esse quadro progride na infância e na adolescência, até culminar com o aparecimento dos sintomas. A maioria dos psiquiatras considera que as crises dos esquizofrênicos acontecem justamente por causa desse desenvolvimento cerebral anormal. Ele geraria um desequilíbrio das substâncias que enviam mensagens entre os neurônios - os chamados neurotransmissores. 

"Acreditamos que haja excesso dessas substâncias em algumas regiões do cérebro e diminuição em outras", diz o psiquiatra Jaime Hallak, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP. Além disso, parece não haver dúvida quanto à faceta progressiva da doença. Ou seja: quanto maior o número de crises, mais o cérebro vai adoecendo. 

É por isso que os medicamentos buscam evitar novas recaídas, além de diminuir os sintomas agudos. A partir dos 50 anos, a turbulência diminui e o transtorno tende a se estabilizar. 

Ok, os médicos estão bastante seguros quanto a esses processos, mas admitem não saber o que está por trás deles. O fator genético pode ser inferido por uma questão matemática: se seu pai tem esquizofrenia, o risco de você ter a doença salta de 1 para 10%. Se seu pai e sua mãe tiverem, o risco sobe para 25%. Mas os genes sozinhos não resolvem essa equação. Veja o caso dos gêmeos univitelinos (idênticos): se um deles tem esquizofrenia, o outro tem 50% de risco de também ter - quando se esperariam 100%. "E mesmo conhecendo esse padrão genético, não sabemos qual ou quais genes estão alterados", diz Hallak. 

Se a genética não responde por tudo, fatores ambientais também estariam ligados à doença. Infecções durante a gravidez, por exemplo, poderiam atuar como disparadores. Mais: mudanças importantes na infância e na adolescência também podem gerar uma situação de estresse que vai obrigar a pessoa a se reorganizar. E é nessa fase de adaptação que a esquizofrenia pode se manifestar em quem tem a propensão genética. 

Segundo Hallak, perder um parente querido ou migrar para outro país aumentaria o risco de 1 para 3%. Usar drogas é ainda pior: se você fumou muita maconha na adolescência, o risco de desenvolver esquizofrenia pode subir até 10 vezes quando ficar adulto. 

E todos esses fatores são cumulativos. "Se você tiver uma perda familiar importante, for demitido, tiver usado maconha desde a adolescência e ainda migrar para outro país, o seu risco pode chegar a 20%", diz Hallak. "Mas o componente genético é fundamental. Aqueles que não têm essa propensão dificilmente vão desenvolver a doença."


Esquizofrênicos da paz O americano Edward Theodore Gein cometeu alguns dos crimes mais bizarros da história. Nascido em 1906 no povoado de Plainfield, no Wisconsin, ele violava tumbas e roubava partes de corpos femininos para guardar como troféus. Fazia roupas com as peles (e depois as vestia) e móveis com os ossos. Sua casa também abrigava uma coleção de órgãos sexuais femininos e máscaras feitas com as caras das vítimas. Em 1957, Ed Gein admitiu ter matado 2 mulheres para destrinchá-las. Acabou confinado em hospitais psiquiátricos até sua morte, em 1984. 

Para o público em geral, é tentador chamar Ed Gein de esquizofrênico. E não só ele, mas toda a gama de personagens de ficção que inspirou, como Norman Bates, protagonista do filme Psicose, de Alfred Hitchcock, Leatherface, de O Massacre da Serra Elétrica, e Buffalo Bill, o travesti de Silêncio dos Inocentes, que matava suas vítimas para tirar a pele feminina e implantá-la em seu corpo. 

Mas essa comparação revela outro estigma. "A fantasia que muitas pessoas têm do esquizofrênico é misturada com personagens que possuem algo bizarro. Assim, acham que o esquizofrênico é uma pessoa bizarra, com comportamentos esquisitos. Na verdade, isso é um exagero", afirma Louzã. "Um esquizofrênico bem tratado e com medicação controlada vai ter um comportamento bem natural." 

Mesmo entre os não-tratados, só uma minoria é violenta. Na verdade, são retraídos e têm mais chances de causar danos a si próprios que aos demais. Claro que alguns cometem atos violentos e por motivos bizarros - como um homem que abre a cabeça da mãe para tirar ideias de lá. Mas casos assim são exceções, e o resto leva a fama. "Toda vez que ocorre algum crime violento envolvendo um paciente com esquizofrenia, a repercussão nos meios de comunicação é enorme. E as pessoas ficam com a impressão de que esses pacientes são mais violentos que a população em geral", diz Louzã.


Os subtipos de esquizofrenia Eles são diagnosticados de acordo com os sintomas 

Paranoide A pessoa tem delírios e alucinações. 


Hebenefrênico ou desorganizado Sobressaem alterações da afetividade e desorganização do pensamento. 


Catatônico O indivíduo apresenta alterações motoras. 


Simples Em vez de delírios e alucinações, ocorrem alterações da motivação e da afetividade. 


Residual Prevalecem os sintomas negativos, como embotamento afetivo e pobreza da fala. Em geral, os demais subtipos evoluem para o quadro residual.


O cinema surtado A esquizofrenia é apenas um entre os vários quadros de psicose - todos ligados à perda de contato com a realidade. Surtos podem ser causados por drogas em não-esquizofrênicos. Há ainda o transtorno delirante, em que a pessoa acredita em ideias sem lógica, mas não tem a linguagem e o comportamento tão prejudicados. Já no transtorno esquizoafetivo, ocorre uma mescla de alterações na percepção com mudanças bruscas de humor. Ou seja, fica bem fácil confundir tudo. E é o que o cinema faz. Poucos filmes representam claramente um esquizofrênico. Boas exceções são Spider (2002), de David Cronenberg, e Shine (1996), de Scott Hicks. Nele, o pianista David Helfgott luta para voltar a tocar depois do primeiro surto e vira um exemplo de superação da doença.


Para saber mais 

Esquizofrenia: Manual do Cuidador 
Mario Louzã, Planmark, 2008. 

Uma Mente Brilhante 
Sylvia Nasar, Record, 2002. 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Jeitinho - Aécio Neves para a Folha de S.Paulo

Aécio Neves 2014
Aécio Neves 2014
Artigo do senador Aécio Neves para a Folha de S.Paulo. O presidenciável criticou recentes ações governo Dilma Rousseff. Aécio questiona ainda todas as restrições impostas para a divulgação das condições do financiamento do BNDES a Cuba.

Fonte: Folha de S.Paulo


O governo federal fez uma grave opção política ao abandonar a referência da legitimidade para atuar nas brechas da legalidade, onde vale tudo o que não é expressamente proibido.


Com isso, veste com nova roupagem aquele velho "jeitinho" do brasileiro que gosta de levar vantagem em tudo, imagem injustamente alardeada sobre a nossa gente que traduz um comportamento baseado na esperteza e nas artimanhas, quase sempre relacionado à burla das regras e das leis.


O "jeitinho" oficial, estimulado pelo governo, ganha contornos mais nítidos nas transgressões éticas cometidas reiteradamente, no dia a dia. Quando, e com base em que, o governo decidiu que não precisa prestar contas do que faz aos brasileiros? A semana passada foi pródiga em exemplos.


A ida a Lisboa não precisaria ter tomado a dimensão que tomou se o governo tivesse se posicionado com transparência e clareza. A afirmação da presidente, "eu pago a minha conta", ao tentar tirar o foco do debate e reduzir uma questão ética ao valor de uma despesa de restaurante, só fez piorar a situação.


Por que, afinal, os brasileiros não podem saber onde está a maior autoridade do país e quanto custam suas viagens?


O episódio fez o país passar pelo constrangimento de ver o seu chanceler ser publicamente desmentido e a sua presidente deixar um hotel pela porta dos fundos, remetendo a imagem do Brasil à de uma republiqueta.


Esse, aliás, seria um momento oportuno para que a presidente explicasse por que, em maio passado, decidiu impor sigilo sobre as informações das suas viagens ao exterior que, agora, só poderão ficar públicas após o término do seu mandato.


E por que todas as restrições impostas para a divulgação das condições do financiamento do BNDES a Cuba? O que há nessa transação que incomoda tanto o PT? Na prática, a falta de transparência gera efeito contrário –alimenta teorias e suposições e acaba fazendo mais mal ao governo do que a verdade faria.


Na mesma linha, a propaganda virou a alma do governo. O exemplo da presidente, ao convocar redes oficiais de rádio e TV, de acordo com a sua conveniência eleitoral, parece ter estimulado o ministro da Saúde a também buscar a sua exposição como candidato às custas da máquina pública. Nos anos anteriores, ele ocupou esse espaço sempre na véspera das campanhas de vacinação para mobilizar a população para o dia seguinte.


Dessa vez, sob o mesmo pretexto, aproveitou seus últimos dias no cargo para anunciar, em janeiro, uma campanha de vacinação que só vai começar em março. O conjunto da obra é acintoso.


Pode ser que um dia chegue a conta por toda essa arrogância. E ela não poderá ser paga com cartão corporativo.

Náufrago mexicano chega à capital das Ilhas Marshall para exames

José Iván disse ter ficado 13 meses à deriva no Oceano Pacífico.
Em Majuro, ele iniciará trâmites necessários para sua repatriação.

Fonte: G1

O náufrago mexicano que afirmou ter passado 13 meses à deriva no Oceano Pacífico, até chegar na quinta-feira (30) a um pequeno atol nas Ilhas Marshall, na Micronésia, desembarcou nesta segunda-feira (3) na capital do arquipélago, Majuro, onde passará por exames médicos antes de iniciar os trâmites necessários para sua repatriação – um caminho de volta de mais de 12.500 km.
José Iván, nome com o qual o homem se identificou, ficou à deriva em uma pequena embarcação de fibra de vidro de 24 pés (quase 7 metros) de comprimento, cujos motores perderam as hélices. Após ter sido encontrado, ele foi levado no domingo (2), em uma lancha da Marinha local, do atol de Ebon até a capital.
Na chegada a Majuro, José Iván foi fotografado ao deixar a embarcação. Ele foi auxiliado por um enfermeiro, pois o longo tempo no mar o deixou debilitado e com dificuldade de locomoção.
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O mexicano José Iván é visto chegando a Majuro, capital das Ilhas Marshal, nesta segunda-feira (3). Ele ficou mais de um ano à deriva no mar e foi encontrado no fim de semana. Em Majuro, passará por exames médicos e outros trâmites antes de retornar ao México (Foto: Giff Johnson/AFP)O mexicano José Iván é visto chegando a Majuro, capital das Ilhas Marshall, nesta segunda-feira (3). Ele ficou mais de um ano à deriva no mar e foi encontrado na quinta-feira (30). Agora, o homem passará por exames médicos, antes de iniciar os trâmites necessários para voltar ao México (Foto: Giff Johnson/AFP)
Em seu primeiro diálogo com uma intérprete que falava espanhol, o náufrago disse que quer voltar ao México. "Me sinto mal. Estou longe. Não sei onde estou nem o que aconteceu", afirmou.
José Iván explicou que zarpou do México em 24 de dezembro de 2012 para pescar tubarões. O tempo em que ele passou perdido em alto-mar seria de pouco mais de 13 meses, não os 16 que foram mencionados a princípio.
Até o momento, não estão claros os motivos de a embarcação ter ficado tanto tempo à deriva nem como morreu, há alguns meses, o homem que acompanhava o mexicano no barco.
Imagem de satélite mostra o atol de Ebon, nas Ilhas Marshall (Foto: Reprodução/Google)Imagem de satélite mostra o atol de Ebon, nas
Ilhas Marshall (Foto: Reprodução/Google)
Segundo a intérprete, José Iván está muito confuso e não sabe dizer o que aconteceu nos meses em que passou no oceano.
"Ele está um pouco desesperado e quer voltar ao México, mas não sabe como", informou a mulher.
Quando dois moradores do atol de Ebon resgataram o homem no mar, ele usava apenas uma cueca feita com um pedaço de pano, tinha o cabelo muito comprido e barba abundante. Além disso, não conseguia caminhar sem ajuda.
O náufrago explicou, por meio de desenhos, que sobreviveu comendo tartarugas, aves e peixes que pescava com as mãos. Também indicou que bebia sangue de tartaruga quando não chovia, para se hidratar.
mapa náufrago atualizada (Foto: 1)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Aécio Neves 2014: "Dilma faz mais por Cuba do que pelo Brasil"

Aécio criticou o financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para o Porto de Mariel, em Cuba. A obra foi inaugurada pela presidente Dilma Rousseff (PT) na segunda-feira (27).

Fonte: Queremos Aécio Neves Presidente

O senador Aécio Neves disse, nesta terça-feira (28), ver com preocupação as crises econômicas na Argentina e Venezuela e criticou o financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para o Porto de Mariel, em Cuba. A obra foi inaugurada pela presidente Dilma Rousseff na segunda-feira (27).

"Finalmente a presidente Dilma inaugurou a primeira grande obra de seu governo, pena que em Cuba", disse o senador a aliados. Ele fez o comentário durante o almoço na capital paulista.

O Brasil forneceu um crédito de US$ 802 milhões (R$ 1,92 bilhão) para a construção do porto, que custou US$ 957 milhões. Após o lançamento da primeira parte do empreendimento, Dilma anunciou, ao lado do ditador cubano Raul Castro, um investimento adicional de US$ 290 milhões (R$ 701 milhões) na zona econômica especial do porto de Mariel, dos quais 85% virão de crédito do BNDES e os restantes 15% serão a contrapartida do governo cubano.

O que deixa os brasileiros indignados é saber que a presidente Dilma está empregando o dinheiro público para erguer um moderno porto em Cuba, enquanto no Brasil falta dinheiro para realizar obras de infraestrutura, em especial as de mobilidade urbana nas nossas metrópoles.

O dinheiro do BNDES, que é dinheiro de todos os brasileiros, deve ser aplicado dentro do país, com o intuito de melhorar nossa infraestrutura e as condições de vida nas metrópoles.

Infelizmente, sob o governo petista, o BNDES se transformou numa caixa-preta: ninguém sabe quais são os critérios e as condições para financiamentos, nem tampouco os objetivos estratégico dessas operações.

Vale ressaltar que toda operação que envolve recursos públicos precisa ser transparente, e não embalada numa caixa-preta para beneficiar ditaduras camaradas e empresas amigas, como faz o governo da presidente Dilma Rousseff.

Pai de Neymar fala muito e irrita apresentador da ESPN Brasil durante entrevista ao vivo

Apresentador pede para pai de Neymar parar para ouvir perguntas de jornalistas (Foto: reprodução: ESPN)Em confusa entrevista à ESPN Brasil, um exaltado Neymar, não o filho, mas o pai do craque do Barcelona e da Seleção Brasileira, falou sem quase respirar por longos nove minutos a respeito do imbróglio envolvendo a negociação do atacante do Santos ao time catalão. Incomodado, o apresentador João Carlos Albuquerque precisou dar um basta no falatório interminável de Neymar da Silva Santos.
pai de Neymar havia feito um pronunciamento à parte da imprensa minutos antes de entrar no ar, na ESPN, mas quase que repetia o discurso, sem dar chance para perguntas (ou sem que os jornalistas do canal de TV por assinatura conseguisse fazê-las).
"Neymar, Neymar, só um minuto. Pera aí, você disse que o PVC [comentarista Paulo Vinicius Coelho] tava falando sem parar e não tava te dando chance de colocar o seu lado. Você tá fazendo a mesma coisa agora. Vamos conversar", interrompeu Albuquerque, o popular "Canalha".
Questionado uma vez mais por PVC, seu Neymar voltou a fazer mais um longo discurso. Falou, sem parar, por exatos sete minutos e 40 segundos. Precisou ser uma vez mais brecado pelo apresentador. "Neymar, Neymar. Por favor, nós precisamos falar, também. Faz 20 minutos...eu quero até dar uma chance dele parar um pouco de falar, descansar e ouvir um pouco o outro lado que somos nós aqui no estúdio", afirmou o "Canalha", já claramente cansado com algo que mais parecia um pronunciamento do que uma entrevista.
Em determinados momentos, chegou-se a ficar com a imagem no ar sem que ninguém falasse. Não só Neymar Pai, mas também os jornalistas no estúdio. Bem confuso e até constrangedor para muitos que assistiam e comentavam nas redes sociais.
No fim, Leonardo Bertozzi, o outro comentarista da ESPN Brasil presente no programa, fez talvez a pergunta mais direta: "fui eu que coloquei a justificativa [para a saída] do Neymar como [receio de ser] um vilão da Copa das Confederações como algo que não me convence, porque se você tem de um lado essa questão e do outro tem a de receber 40 milhões [de euros] para ele sair em 2013, na minha cabeça vai pesar muito mais esse valor do que qualquer outra preocupação, mas explique, então, qual era a preocupação? Ele ser hostilizado na rua, ser agredido, ele cair em desgraça com a população brasileira [por insucesso na Copa das Confederações]?"
"Essa colocação é bem simples pra falar. É bem simples como falar. Essa colocação é simples pra mim. Você precisa ser pai do Neymar pra entender isso. Você precisa ser pai do Neymar, e você não é", respondeu o confuso seu Neymar.
"Mas eu também não vou ganhar [comissão de] € 40 milhões [cerca de R$ 132 milhões que a empresa N&N Sports, que tem como sócios os pais de Neymar, recebeu pelo acordo]?", insistiu Bertozzi.
"Posição como empresário é uma coisa, talvez não seja uma justificativa, mas como pai é. O meu entendimento e o meu sentimento levou a isso. Neymar poderia ser herói [da Copa das Confederações] como virou, poderia ser vilão e graças a Deus não virou vilão. É dessa forma que eu ajo, por intuição, por achismo, eu sou assim. Tem uma diferença: eu sou o pai do Neymar", justificou-se.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Globo aposta em roteiristas premiados e cenas de ação em nova série

O seriado "A Teia", que estreia hoje na Globo, mostra que a emissora descobriu na ação um novo gênero de ouro. Seus projetos mais ousados ou pertencem à categoria ou adotam alguns de seus elementos.

Com ares de produção hollywoodiana e perseguições implacáveis envolvendo caminhões, helicópteros e explosões, a nova série de 13 episódios leva à TV o texto original de dois roteiristas campeões de bilheteria: Bráulio Mantovani, de "Cidade de Deus" e "Tropa de Elite", e Carolina Kotscho, de "2 Filhos de Francisco".

Dentro do gênero, a emissora produz ainda a série "O Caçador", protagonizada por Cauã Reymond, que estreia ainda no primeiro semestre.
Estevam Avellar/Globo
O ator João Miguel em cena como o protagonista Jorge Macedo
O ator João Miguel em cena como o protagonista Jorge Macedo
Criada por Marçal Aquino, Fernando Bonassi e José Alvarenga, que assina a direção com Heitor Dhalia, a trama fala sobre um policial convertido a caçador de recompensas. No elenco, além de Reymond, estão Cleo Pires, Alejandro Claveaux, Jackson Antunes e Nanda Costa.

As duas vêm na esteira da minissérie "Amores Roubados", que, embora fosse guiada por uma trama de paixão e traição, explorou perseguições e tiroteios e se deu bem no ibope.

ANTI-HERÓI

Com "A Teia", a Globo segue a linha de "Sopranos", "The Wire" e "Mad Men": roteiristas experientes escreveram a história de personagens atormentados. Saem o herói e o vilão e entram dois anti-heróis, cada um operando com uma ética própria.

A série conta a história da caçada do criminoso charmosão Baroni (Paulo Vilhena) pelo policial Jorge Macedo (João Miguel), que está amargando uma ação corretiva da Polícia Federal.

Sobre a criação de personagens cheios de "falhas", os autores dizem que é um pré-requisito da veracidade. "A boa dramaturgia pede personagens de verdade. A gente fez muita pesquisa e buscou referências, estudamos muito", diz Carolina Kotscho.
"A Teia" nasceu de uma pesquisa que Kotscho fez sobre experiências do delegado aposentado da Polícia Federal Antonio Celso dos Santos.

"As histórias eram muito boas. E eu pensava em escrever um livro. Comentei com o Bráulio e a gente pensou em fazer uma série. Logo imaginamos o João Miguel como protagonista", diz a autora.

"O Jorge Macedo é um anti-Capitão Nascimento, um intelectual, praticamente", afirma Mantovani.

Para João Miguel, "A Teia" ofereceu-lhe o primeiro protagonista na televisão.
"Considero esse personagem um herói do dia a dia. Foi fundamental conhecer o Antonio Celso [policial em que foi inspirado] porque ele me deu essa dimensão e eu pude dar licenças poéticas e ficcionais a ele", diz o ator.

EXPLOSÕES

Segundo os autores, licença ficcional foi o que não faltou. A TV deu liberdade total para que a trama fosse desenhada o mais cheia de detalhes possível. Nada era exagerado demais. "A gente tentou não se policiar porque não sabia que tipo de ideia era viável. Não conhecemos todas as tecnologias de produção", diz Mantovani.

No final, nada foi cortado ou alterado. A tecnologia permitiu tudo, desde explosões extravagantes até a captação em vários ângulos da cena em que João Miguel se pendura na parte traseira do caminhão dirigido em alta velocidade por Vilhena, em meio a troca de tiros. Há, ainda, uma cena de tombamento de um caminhão com galinhas.

"Claro que há limitações de orçamento, mas a mágica que eles fizeram para tirar a coisa do papel é incrível. Quase assustadora", diz Kotscho.

NA TV
A TEIA
Estreia da série
QUANDO hoje, às 23h30, na Globo
CLASSIFICAÇÃO não informada